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sábado, 11 de outubro de 2014

Pão de centeio com pecãs e cranberries

Eu amoooo pão de centeio! Adoro o sabor, e acho que combina muito com nozes, frutas secas e chocolate. Por isso, ao folhear a bíblia da titia Martha, achei que seria um ótimo projeto para o final de semana. Melhor ainda porque rende 2 pães, e assim você pode congelar um deles para comer em outro momento, ou mesmo dar de presente para alguém especial... 



Pão de centeio com pecãs e cranberries
rende 2 pães

-      1 xícara de pecãs
-      1 1/4 xícara de água morna (43°C), mais um pouco se necessário
-      2 1/4 colher de chá de fermento biológico seco instantâneo para pão (7 g)
-      2 xícaras de farinha de trigo, aproximadamente (de preferência orgânica, ou farinha para pão, que eu nunca achei em BH)
-      1 xícara de farinha de centeio (preferencialmente orgânica)
-      2 1/2 colheres de chá de sal
-      1 colher de sopa de açúcar
-      3/4 xícara de cranberries secas, grosseiramente picadas
-      1 ovo grande, orgânico ou caipira
-      sal rosa do himalaia moído para polvilhar (ou flor de sal, ou sal maldon, ou até sal grosso moído)
-      azeite ou outro óleo vegetal para untar

Preaqueça o forno a 180°. Espalhe as pecãs em uma única camada em uma assadeira, e leve para tostar ligeiramente, até que fiquem bem perfumadas. Isso leva cerca de 10 minutos, mas como cada forno varia muito, fique de olho, para que não queimem. Deixe esfriar completamente e pique grosseiramente (pedaços grandes). Enquanto isso, forre uma assadeira grande (onde caibam 2 pães) com papel manteiga e unte. Reserve.

Na tigela da batedeira, misture o fermento e a água até dissolver. Aguarde 5 minutos, até que comece a espumar. Usando o batedor em formato de pá, em velocidade média-baixa, junte a farinha de centeio, 1 1/2 xícara da farinha de trigo, o sal e o açúcar, e bata até que a massa comece a se formar. Vá colocando o restante da farinha aos poucos. Se a massa ficar muito seca, coloque mais um pouco de água morna, 1 colher de sopa por vez. Mude para o batedor de gancho, e bata em velocidade média por 4-5 minutos, até que a massa fique macia, elástica, e ligeiramente úmida. Reduza a velocidade e acrescente as pecãs e as cranberries. A massa vai ficar bem firme. Transfira para uma vasilha untada, empurrando para dentro quaisquer nozes ou frutas que caírem. Cubra com plástico filme também untado e deixe fermentar por cerca de 1 hora ou até dobrar de tamanho.

Em uma vasilha pequena, bata o ovo com uma colher de sopa de água. Vire a massa de pão em uma superfície levemente enfarinhada. Sove algumas vezes e divida a massa em 2 partes. Abra cada metade até formar um retângulo com cerca de 17 x 12 cm, com o lado mais curto de frente para você. Começando do alto, dobre uma "aba" com cerca de 2,5 cm para dentro, e pressione com os dedos, e daí vá dobrando o pão para dentro, enrolando e pressionando a cada volta, para formar um filão. Enrole para frente e para trás, para que fique bem firme. Se a ponta não grudar, pincele um pouco do ovo batido para selar (no meu caso, não foi necessário). Acerte as pontas, empurrando ligeiramente para baixo. Coloque em uma assadeira, com a emenda para baixo. Cubra com um plástico, e deixe fermentar por mais 45 minutos, ou até que a massa cresça e deixe uma marca, ao ser pressionada levemente com o dedo. 

Pincele os pães generosamente com o ovo e polvilhe um pouco de sal. Asse, girando a assadeira na metade do tempo, até que a crosta fique com uma cor dourada escura, cerca de 35-40 minutos. O ponto correto é quando, ao bater levemente com os nós dos dedos na base do pão, saia um som oco. Ou ainda, se você tiver um termômetro culinário, espete no centro do pão, que deve marcar 88°. Transfira para uma gradinha e deixe esfriar completamente antes de fatiar. O pão se mantém bem por cerca de 3 dias em temperatura ambiente, embalado em plástico.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quibe de baroa com quinoa


Olás! Hoje trouxe uma receitinha matadora, que foi para a marmita da semana passada. Como já comentei aqui várias vezes, durante a semana eu e o meu namorado nos revezamos no preparo das marmitas. Ambos preferimos comida caseira, e além disso o preço da comida a quilo disparou nos últimos anos (e infelizmente a alta de preços não veio seguida de maior qualidade e cuidado com o que é servido). Como no nosso trabalho tem um espaço equipado com geladeira, microondas e mesas, compensa muito mais levar comida de casa.

Infelizmente, trabalhando o dia todo e com compromissos após o trabalho, não me sobra muito tempo, e por isso prefiro preparar pratos únicos, de preferência feitos no forno, e que podem ser servidos apenas com o acompanhamento de uma saladinha verde. Fazer arroz, feijão, carne, legumes, etc, além de ser entediante sujar muitas vasilhas, dá um trabalho danado! Como disse, prefiro fazer uma coisa só, enfiar no forno, e ter tempo para cuidar das outras coisas de casa que também precisam de atenção. Mas que fique claro, a praticidade também não pode descambar para comidas ruins ou pouco saudáveis...

Esse quibe é um ótimo exemplo! Tem um montão de coisas boas, é super saudável, e ficou MARA! Servi acompanhado da tradicional saladinha verde, e também um pouco de coalhada seca, que eu amo. Precisei adaptar um bocado a receita, e também chutar algumas quantidades, pois haviam algumas medidas estranhas, tais como xícara de café, colher de café e sobremesa. A conversão das colheres, eu achei aqui. A xícara eu chutei, e usei 1/4 de xícara de chá no lugar (a menor que eu tenho). Me lembrou muito o livro da Dona Benta, que também tem essas invenções: tem um bolo lá que leva um prato de farinha. Oi? :-S

Quibe de baroa e quinoa
receita adaptada daqui

-      700 g de batata baroa (também conhecida como mandioquinha, ou cenoura amarela)
-      1 xícara de trigo para quibe 
-      1 cebola roxa média picadinha
-      2 colheres de sopa de azedinha picada
-      2 colheres de chá de sal
-      2 colheres de chá de zaatar
-      1/2 colher de chá de pimenta síria
-      1 pitada de orégano
-      1 pitada de pimenta caiena ou calabresa (opcional)
-      1/4 xícara de quinoa 
-      2 colheres de sopa de salsinha picada
-      2 colheres de sopa de cebolinha picada
-      1/4 xícara de azeite
-      1/4 xícara de castanha de caju picada grosseiramente
-      1/2 talo de alho poró grande (ou 1 pequeno) em rodelas finas
Recheio:
-      1/2 talo de alho poró grande (ou 1 pequeno) em rodelas finas e levemente refogado
-      100 g de mussarela ralada
-      100 g de chancliche esfarelado
-      100 g de tomatinho siriguela cortado em metades
-      pimenta-do-reino moída na hora e sal, se necessário

Cozinhe a baroa até ficar macia. Escorra e amasse bem, para virar um purê. Enquanto isso, hidrate o quibe em pouca água, para que fique al dente. Escorra e reserve. Cozinhe a quinoa em água, escorra com uma  peneira e passe pela água fria, para interromper o cozimento. Reserve.

