Mostrando postagens com marcador molhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador molhos. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de agosto de 2014

Lasanha de abóbora

Essa receita cai muito bem nesse frio que tem feito! Quentinha, cremosa, comfort food total! Tirei do ótimo livro Meatless, da Titia Martha. As receitas dela não falham nunca! Entretanto, por uma questão de gosto, da próxima eu trocaria parte do queijo parmesão por minas ou mozzarella (faço tudo para não escrever muçarela, com essa grafia uó...) e provavelmente aumentaria um pouco a quantidade. Afinal, eu sou mineira, uai! ;-)


Lasanha de abóbora
serve 8 pessoas

-      1 abóbora com cerca de 1,8 kg
-      3 colheres de sopa de azeite extra-virgem
-      2 1/4 xícara de queijo parmesão ralado (ver observação acima)
-      1/4 xícara de folhas de sálvia frescas (troquei por folhas secas, e reduzi para metade)
-      1/2 colher de chá de noz moscada ralada
-      280 gr de folhas de lasanha (daquelas que não precisam ferver antes)
-      6 xícaras de leite (usei o normal, mas pode até ser o desnatado)
-      5 colheres de sopa de manteiga
-      1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de farinha de trigo
-      sal e pimenta-do-reino moída na hora

Preaqueça o forno a 200°. Parta a abóbora ao meio e retire as sementes. Pincele azeite e tempere com o sal e a pimenta. Coloque em uma assadeira  com a parte cortada virada para baixo e asse por cerca de 1 hora, ou até ficar macia. Deixe esfriar, retire a polpa e amasse/processe até virar um purê.

Enquanto a abóbora assa, prepare o molho béchamel: aqueça o leite em uma leiteira. Em uma panela, derreta a manteiga e misture a farinha. Abaixe o fogo e deixe cozinhar um pouco (cerca de 3 minutos), porém sem deixar a farinha escurecer. Junte o leite aos poucos, e vá misturando com um fouet, para que não empelote. Tempere com o sal, a pimenta e metade da noz moscada. Deixe cozinhar em fogo baixo por 5-10 minutos, de modo que não fique com gosto de farinha, mexendo sempre para não queimar nem grudar no fundo da panela. Desligue o fogo e deixe esfriar um pouco antes de usar.

Em uma vasilha misture o purê de abóbora, 1 xícara de queijo, a sálvia, a outra metade da noz moscada e cerca de 1 colher de chá de sal. Não coloque o sal todo de uma vez, pois essa quantidade pode variar bastante, dependendo do tanto de sal polvilhado na abóbora, e também do queijo utilizado.

Abaixe a temperatura do forno para 190°. Espalhe uma fina camada do molho béchamel (cerda de 1/2 xícara) nos fundos e nas laterais de uma assadeira com 23 x 33 cm. Cubra com folhas de massa. Espalhe cerca de 3/4 xícara do recheio de abóbora e cubra com mais folhas de massa. Depois mais 3/4 xícara de béchamel e 2 colheres de sopa de queijo. Repita as camadas (massa, abóbora, massa, béchamel e queijo) mais uma vez. Coloque uma última camada de massa e por cima o resto do molho branco. Reserve o queijo restante. 

Cubra com uma folha de papel alumínio e leve ao forno por cerca de 20 minutos. Retire o papel, polvilhe o queijo e volte ao forno para assar, até que esteja borbulhante e gratinado na superfície (cerca de 35 minutos). Deixe esfriar ligeiramente antes de servir.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Fettuccine com prosciutto e ervilhas


Receitinha matadora para um almoço rápido, ou mesmo um jantar romântico. Fica pronta em 20 minutos, no máximo! Gostei muito desse prato, é simples, mas os sabores se casam lindamente. Por isso, nem pense em tirar o limão da receita, pois ele faz TODA a diferença, ok?

Fettuccine com prosciutto e ervilhas
(receita daqui)
rende 4 porções

-      340g de fettuccine
-      1 colher de sopa de manteiga
-      1 cebola pequena, finamente picada (cerca de 1/4 xícara)
-      1/4 xícara de creme de leite fresco, aproximadamente
-      280g de ervilhas congeladas
-      115g de prosciutto (cerca de 8 fatias), partidas ao meio no sentido do comprimento, e depois finamente picadas
-      1 colher de sopa de raspas de limão
-      1 colher de sopa de suco de limão
-      1/2 xícara de parmesão ralado fino, mais um pouco para servir
-      sal e pimenta-do-reino moída na hora

Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do fabricante. Reserve 1 xícara da água do cozimento, e escorra. Reserve.

Enquanto isso, faça o molho: em uma frigideira grande, derreta a manteiga em fogo médio-baixo, junte a cebola e cozinhe até amaciar (cerca de 5 minutos). Junte o creme de leite, as ervilhas e o prosciutto, deixe ferver até aquecer as ervilhas (3-4 minutos). Acrescente as raspas e o suco de limão, retire do fogo e verta sobre a massa. Junte o queijo e tempere com sal e pimenta. Se estiver muito grosso, junte um pouco da água reservada para afinar um pouco o molho; se estiver muito ralo, coloque mais uma 1 colherinha de creme de leite. Sirva imediatamente, acompanhado de mais parmesão para que todos se sirvam (opcional).

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Curry de salmão com legumes e arroz basmati com cinco especiarias


Aqui em Belo Horizonte existe um canal de TV chamado BH News (não sei se pega em outros lugares), onde passa um programa de culinária muito bom, chamado Adore. É apresentado por um casal de chefs, e sempre traz receitas interessantes, com um toque de sofisticação, mas sem complicação. Meu namorado é que descobriu, e depois disso sempre assistimos aos programas. Como ele também gosta de cozinhar (e o faz maravilhosamente bem), sugeriu que nós escolhêssemos uma receita do casal para preparar em casa, um dia desses. A receita escolhida foi esse curry delícia de salmão com legumes, acompanhado de arroz basmati. Não se deixe intimidar pela extensa lista de ingredientes: o prato é muito fácil e rápido de preparar. Para quem se interessar, a receita original está aqui. Quem quiser assistir ao programa, basta  clicar aqui

Só para variar, adaptamos um pouco a receita para o que a gente tinha em casa, e ficou muito bom! O que  mudamos mais foram as especiarias utilizadas: no curry, trocamos o Has el Hanout (que é marroquino) pelo Garam Masala (indiano); no arroz, optamos por usar um mix chamado Five Spices. Embora seja tipicamente chinês, ele possui elementos em comum com as especiarias originalmente indicadas, e o resultado (para o nosso gosto) foi excelente. A única mudança que o meu amoreco não curtiu muito foi a adição da batata baroa, no lugar da ervilha torta. Eu até gostei, porém concordo que a ervilha ficaria melhor. Mas o bom do curry é que ele é super versátil, e cada um coloca o que gosta. Ah! Também é possível deixar o salmão de lado e fazer um prato vegetariano. 

Curry de salmão com legumes, e arroz basmati com cinco especiarias
(4 pessoas)

-      azeite
-      1 cebola picadinha
-      1/2 cebola em pétalas
-      sal e pimenta calabresa ou dedo de moça a gosto
-      1 colher de sobremesa de gengibre picado
-      1 dente de alho picado
-      1 lata de tomates pelatti
-      1 colher de sobremesa de açúcar
-      1/2 colher de sobremesa de curry em pó
-      1/2 colher de sobremesa de garam masala
-      1 cenoura grande
-      1 abobrinha média, sem o miolo
-      1 batata baroa (ou 100g de ervilha torta)
-      100g de cogumelos paris cortados em 4
-      3 colheres de sopa de ervilha congelada
-      200 ml de leite de coco
-      350g de salmão em cubos grandes
-      suco de 1 limão
-      2 colheres de sopa de coentro picadinho
-      1 xícara de arroz basmati
-      2 xícaras de água fervendo
-      3/4 colher de sobremesa de five spices

Pique os legumes em cubos médios. Se você for usar ervilha torta, retire as pontinhas, também aquele fio mais grosso, e parta ao meio. Como a cenoura é bem mais firme do que os outros legumes, pré-cozinhe em água fervente por 6 minutos, e depois dê o choque térmico, colocando em água gelada.

Comece com o arroz: em uma panela quente coloque 1 colher de sopa de azeite, metade da cebola picada, e refogue por 2 minutos. Junte o arroz, mexa por mais 3 minutos, coloque a água quente, o tempero five spices e sal a gosto. Cozinhe em fogo brando com a panela tampada (como um arroz comum) por cerca de 14 minutos.