Preaqueça o forno a 180°. Misture todos os ingredientes do quibe com metade do azeite, e sove até que a massa fique bem consistente. Prove e acerte o tempero. Divida a massa em duas partes. Misture os ingredientes do recheio e acerte o tempero. 

Montagem: coloque a primeira metade da massa em uma assadeira untada com azeite. Alise bem com uma colher e coloque o recheio. Cubra com o restante da massa, alise com uma colher e depois faça ranhuras com um garfo (formando um padrão xadrez). Espalhe o restante do azeite e leve para assar, até dourar levemente. Sirva acompanhado de coalhada seca e salada verde.

domingo, 27 de julho de 2014

Bolo integral com peras, ameixas e avelãs



Esse é um dos bolos mais gostosos que eu já fiz! Adoro esse tipo de combinação: farinha integral, frutas e nuts. Acho que deixa o bolo mega saboroso, molhadinho, ideal para todas as horas (pode trocar o almoço por bolo, produção?)! Outro bolo parecido que já deu pinta aqui no blog, um dos meus all time favorite, é o bolo de maçã com passas e nozes (na receita original consta farinha de trigo comum, mas ultimamente eu tenho feito com 100% integral). Experimenta, vai?

Bolo integral com peras, ameixas e avelãs
(receita adaptada da Dorie Greenspan, que eu achei aqui)

-      1 1/4 xícara de farinha de trigo integral
-      1 xícara de farinha de trigo comum (já fiz também usando apenas farinha integral e ficou ótimo, mas um tantinho mais pesado...)
-      1/2 xícara de avelãs moídas (usei o processador)
-      1 colher de chá de fermento
-      1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
-      1/4 colher de chá de sal
-      200 gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente
-      2 xícaras de açúcar mascavo claro (não apertei na xícara na hora de medir e achei doce na medida)
-      3 ovos, orgânicos ou caipiras, em temperatura ambiente
-      1 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
-      1/4 colher de chá de essência de amêndoas
-      1 xícara de buttermilk* em temperatura ambiente
-      2 peras médias descascadas e picadas (sem os miolos) em pedaços de 0,5 cm
-      1/2 xícara de ameixas secas macias, sem os caroços, picadas em pedaços de 0,5 cm




Preaqueça o forno a 180°. Unte e enfarinhe muito bem (o bolo é chatinho pra desenformar) uma forma de furo no meio com capacidade para 12 xícaras. Misture em uma tigela grande as farinhas, avelãs, fermento, bicarbonato e sal. Reserve.

Em outra vasilha, bata a manteiga e o açúcar até a mistura ficar clara e fofa. Pode ser na mão (com o fouet), ou  na batedeira. Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição e raspando as laterais da vasilha sempre que necessário. Junte a essência de baunilha e amêndoas, e acrescente a mistura de farinha em 3 partes, alternadamente com o buttermilk em duas partes, começando e terminando com a farinha, e mexendo somente até incorporar (não bata demais!). Junte as peras e ameixas, e misture cuidadosamente com uma espátula. 

Verta a mistura na forma, alise a superfície, e leve ao forno para assar, por cerca de 60 minutos ou até que esteja firme e dourado (faça o teste do palito). Deixe esfriar antes de desenformar. Pode ser congelado por até 2 meses.

* Butermilk caseiro:  coloque 1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre em uma xícara e complete com leite. Mexa até engrossar e talhar, e deixe descansar por pelo menos 15 minutos antes de usar.

sábado, 24 de maio de 2014

Castanha de caju caramelizada com mel e mostarda + uma dica de salada

Essa é uma ótima opção de aperitivo! Entretanto, antes de tudo, devo dizer que o gosto da mostarda não fica muito evidente, ele mais dá um toque diferente na castanha, tipo um ingrediente secreto... Não sei, talvez seja o mel que eu usei, que tinha um gosto bem marcante, ou quem sabe a minha mostarda em pó, que era dessas genéricas de supermercado. Mas tenho certeza de uma coisa, a castanha ficou uma delícia assim mesmo! De quebra, uma dica (nem dá para chamar de receita) de salada para usar as castanhas, caso tenha sobrado alguma. =]

Castanha de caju caramelizada com mel e mostarda
(receita daqui)

-      1/4 xícara de mel (de preferência um mel mais suave)
-      1 colher de sopa de óleo vegetal
-      1 - 2 colheres de chá de mostarda em pó (coloquei 2, da próxima vou colocar mais um pouco)
-      2 xícaras de castanha de caju torrada e salgada
-      1/2 colher de chá de pimenta-do-reino moída na hora

Preaqueça o forno a 190°. Forre uma assadeira com papel manteiga ou um tapetinho de silicone (silpat). Em uma vasilha média, misture o mel, óleo e mostarda. Junte as castanhas e misture, para que todas fiquem bem cobertas (a mistura fica mesmo bem grudenta, mas vai com fé que dá). Espalhe as castanhas em camada única sobre a assadeira. Polvilhe com a pimenta e asse por 15 - 20 minutos, parando para mexes uma ou duas vezes durante o processo. Retire do forno e deixe esfriar. Depois de frio, guarde em um pote vedado, local fresco e seco, por até uma semana.


A salada eu fiz assim: misturei alface verde e roxa, rúcula e manjericão, e espalhei por cima as castanhas e cubinhos de manga. Você também pode fazer um molhinho de mostarda e mel para acompanhar. Bom apetite!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Granola Floresta Negra


Então... eu tinha em casa umas cerejas desidratadas maravilhosas que eu trouxe da Itália e nibs de cacau que comprei em Ilhéus (globalização é isso, meu povo!). Daí me inspirei no Bolo Floresta Negra (aquele bolo de chocolate, com cerejas ao maraschino e chantilly) para fazer essas barrinhas. Só de trocar as cerejas ao maraschino pelas secas, e o chocolate pelos nibs de cacau já diminui bem as calorias, mas eu queria que ficasse ainda mais light, e por isso acabei reduzindo demais a quantidade de manteiga e açúcar (ingredientes que dão liga). Assim, ao retirar do forno e tentar partir, as barrinhas esfarelaram... Como o sabor estava ótimo, acabei de esfarelar o resto e transformei tudo em granola! 

Obs. 1: nibs de cacau são as sementes do cacau tostadas (não é chocolate). 
Obs. 2: a farinha eu coloquei porque, como disse, a receita original era de barinha. Para fazer granola, não seria essencial (provavelmente nem mesmo necessária).
Obs. 3: da próxima vez vou tentar substituir a manteiga por óleo de coco, que é mais saudável e deve dar um gostinho a mais... ;)

Granola floresta negra

-      1 xícara de aveia em flocos finos
-      1 xícara de aveia em flocos grossos
-      1/2 xícara de açúcar mascavo (não apertar na xícara na hora de medir)
-      1 xícara de nozes picadas grosseiramente
-      1 xícara de cerejas secas
-      1/3 xícara de nibs de cacau
-      1/3 xícara de gergelim claro
-      1/2 xícara de sementes de girassol
-      50gr manteiga em temperatura ambiente
-      1/3 xícara de farinha de trigo integral

Misture tudo e espalhe em uma assadeira grande, para que não fique uma camada muito grossa. Leve para assar em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até que a mistura fique sequinha e crocante. Retire, deixe esfriar, e coloque em um pote hermeticamente fechado. Guarde em temperatura ambiente.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bolo de Natal com frutas secas e nozes


Então é Nataaaaaal... Época de sofrer com a Simone tocando no último volume em todas as lojas de departamento, mas também um período de muita união. Hora de confraternizar, de dar e receber, não apenas presentes, mas carinho, amor e amizade; tempo de desejar e fazer o bem. Claro, praticar o bem deve ser feito o ano todo, não só no Natal, mas nessa época é inegável que esse desejo (e a boa vontade) afloram nas pessoas.

Esse bolo tem muito a ver com isso. As frutas secas e as nozes estão sempre associadas à abundância, à fartura, e a receita rende 2 bolos, o que já é um incentivo a partilhar, a presentear. Se forem usadas forminhas de bolo inglês, o rendimento é ainda maior (mais gente para distribuir). Pensando bem, talvez essas forminhas sejam até mais indicadas do que as formas redondas originais, pois esse é um daqueles bolos incrivelmente deliciosos, mas que satisfazem com uma fatia pequena, graças à imensa quantidade de frutas. O ideal é começar a fazer com antecedência, para que as frutas macerem bem. 

Bom, desejo a todos os leitores do blog um Feliz Natal, repleto de paz, saúde e alegrias! Boas Festas!


Bolo de Natal com frutas secas e nozes
(receita um nadinha adaptada daqui)
rendimento: 2 bolos com 20 cm ou 5-6 forminhas de bolo inglês

-      12 xícaras de frutas secas variadas (pode ser passas claras, escuras, damascos, tâmaras, cranberries, cerejas, frutas cristalizadas, ameixa, etc)
-      3/4 xícara de mel
-      1  1/2 xícara de conhaque
-      150gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente, mais um pouco para untar
-      2 1/4 xícaras de farinha de trigo, mais um pouco para polvilhar nas formas
-      1 colher de sopa mal cheia de sal
-      1 1/2 colher de chá de gengibre em pó
-      1 1/2 colher de chá de canela em pó
-      1 colher de chá de cravo em pó
-      2 xícaras de nozes grosseiramente picadas
-      1 1/4 xícara de açúcar
-      7 ovos grandes, orgânicos ou caipiras
-      raspas da casca de 1 laranja grande
-      1 1/2 xícara de geleia de damasco
-      frutas secas ou frescas variadas para decorar

Em uma vasilha bem grande, de cerâmica, vidro ou plástico (não use metal), misture as frutas secas, o mel e o conhaque. Cubra com filme plástico e deixe macerar, em temperatura ambiente, por no mínimo 1 dia, e no máximo 2 semanas. Eu usei uma mistura de passas claras, escuras e vermelhas, damascos, cerejas e frutas cristalizadas, e deixei apurar por 5 dias. Todos os dias eu dava uma mexida nas frutas, para evitar que a parte de cima ficasse ressecada, pois a quantidade de bebida utilizada não era suficiente para cobrir tudo.

Preaqueça o forno a 135°. Unte e enfarinhe generosamente 2 formas com 20cm (ou 5-6 forminhas de bolo inglês - se forem aquelas de papelão pule esta etapa). Peneire a farinha, sal, gengibre, canela e cravo em uma vasilha. Junte as nozes, misture e reserve.

Na batedeira, com o batedor de arame, bata a manteiga e o açúcar, em velocidade média, até ficar claro e fofo (2-3 minutos). Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição e raspando as laterais da vasilha sempre que necessário. Transfira para uma tigela bem grande. Com uma espátula de silicone, junte a mistura de farinha e nozes, e as frutas com as raspas da laranja (escorra qualquer excesso de líquido com uma peneira). Mexa até que as frutas e nozes fiquem bem distribuídas.

Divida a massa nas formas e leve para assar por cerca de 2 horas. Faça o teste do palito: ele deve sair ainda com algumas migalhas úmidas de massa (se você for usar as forminhas de bolo inglês, provavelmente levará menos tempo. Coloque sobre uma gradinha e deixe esfriar completamente antes de desenformar.

Para decorar os bolos, coloque em uma panela a geleia de damasco com 1/2 xícara de água, e mexa até dissolver. Passe por uma peneira, para retirar os pedaços de damasco, e pincele a superfície dos bolos com a mistura ainda quente. Decore com frutas secas ou nozes, e pincele mais um pouco de geleia para deixar com um brilho bem bonito. Eu ainda arrematei o bolo com um laço de fita, e achei que ficou um charme! 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Bolo vegan de abóbora com pecã



Bom dia, pessoas! Peço desculpas pelo sumiço... Final de ano é dureza. Tenho muitas receitas para postar, mas cadê tempo? :S

Esse bolo nasceu de um erro culinário: há alguns meses eu tentei fazer um doce de abóbora com coco, usando uma quantidade mínima de açúcar. Acontece que a quantidade foi tão pouca que não ficou com gosto de doce... Na verdade parecia um purê adocicado, o que definitivamente não ficou legal. Como eu detesto jogar comida fora, coloquei o "purê" em um potinho e congelei, para depois ver o que podia ser feito com ele. Daí que outro dia, folheando o livro da Joy, eu encontrei essa receita de bolo vegan, que levava... purê de abóbora!

Sei que tem gente que vai ler no título a palavra vegan e pensar: será que presta? Claro que sim! Ficou muito bom! O bolo é úmido, fofinho, e as especiarias dão um toque divino. Como o meu purê já era adocicado, eu reduzi a quantidade de açúcar da receita. O coco originalmente também não fazia parte, mas já estava incorporado ao purê... De qualquer forma, achei que combinou muito! Como o meu bolo veio de um acidente culinário, vou deixar aqui a receita original. Nos EUA é comum encontrar purê de abóbora enlatado, mas por aqui nunca vi, então vocês terão esse trabalhinho extra, mas que vale muito à pena. Quem se animar pode fazer a quantidade dobrada, e depois congelar para testar em outros pratos, como nesse quibe de abóbora. Encontrei aqui e aqui receitas e dicas para fazer purê de abóbora (não testei), mas também não tem mistério nenhum, né?