Prepare o curry, começando pelo molho base: em uma panela quente, coloque 2 colheres de sopa de azeite, a outra metade da cebola picada, o gengibre e a pimenta. Mexa por 2 minutos, junte o alho, e mexa por mais 1 minuto. Acrescente a lata de tomates e mexa, partindo os tomates com a colher. Adicione o açúcar, o curry e o garam masala. Deixe ferver por um minutinho, e depois bata tudo no liquidificador. Acerte o sal e reserve. 

Em uma frigideira grande quente, coloque 2 colheres de sopa de azeite e a 1/2 cebola em pétalas. Refogue por 2 minutos. Junte a abobrinha e a baroa, e refoque por mais 2 minutos. Coloque a cenoura, já pré-cozida, a ervilha e os cogumelos. Mexa bem por 3 minutos e coloque o molho base reservado. Adicione o leite de coco e deixe apurar por 5 minutos. Junte os cubos de salmão e cozinhe por 4 minutos. Acerte o sal, coloque o limão (que nós esquecemos, mas ficou bom assim mesmo) e o coentro. Sirva acompanhado do arroz.

sábado, 24 de agosto de 2013

Polenta aos três queijos com ragu de calabresa

Só agora, quando o inverno está chegando ao fim, é que o frio resolveu dar o ar da graça... Nessas horas, tudo o que a gente quer é criar raízes sentar no sofá, se enroscar no edredon, e comer uma comida bem quentinha, de preferência com um boy magia do lado. ;)   

Esse prato é puro comfort food. Aquece o estômago e a alma! Ragu (que vem do francês ragoût), é um molho feito com carne e tomate, e que normalmente leva horas para ficar pronto. Neste caso, como eu usei liguiça calabresa e tomates em lata, ficou pronto em cerca de 30-40 minutos, mais ou menos o tempo da polenta. 

Já em relação à polenta, há quem diga que só pode ser chamada assim se for feita com farinha de milho, enquanto o angu é que é preparado com fubá. Acontece que a polenta é minha e eu uso fubá (e chamo do nome que quiser o_O). O fubá que eu compro é uma delícia, orgânico, novinho e feito no moinho de pedra, mas cada um usa o que achar melhor (desde que não seja aquela polenta que já vem pronta), ok?

Sorry pela foto, estava tarde, a fome era grande, e a preguiça também...



Polenta aos três queijos com ragu de calabresa
(4 porções)

-      1 xícara de fubá
-      1 xícara de leite
-      4 xícaras de água
-      60g de gorgonzola ralado grosso
-      70g de mussarela (não adianta, não consigo escrever muçarela) ralada grossa
-      30g de grana padano (ou parmesão) ralado fino
-      sal, pimenta-do-reino, alecrim e tomilho a gosto
-      2 linguiças calabresa
-      1 cebola média
-      1 pimentão verde pequeno
-      2 dentes de alho
-      1 lata de tomates pelados
-      Opcionais: palmito, azeitona, champignon, milho, etc
-      sal, pimenta calabresa, alecrim, tomilho, louro, manjericão a gosto

É preciso muita atenção na execução do prato, para que tudo fique pronto ao mesmo tempo, e cuidado com a polenta, que precisa ser constantemente mexida.

Coloque para ferver 3 xícaras de água e 1 xícara de leite, temperados com alecrim, tomilho e pimenta-do-reino moída na hora (deixe o sal para o final, por causa dos queijos). Misture o fubá com a xícara de água restante, até formar um creme, e reserve.

Pique a calabresa em cubos, assim como a cebola e o pimentão, e coloque em uma panela com azeite para refogar. Quando a cebola estiver translúcida, acrescente o alho picadinho. Mexa bem, até a calabresa dourar. Adicione os tomates, e metade da medida da lata com água. Mexa bem, e vá amassando os tomates com as costas da colher, para que fiquem grosseiramente picados. Tempere com o alecrim, tomilho, louro, uma pitada de sal e pimenta calabresa, tampe e deixe ferver em fogo baixo, mexendo ocasionalmente. Se secar demais, vá pingando um pouco de água. Se o molho ficar muito ácido, coloque um pouquinho de açúcar.

À essa altura a mistura de água e leite deve estar fervendo. Verta o creme de fubá e, a partir desse ponto, não pare de mexer (se você tiver um fouet fica bem mais fácil). A mistura precisa ferver uns 30-40 minutos, para engrossar e tirar o gosto do fubá. De vez em quando dê uma espiada no molho, e uma mexida rápida. Quando a polenta estiver engrossado o suficiente (lembre-se que depois de desligar o fogo ela ainda vai engrossar mais um pouco), junte o gorgonzola e a mussarela e continue mexendo, até que derretam. Desligue o fogo, polvilhe o grana padano, e acerte o sal. 