Bolo vegan de abóbora e pecã
(rendimento: 2 formas de bolo inglês com 20x10 ou 1 tabuleiro grande)

-      3 3/4 xícaras de farinha de trigo
-      2 xícaras de açúcar mascavo claro
-      2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
-      1 colher de chá de fermento em pó
-      1 colher de chá de sal
-      1 colher de chá de noz moscada ralada na hora
-      1 colher de chá de canela em pó
-      1 colher de chá de allspice (pimenta da jamaica) em pó  (coloquei metade)
-      1/2 colher de chá de cravo em pó
-      425g de purê de abóbora
-      1 xícara de óleo vegetal (usei girassol)
-      1/3 xícara de maple syrup (xarope de bordo)
-      1/3 xícara de água
-      1 xícara de pecãs picadas, mais algumas inteiras para enfeitar
-      opcional: 3/4 xícara de coco ralado

 Preaqueça o forno a 180°. Unte e enfarinhe a(s) forma(s) e reserve.

Em uma vasilha grande, misture a farinha, açúcar, bicarbonato, fermento, sal e especiarias. Em outra vasilha, misture o purê, óleo, maple syrup e a água. Junte a mistura de abóbora à de farinha. Use uma espátula para incorporar bem os ingredientes, até que não apareça mais nenhum traço de farinha. Junte as pecãs e o coco. Verta a mistura na(s) forma(s), decore com as pecãs no topo e leve para assar (faça o teste do palito). Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha por pelo menos 20 minutos, antes de desenformar. Como eu assei o meu bolo em um tabuleiro grande, ao invés de desenformar fui cortando em quadrados e retirando da forma. 

Ah! Esse bolo congela super bem... 


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fettuccini com folhas de beterraba, passas e pecãs


Não desperdiçarás a tua comida. Este deveria ser um dos 10 mandamentos. Talvez só não seja um deles porque naquela época os alimentos eram, de fato, integralmente aproveitados. Produzir algo era difícil, sem as modernidades da nossa época. Hoje, em qualquer supermercado de bairro, encontramos grande oferta de produtos, nacionais e internacionais. Perdemos o contato com o produtor, desconhecemos a cadeia produtiva e o caminho que a comida percorre até chegar na prateleira à nossa frente. 

O mais estranho é que a oferta de produtos aumentou, mas a variedade parece ter diminuído. Eu gosto muito de ler o blog Come-se, da Neide Rigo, e sempre me impressiona a variedade de alimentos mencionada por ela dos quais eu nunca ouvi falar, ou que conheço de nome, mas nunca vi para vender. Quer um exemplo? O milho. Existem centenas de tipos de milho, de todas as cores, tamanhos e formatos, mas só achamos para comprar uma única variedade. Pior, essa única variedade rapidamente está sendo substituída pelo seu equivalente transgênico. Outro dia foi comprar milho para fazer pipoca e lá estava o "T". Já não consigo mais comprar ração para meus gatos que não tenha na embalagem o maldito símbolo, e isso me incomoda MUITO (fora os corantes, conservantes, e outros "antes").  

Outra coisa que incomoda é o desperdício, e parte disso deriva desta redução da variedade. Em um pé de brócolis ou couve-flor, por exemplo, não só os floretes são comestíveis, os talos são bons, as folhas também. Cenoura, beterraba e rabanete também possuem folhas comestíveis, mas nunca vi nenhuma delas para vender nos supermercados. Para onde vão? Na nossa própria cozinha, também há muito desperdício. Tome-se, por exemplo, a casca das frutas e legumes: cenoura e batata nem precisa descascar; casca de cítricos pode virar doce, casca de abacaxi vira chá, casca da abóbora pode ser comida (semente também). Falando de semente, por que jogar fora o miolo da abobrinha? Se não combina com determinada receita, pode ser usado em outra, ou apenas refogado.

Sobre essa questão do desperdício, há pouco tempo li um texto no blog Dedo de Moça, com vários links úteis, e outro no Food 52, falando de um novo livro, que muito me interessou, sobre o aproveitamento integral de alimentos. Claro, também tem o site do Instituto Akatu, só para citar alguns.
  
Eu ainda estou engatinhando nessa questão, mas venho, há alguns anos, tentando mudar a minha atitude e consumir os alimentos de forma mais consciente, utilizando o máximo que posso (nem que seja para fazer caldo) de forma a evitar o desperdício. A utilização de orgânicos ajudou muito nesse sentido, pois me sinto mais à vontade para consumir cenoura e batata com casca, e muitos dos legumes são normalmente vendidos com as suas folhas, como é o caso da beterraba. Gentileza observar que as folhas vêm de brinde, junto dos legumes! Pensando por esse lado, nota-se que o custo não fica tão mais alto do que o legume comum, já que levamos dois pelo preço de um.

A receita de hoje eu achei no ótimo La Cucinetta, minha referência e inspiração. Levei na marmita e ficou uma delícia! Se você tiver a oportunidade de comprar beterrabas com folhas, não jogue fora. Faça um simples refogado, use como recheio de panquecas, de omelete (falei muito rapidamente aqui), ou prepare esta massa. Enjoy! 

Fettuccine com folhas de beterraba, passas e pecãs
(adaptado de uma receita encontrada aqui)
2-3 porções

-      1 cebola roxa pequena picada
-      2 dentes de alho picadinhos
-      2/3 de uma maço grande de folhas e talos de beterraba (folhas picadas em tiras finas e talos em pedaços de cerca de 2 cm)
-      1/3 xícara de passas
-      1/3 xícara de pecãs levemente tostadas e grosseiramente picadas
-      1 folha de louro
-      azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto
-      salsinha e cebolinha a gosto
-      fettuccine (o suficiente para duas pessoas)
-      parmesão ou grana padano ralado fino (opcional)

Cozinhe o fettuccine de acordo com as instruções da embalagem. Enquanto ele cozinha, refogue a cebola no azeite, em uma frigideira média, por 2-3 minutos. Junte o alho e misture por mais 1 minuto. Acrescente o louro e os talos de beterraba e refogue por mais 2 minutos, antes de juntar as passas e as folhas. Tempere com o sal e a pimenta moída na hora, tampe a frigideira e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, enquanto você escorre o macarrão. Misture o fettuccine ao refogado de folhas, acerte o tempero, junte mais um fio de azeite, as nozes, e polvilhe salsinha e cebolinha para finalizar. Caso queira, polvilhe um pouco de parmesão ou grana padano antes de servir. Se você for levar na marmita, como eu, cozinhe por 2 minutos menos do que o recomendado. Assim, ao requentar no dia seguinte, ele não vai ficar cozido em excesso.  

domingo, 1 de setembro de 2013

Pilaf de frango com castanhas


Segundo a Wikipédia, pilaf é um prato comum no Oriente Médio, onde o arroz é cozido em um caldo, preparado com especiarias. Pode ser feito com legumes, carne (de cordeiro, frango, boi), frutas secas e vários tipos de castanha. 

Essa receita, perfumadíssima, eu achei no livro Nigella Verão. Adaptei algumas coisas, e excluí alguns dos ingredientes mais caros, já que o salário acabou antes do mês, tais como açafrão e pinoles. Só coloquei o pistache porque tinha em casa, mas a quantidade é tão pequena que não aconselho ninguém a comprar só para preparar o prato. No lugar do açafrão, coloquei pasta de curry amarelo (que eu também já tinha em casa), mas quem quiser pode usar o curry em pó. Claro que não é o mesmo sabor, mas achei que pelo menos ficou coerente com o resto da receita. 

A recceita original, para quem se interessar, está disponível no site da Diva. Depois que eu terminei de fazer é que eu vi que o prato não levava sal: já é a segunda vez que isso acontece. Não sei se é erro de edição ou se ela prefere mesmo sem sal - para mim não rolou desse jeito... 



Pilaf de frango com castanhas
(rendimento: 3 porções)

-      200g de peito de frango cortado em tirinhas com cerca de 2x1 cm
-      100g de iogurte natural integral de consistência firme
-      suco de 1/2 limão tahiti
-      1/4 colher de chá de canela em pó
-      1/2 colher de chá de pasta de curry amarelo (aumente a quantidade se preferir mais picante)
-      2 xícaras de caldo de frango (uso o caseiro, mas pode ser do outro)
-      2 colheres de sopa de óleo de girassol
-      1 xícara de arroz basmati
-      2-3 bagas de cardamomo amassadas
-      suco e casca de 1 limão tahiti
-      30g de castanha de caju
-      30g de amêndoas em lascas
-      2 colheres de sopa de pistache sem casca
-      1 colher de chá de manteiga
-      sal e pimenta calabresa (ou dedo de moça) a gosto
-      salsinha e cebolinha picadas

Coloque os pedaços de frango em uma marinada preparada com o iogurte, o suco de limão e a canela por cerca de 1 hora. Dissolva o curry no caldo de frango aquecido.

Em uma panela com tampa, derreta a manteiga em fogo médio com 1/2 colher de sopa do óleo. Acrescente o arroz e refogue por 1 minuto. Junte o caldo de frango, as bagas de cardamomo, uma pitada de sal, pimenta calabresa, o suco e a casca do limão e deixe ferver. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar, como um arroz comum. 

Passe o frango para uma peneira, e deixe escorrer o excesso de iogurte. Enquanto isso, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio, e toste as castanhas de caju e as amêndoas, até que dourem e fiquem perfumadas. Retire as nuts, coloque um fio do óleo restante e vá fritando o frango aos poucos. O objetivo é deixá-lo bem dourado, e se você colocar tudo de uma vez ele vai acabar soltando líquido e vai cozinhar e ficar pálido, ao invés de dourar. Quando estiver bom, retire da frigideira, coloque mais um fio do óleo e outra porção de frango, até terminar.

Quando o arroz estiver cozido, tire do fogo e afofe com um garfo. Junte o frango, as castanhas, a salsinha e a cebolinha. Acerte o sal. Transfira para um prato de servir e salpique com o pistache picado.

sábado, 10 de agosto de 2013

Biscoitos de coco e amêndoas - aniversário no escritório parte 2


Depois de preparar o bolo invertido de abacaxi e manga, resolvi fazer uns biscoitinhos, para acompanhar. Fiquei pensando que sabor combinaria bem, e coco logo me veio à cabeça. Perfeito! Inicialmente, a ideia era preparar aquela receita de cookies de coco com chocolate branco, que deu pinta no blog ano passado, mas não tinha chocolate em casa. Procura daqui, procura dali, achei essa receita no blog Technicolor Kitchen. Resolvi adaptar um pouco e incluir um restinho de amêndoas, que eu já havia colocado no bolo de maple e no arroz integral, mas que se recusavam a acabar...

Quando vou servir um lanche, gosto muito dessa combinação de bolo + biscoito. Acho que fica tão simpático! Já mostrei alguns destes "combos" aqui no blog: bolo de banana com aveia + biscoitinhos de canela; bolo com morangos e streusel + cookies triplos de chocolate (essa última fiz no meu aniversário do ano retrasado, e também levei para o trabalho). 

Biscoitos de coco e amêndoas
(receita adaptada daqui)

-      100g manteiga sem sal em temperatura ambiente
-      3/4 xícara de açúcar cristal
-      1/2 colher de chá de extrato ou essência de baunilha
-      1 ovo, caipira ou orgânico
-      1 1/6 xícaras de farinha de trigo (115g)
-      1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
-      1 xícara de coco em flocos adoçados
-      1 1/2 xícara de coco em flocos sem açúcar
-      1 xícara de amêndoas (sem casca) em lascas

Preaqueça o forno a 190°. Forre 2 assadeiras, de preferência com beiradas baixas (eu não tenho e nunca tive problemas) com papel manteiga e reserve. Na batedeira ou com o fouet, bata a manteiga, o açúcar e a baunilha até obter uma mistura cremosa e clara. Junte o ovo e bata bem, raspando as laterais da tigela sempre que necessário. Acrescente a farinha e o bicarbonato e misture com uma espátula. Acrescente o coco e as amêndoas, e misture até incorporar. Se estiver muito difícil, pode usar as mãos (mas não manipule demais a massa). 

Faça bolinhas do tamanho desejado, ou use uma cookie scoop, e coloque na assadeira, deixando 5cm de distância entre uma e outra. No meu caso, como era para servir muita gente, fiz bolinhas pequenas, com cerca de 2,5cm de diâmetro, e consegui 60 biscoitinhos. Eu fiz assim: quando enchi a primeira assadeira, a deixei na geladeira, enquanto preparava a segunda. Depois que acabei, levei a primeira assadeira ao forno, e coloquei a outra na geladeira. Asse por cerca de 15 minutos, girando a forma na metade do tempo. Dependendo do forno ou do tamanho do biscoito, o tempo pode variar bastante, então sugiro que você não se ausente da cozinha (assar biscoitos, para mim, é como ferver leite...rs). Retire do forno quando os cookies se espalharem e estiverem com as bordas douradas. Deixe resfriar completamente nas assadeiras, sobre uma gradinha. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Marmita: arroz integral com coco e amêndoas, filé de peixe e legumes

Essa marmita ficou bem gostosa, e levou muito pouco tempo para ficar pronta. A estrela do prato, surpreendentemente, foi o arroz. No finalzinho do cozimento, juntei 5 colheres de sopa de coco ralado, e depois que desliguei o fogo, somei 1/3 xícara de amêndoas em lascas (quantidades para 1 xícara de arroz). Ficou muito bom, e é uma ótima maneira de variar o arroz de todo dia. Usei arroz integral orgânico, mas quem quiser pode fazer com o comum (lembrando que o integral é muito mais saudável). 

Para o resto, não tenho receita certinha  para dar, já que foi tudo preparado de forma bem simples: o peixe (filé de tilápia) eu temperei com sal, limão e pimenta-do-reino, e preparei em frigideira antiaderente, com um pingo de azeite. Os legumes foram cozidos no vapor (encaixei a vaporeira sobre a panela de arroz), e depois refogados rapidamente com um fio de azeite, shoyu, curry em pó, alecrim, salsinha e cebolinha.Ah! Também acrescentei raiz de capim santo (falei aqui que iria começar a usar tudo que estava sobrando na geladeira/despensa, e estou seguindo à risca, viu?). Usei a mesma frigideira em que fiz o peixe, assim sujei apenas 2 panelas (uhuuuu!). 

PS: eu não gosto daquele coco de saquinho. Normalmente, compro uma quantidade maior de coco ralado médio (não aquele fininho) no Mercado Central, e congelo. É super prático, e serve para incrementar vários pratos: arroz, bolos, iogurte natural, biscoitos, mingau, etc.

Sorry pela foto de celular... Era o que tinha na hora. Tirei só para ilustrar, poque o arroz ficou bem saboroso (originalmente essa marmita não viria para o blog).


sábado, 29 de junho de 2013

Bolo semi-integral de maple e amêndoas



Outro dia estava dando uma geral na minha despensa, e na geladeira, e fiquei pasma com a quantidade de ingredientes que comprei por curiosidade/porque o preço estava bom/para testar/para fazer uma receita específica. Tinha de tudo: creme de champignon trufado, pasta amarela de curry, raiz de capim santo em conserva, geleia de morango com pimenta, lavanda, molho barbecue thai , etc, etc, etc... Gente, como assim? 

Não me levem a mal, todos os produtos (pelo menos os que já usei) se revelaram ótimas aquisições. O erro está em utilizá-los pouco, e continuar comprando antes de acabar com o que já tem. Assim, assumi comigo mesma o compromisso de usar tudo, e comecei pelo molho thai (veja aqui). Outro ingrediente que estava encostado na minha geladeira há séculos era uma garrafinha de maple syrup (xarope de bordo). Comprei por um bom preço, para provar com panquecas no café-da-manhã. Gostei muito, mas tem 2 problemas: não faço panquecas com tanta frequência; e, apesar de ter gostado muito, ainda prefiro mel... : S

Daí que aquele vidro na geladeira já estava me incomodando, e resolvi que faria um bolo para dar cabo daquilo. Meu ponto de partida foi essa receita que encontrei no site Food 52. Digo ponto de partida porque adaptei quase tudo: troquei parte da farinha comum por integral, o iogurte por sour cream (tinha um creme de leite fresco na geladeira que se recusava a acabar), as raspas de limão por tangerina, a baunilha por extrato de amêndoas, mudei quantidades porque só tinha 2 ovos, incluí a cobertura e as amêndoas picadas. Enfim... Olha, o bolo ficou MARA! Muito úmido, saboroso e leve. Sem contar que é bem fácil de fazer, e dispensa batedeira. Aprovadíssimo!




Bolo semi-integral de maple a amêndoas
(receita adaptada daqui)

-      1/2 xícara de xarope de bordo (maple syrup)
-      3/4 xícara de creme azedo (sour cream)*
-      1/4 xícara de açúcar (usei o cristal orgânico)
-      2 ovos grandes (orgânicos ou caipiras)
-      raspas da casca de 1 tangerina pequena (de preferência orgânica também)
-      1/2 colher de chá de extrato ou essência de amêndoas
-      1 xícara de farinha de trigo comum
-      1/2 xícara de farinha de trigo integral
-      2 colheres de chá de fermento
-      1/4 colher de chá de sal
-      1/2 xícara + 2 colheres de sopa de óleo de girassol
-      1/3 xícara de amêndoas picadas

Cobertura de maple

-      2/3 xícara de açúcar de confeiteiro
-      1 colher de chá de creme de leite fresco
-      cerca de 2-3 colheres de chá de xarope de bordo

Preaqueça o forno a 180°. Unte uma forma de 22 x 12 cm com manteiga e reserve.Misture o xarope, o creme azedo, o açúcar, os ovos, as raspas de tangerina e o extrato de amêndoas com o batedor (fouet). Em outra vasilha, misture as farinhas, o fermento e o sal. Despeje a mistura com o xarope e mexa para incorporar todos os ingredientes. Acrescente o óleo e misture devagar, até que seja absorvido pela massa. Coloque na forma, polvilhe com as amêndoas (elas vão afundar à medida que o bolo assa) e leve para o forno por cerca de 50 minutos (faça o teste do palito). Não espere muito para retirar o bolo do forno, para que não resseque. Deixe esfriar sobre uma gradinha por 5-10 minutos, desenforme e espalhe a cobertura.

Para preparar a cobertura, basta misturar o açúcar com o creme de leite e colocar o xarope aos poucos, até dar o ponto: tem que ficar bem grossa, mas um tanto que permita ser espalhada sobre o bolo.

* Sour cream: misture 1 xícara de creme de leite com 2-3 colheres de chá de suco de limão. Mexa até que comece a engrossar, tampe com filme plástico e deixe engrossar mais um pouco, em temperatura ambiente, por no mínimo 1 hora antes de usar. 

sábado, 22 de junho de 2013

Triffle de iogurte, tangerina, pistache e coco, para um café da manhã com mais glamour



Eba! Chegou o sábado! Como é bom acordar sem pressa, com o dia claro, na hora que o seu corpo pede, e não quando o despertador manda. Eu ODEIO acordar e ver que ainda está escuro, mas infelizmente é o que me acontece durante toda a semana. Mas hoje é sábado! Aproveite também para tomar um café da manhã caprichado, glamuroso, e tranquilo. Porque glamour não combina com pressa...

Mas aí você me diz que não quer ter trabalho no final de semana. Ok, concordo. Fique tranquila(o). Triffle é um nome chic para uma coisa besta... Basta ir fazendo as camadas. O único trabalho que eu tive foi tirar a película da tangerina (mexerica),  mas fique à vontade para dispensar esta etapa.

É só fazer assim: uma camada de iogurte (usei o grego), uma camada de gomos de tangerina descascados (ou não), mais um pouco de iogurte, um punhado de pistache sem sal (pode substituir por granola), uma chuvinha de coco ralado adoçado, e um fio de mel. Só isso! Se o bofe estiver aí com você, faça 2 porções, mais um café/chá delícia, e umas torradinhas mega rápidas, com manteiga, alecrim e sal rosa do himalaia moído, ou flor de sal (phynna). Coloque tudo em uma bandeja bonita, enfeite com uma flor (se tiver), ou guardanapos coloridos bem bacanas, e volte correndo para a cama! ;-)





PS: depois que a preguiça passar, #vemprarua, que #ogiganteacordou!!! Se ela não passar, #vemprajanela!

sábado, 8 de junho de 2013

Bolo de nozes (muitas nozes!)


Esse bolo é para quem AMA nozes! Quem gosta mais ou menos, ou prefere usar as ditas apenas como coadjuvantes em uma receita, para dar aquele toque crocante, é melhor nem continuar a ler, e escolher outro bolo. Mas se você, como eu, adoooora, então não deixe de experimentar. 

Antes, preciso dizer que não é uma receita para todo dia, e que a farinha de amêndoas, mais a quantidade de nozes utilizadas (700 g) encarece um bocado o prato. Porém rende muito, e congela bem. Também existe a opção de comprar as nozes já picadas, que custam menos, mas sei lá... Não sei se é cisma minha, mas eu sempre acho que tem o gosto pior... Questão de gosto!

A receita eu achei no ótimo blog Trem Bom. Eu só estranhei um pouco a quantidade de sal da receita original (1 colher de sopa). Cortei pela metade, e no final acho que poderia ter diminuído ainda mais, para cerca de 3/4 de colher de chá...

Bolo de Nozes
(um nadinha adaptado daqui)

-      200 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
-      6 colheres de sopa de açúcar demerara
-      7 xícaras de nozes em pedaços (700 g)
-      3/4 xícara de farinha de trigo
-      1 1/2 xícara de farinha de amêndoas
-      3/4 xícara de açúcar cristal
-      6 ovos grandes
-      3/4 xícara de creme de leite fresco
-      1/2 xícara de iogurte natural sem açúcar
-      1/2 colher de sopa de sal marinho (ver observação acima)
-      1 colher de chá de extrato de baunilha

Preaqueça o forno a 180°. Unte uma forma de 33 x 22 cm com manteiga. Forre o fundo com papel manteiga e unte o papel também. Salpique metade do açúcar demerara e reserve.

Coloque as nozes no processador, e pulse para picá-las grosseiramente. Reserve 2 xícaras e deixe o restante no processador. Coloque a farinha de trigo e pulse por cerca de 2 minutos, para que as nozes fiquem com uma textura mais fina. Retire do processador, acrescente a farinha de amêndoas e misture bem.

Em outra vasilha, bata a manteiga com o açúcar até ficar uma mistura clara e fofa (cerca de 3 minutos). Junte os ovos, o creme de leite, o iogurte, o sal e a baunilha, batendo bem (raspe as laterais da tigela sempre que necessário). Acrescente a farinha de nozes e misture delicadamente, com uma espátula. Acrescente também 1 xícara das nozes reservadas e mexa. 

Verta a mistura na forma e nivele com a espátula. Salpique o restante do açúcar, e distribua por cima a última xícara de nozes. Leve ao forno e asse por cerca de 50 minutos (faça o teste do palito). Quando estiver bom, retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha. Não tentei desenformar, fui cortando os pedaços na própria forma.


domingo, 7 de abril de 2013

Marmita: Salada de Cevadinha com Beterraba, Nozes e Queijo Curado



Para mim, a melhor forma de preparar beterrabas é assá-las. Por isso, sempre que tenho beterrabas sobrando na geladeira, e acontece de ligar o forno, seja para assar um bolo, carne, etc, eu aproveito e as preparo, mesmo que não tenham uso imediato. Assim, já ficam no jeito para serem comidas, ou utilizadas em algum prato, como é o caso dessa salada.

Para fazer as beterrabas assadas, é só descascar, picar em pedaços maiores (se forem pequenas e orgânicas, pode assar com casca, depois é só esfregar o dedo que elas saem), temperar com azeite, vinagre balsâmico, sal, pimenta-do-reino, e o que mais você desejar (alecrim, tomilho, hortelã, etc). Coloque em uma folha de papel alumínio, embrulhe (deixe o embrulho mais frouxo, para o ar circular), coloque em uma assadeira e leve ao forno, junto com o bolo, para assar até amaciar.

A ideia da salada eu tirei daqui, mas, para variar, fiz algumas adaptações: incluí as nozes, pois acho que toda salada se beneficia de um elemento crocante, e troquei o queijo feta por um queijo meia cura da serra da mantiqueira: com um queijo delícia desses em casa, nunca que eu ia sair para comprar feta! Além do mais, ambos possuem um sabor intenso, pronunciado, e mais salgado, por isso achei que seria uma boa troca.


O que me deu mais trabalho foi a cevadinha: o fabricante indicava deixá-la de molho por 2 horas, e depois cozinhar por 30 minutos. Como cheguei tarde em casa, e não dispunha de 2 horas extras, resolvi lavar e colocar direto na panela, imaginando que nesse caso o tempo de cozimento aumentaria consideravelmente. Qual não foi a minha surpresa, ao abrir a panela 25 minutos depois, e descobrir que ela já estava SUPER cozida! Acho que para ficar al dente 15-20 minutos bastariam, sem deixar de molho. Outra dica que posso dar é que, se você não tiver as beterrabas no jeito, o ideal seria cozinhar a cevadinha em uma panela comum, e preparar as beterrabas em cima, na vaporeira, aproveitando o vapor do cozimento dos grãos.


Salada de Cevadinha com Beterraba, Nozes e Queijo Curado
(serve 2-3 porções)

-      3/4 xícara de cevadinha
-      5 beterrabas pequenas, assadas (ver acima)
-      1/2 cebola roxa média picadinha e deixada de molho em água gelada por 30 minutos
-      100 gr de queijo minas meia cura (ou feta)
-      1/3 xícara de nozes (usei pecãs), tostadas e picadas grosseiramente
-      salsinha, cebolinha, sal, pimenta-do-reino, limão e azeite para temperar

Cozinhe a cevadinha (veja observações acima), escorra e reserve. Pique a beterraba e o queijo minas. O segredo e deixar tudo mais ou menos do tamanho da cevadinha, para que você sinta todos os sabores misturados em cada garfada. Escorra a cebola (o molho é para diminuir um pouco o gosto forte da cebola crua). Misture todos os ingredientes e tempere à gosto.

Eu levei a salada na marmita e comi em temperatura ambiente, já que tem feito muito calor em BH. Entretanto, acho que também ficaria gostosa se servida morna. Como prato único, rende 2-3 porções bem generosas.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Repeteco: Bolo de Banana com Aveia

Eu já postei a receita desse bolo aqui, mas desta vez fiz um pouco diferente. Usei aveia em flocos finos no lugar da farinha de aveia, e açúcar demerara orgânico. Complementei com nozes pecãs, que não misturei à massa, apenas salpiquei em cima do bolo. Eu só tinha 2 ovos, mas como eram bem grandes, resolvi fazer 2/3 da receita, em vez de metade. O acréscimo da aveia em flocos, no lugar da farinha de aveia, deixou o bolo mais denso e rústico. Para mim, ficou mais saboroso também... 


Bolo de Banana e Aveia

-      4 bananas prata bem maduras
-      2 xícaras de aveia em flocos finos
-      1 xícara de açúcar demerara
-      2 ovos grandes
-      2/3 de xícara de óleo (o meu era de girassol)
-      2/3 de colher de sopa de fermento em pó
-      canela e pecãs (opcional)

Preaqueça o forno a 180°. Bata no liquidificador as bananas, aveia, açúcar, ovos, e óleo. Não bata demais, para não perder a textura dos flocos de aveia. Acrescente o fermento e a canela (coloquei cerca de 1/2 colher de chá) e bata rapidamente, só para misturar. Verta em uma forma de 23 x 13 cm, untada com manteiga, e salpique as pecãs por cima. Leva ao forno para assar. Faça o teste do palito para ver se está bom.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Panquecas Single Lady

Bom dia! Como foram de passagem de ano? O meu reveillon foi bacanérrimo, me diverti horrores. Se o resto do ano for assim estou feita... ;)

Eu não posso me considerar exatamente uma single lady, pois eu e meu amoreco comemoramos em novembro 5 anos de namoro, mas acho que todas nós, independentemente do estado civil, temos o nosso momento single lady: aquele dia em que você acorda e as crianças foram para o clube, o marido/noivo/namorado/namorido/ficante foi para o futebol, ou os seus pais viajaram e você está sozinha em casa. Aproveite bem esses momentos! Coloque a sua música preferida para tocar, vá se espreguiçar e alongar com gosto, quem sabe aplicar uma máscara facial, e prepare essas panquecas, porção única, só para você. Porque você merece.

As panquecas são do livro Joy the Baker, e rendem uma porção bem grande com 3 panquecas, para uma pessoa. Você também pode fazer 4 panquecas menores e servir 2 pessoas, se houver mais coisas na mesa. Outra dica é que você pode colocar rodelas de banana, na massa, depois de colocada na frigideira. Assim, ao virar, a banana dá uma leve caramelizada.


Panquecas Single Lady

-      1/3 xícara de farinha de trigo
-      2 colheres de sopa de aveia em flocos
-      2 colheres de sopa de açúcar granulado (usei o demerara)
-      1/2 colher de chá de fermento em pó
-      1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
-      1/4 colher de chá de sal
-      5 colheres de chá de óleo de canola (coloquei 3)
-      algumas gotinhas de extrato de baunilha
-      1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de buttermilk* (acho que também daria certo com iogurte)
-      opcionais: pedaços de frutas, nozes, chocolate, xarope de bordo (maple syrup), mel, geleia, etc

Em uma tigela pequena misture a farinha, a aveia, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal. Em outra tigela, misture o óleo, a baunilha e o buttermilk. Despeje de uma vez sobre os ingredientes secos e misture bem. Fica uma massa mais grossa mesmo. Se você quiser acrescentar nozes, ou chocolate, essa é a hora. As frutas, eu gosto de colocar depois, ou colocar a banana, como eu escrevi acima. Aqueça uma frigideira antiaderente (eu não precisei untar, mas fique à vontade para colocar um fiozinho de óleo). 

Despeje a quantidade de massa desejada e alise levemente com as costas de uma colher, mas sem espalhar demais. Cozinhe em fogo médio até que bolhas comecem a se formar. Vire com uma espátula. Como diz a Joy, tudo bem se alguma panqueca se quebrar, ninguém vai ver, já que são só para você ;). Faça quantas panquecas couberem. A minha frigideira é bem grande, então consegui fazer todas ao mesmo tempo. Quanto menor, mais fácil de virar. Cozinhe até dourar, vire em um prato, e sirva com (ou sem) as coberturas escolhidas. Eu fui de manga, blueberries e maple. Tão bommmmm.....

* Buttermilk: para preparar 1 xícara de buttermilk, coloque 1 colher de sopa bem cheia de suco de llimão em uma xícara e complete com leite integral em temperatura ambiente. Mexa e aguarde 10 minutos para sorar. 


domingo, 23 de dezembro de 2012

Brigadeiro de Chocolate Amargo e Nuts


Esse não é um brigadeiro para ser servido em festinhas infantis. Entretanto, faz muito sucesso com adultos. O modo de preparo é basicamente o mesmo, a diferença está nos ingredientes utilizados. Não economize! Utilize o melhor chocolate, a melhor manteiga, e o melhor granulado que você puder comprar. Tostar ligeiramente as nuts no forno as deixa mais crocantes e acentua o seu sabor, mas, na falta de tempo, não deixe de fazer o brigadeiro por causa disto.

Para preparar cerca de 20 brigadeiros grandes,  ou 50 pequenos, misture 1 lata de leite condensado, 1 colher de sopa generosa de manteiga, 2 colheres de cacau em pó (usei um chocolate belga, o Extra Brute 100%, da Barry Callebaut) e leve ao fogo médio-baixo, mexendo constantemente, até que engrosse e você possa ver o fundo da panela. Acrescente 2 colheres de sopa de creme de leite fresco, mexa mais um pouco e desligue o fogo. Junte 3/4 xícara de nozes variadas picadas (coloquei nozes comuns, pecãs, amêndoas e castanha do pará), misture e transfira para um prato fundo, untado com manteiga. Deixe esfriar e depois faça as bolinhas do tamanho desejado (unte as mãos com manteiga para não grudar) e passe pelo granulado. Eu usei splits de chocolate amargo, também da Callebaut (em BH tem para vender na Maria Chocolate).

sábado, 22 de dezembro de 2012

Dica para o Natal: Tábua de Frutas Secas e Nuts

Eu encontrei essa tábua de frutas secas no supermercado e achei fantástica! Fica visualmente linda, tem tudo a ver com essa época do ano, e é super simples de fazer (da próxima vez vou comprar os ingredientes separadamente no mercado e montar >>> fica bem mais barato!). Olha que linda:


Deve ficar bem interessante também se os damascos e as tâmaras forem recheados com queijo de cabra, ou quem sabe um cream cheese. Hummmm...

Farofa de Maracujá com Bacon, Castanha de Caju e Passas

Essa receita delícia tem cara de festa, e é perfeita para a ceia de Natal ou Ano Novo! Eu já postei ela aqui, quando comecei o blog, mas a foto não fez juz ao prato. Da outra vez eu já havia reduzido a quantidade de farinha, e agora diminuí ainda mais, para a farofa ficar bem "recheada" e molhadinha. Também utilizei farinha de mandioca flocada, e gostei do resultado. Eu peguei a receita no e-book de natal do Panelinha, e já fiz diversas vezes, sempre com sucesso. O livro, disponibilizado gratuitamente, possui muitas outras receitas, todas bem explicadas. Recomendo!


Farofa de Maracujá com Bacon, Castanha de Caju e Passas
(adaptada daqui)


-      2 maracujás azedos
-      100 gr de manteiga
-      1/2 xícara (chá) de bacon em cubinhos
-      2 cebolas médias em fatias finas
-      300 gr de farinha de mandioca flocada
-      1/2 xícara (chá) de uvas-passas pretas
-      1 xícara (chá) de castanhas-de-caju
-      sal e pimenta calabresa a gosto
-      alecrim, tomilho, orégano, salsinha e cebolinha para temperar

Corte os maracujás ao meio e passe a polpa por uma peneira. Reserve o suco e as sementes. Numa panela, coloque a manteiga e o bacon e leve ao fogo médio. Acrescente a cebola. Quando o bacon começar a dourar, junte as sementes do maracujá, o alecrim, o tomilho e o orégano e refogue rapidamente.  Junte as passas, as castanhas-de-caju e refogue mais um pouco. Misture a farinha de mandioca e mexa bastante, deixando dourar um pouquinho. Regue com o suco de maracujá e deixe cozinhar por mais alguns minutos, mexendo sempre.  Nessa hora é bom usar um garfo, para não deixar a farinha e o suco formarem grumos. Acerte o sal, coloque a pimenta e finalize polvilhando a salsinha e a cebolinha picadas.