Finalize o molho colocando os opcionais escolhidos (eu fui de palmito e azeitonas pretas), e acerte o tempero. Desligue o fogo e acrescente as folhas de manjericão picadas. Sirva em um prato fundo, a polenta por baixo e o ragu por cima. Decore com um raminho de manjericão. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Conchiglione com Abobrinha, Ricota, Brie e Azeitona


Nunca havia preparado conchiglione, achava caro e imaginava que seria muito trabalhoso, até que vi uma promô no supermercado e resolvi arriscar. Tinha em casa abobrinha, ricota com ervas, um restinho de azeitonas verdes recheadas e um restinho menor ainda de queijo brie. O molho de tomate com manjericão eu comprei pronto, aquele natural, sem nenhum aditivo, sabe? Se você quiser fazer o seu, melhor ainda! Ficou tão bom, e tão chique, que deu até dó de colocar na marmita e levar para o trabalho. Acho que merecia ser servido com mais pompa e circunstância. Mas, enfim, quem disse que marmita não pode ser glamurosa?

Conchiglione com Abobrinha, Ricota, Brie e Azeitona
(serve 3-4 porções)

-      1/2 pacote de conchiglione
-      1 abobrinha pequena picada em cubinhos
-      1 dente de alho grande picadinho
-      3/4 de uma ricota com ervas amassada com o garfo
-      15 azeitonas recheadas picadas
-      1/4 de queijo brie picado
-      2 colheres de sopa de creme de leite fresco (ou creme de ricota, requeijão, cream cheese, etc)
-      1 lata de molho de tomate com manjericão
-      azeite
-      salsinha e cebolinha a gosto
-      orégano e alecrim secos a gosto
-      sal, pimenta-do-reino moída na hora
-      queijo grana padano para gratinar (opcional)


Cozinhe o conchiglione em água fervente com uma pitada de sal, mas retire uns 3 minutinhos antes do tempo indicado na embalagem, pois ele ainda vai ao forno para gratinar. Escorra e passe pela água fria, para impedir que ele continue a cozinhar. Reserve. Aqueça o azeite na frigideira e coloque o alho. Mexa por um minutinho, só até começar a cheirar (não deixe dourar). Junte a abobrinha e tempere com sal, pimenta, orégano e alecrim. Refogue até amaciar (não até desmanchar). Coloque a ricota em uma vasilha grande e vá amassando com um garfo. Junte a abobrinha, azeitona, brie, salsinha e cebolinha, e coloque o creme de leite fresco. Eu usei creme de leite porque tinha um resto já aberto na geladeira, mas você pode usar qualquer uma das opções acima. A idéia é dar liga e facilitar na hora de rechear. 

Despeje o molho de tomate em um refratário. Pegue os conchigliones, abra com delicadeza, e vá recheando um a um. Eu comecei usando uma colher de sopa, mas estava muito grande (não a quantidade de recheio, mas o tamanho da colher), e dificultou um pouco o processo, que ficou mais fácil ao usar uma colher de chá. Vá enchendo os conchigliones e distribuindo-os pelo refratário. O molho não pode ficar muito rasinho na assadeira, para a massa não ficar ressecada, tá? Polvilhe queijo grana padano ou parmesão ralado e leve ao forno para gratinar. Eu deixei para polvilhar depois, para não atrapalhar a foto... O que eu não faço por vocês? =]

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Azeites Aromatizados



Meses atrás, folheando uma revista na sala de espera do dentista, li que, para fazer azeite aromatizado, era preciso aquecer o azeite lentamente com a erva (ou qualquer outra coisa), por alguns minutos, sem deixar ferver ou queimar, antes de armazená-lo.

Partindo desse princípio, resolvi fazer alguns vidrinhos de azeite para mim. Entretanto, como queria tentar mais de um sabor, me bateu uma preguiça danada de aquecer o azeite várias vezes, com elementos diferentes, e sujar várias panelas, ou lavar uma mesma panela diversas vezes, ao trocar de aroma. Também tinha o problema de depois despejar o azeite da panela para o vidro, pois o meu funil era um pouco grande demais para os vidrinhos, ao passo que o vidro grande de azeite já vinha com um daqueles bicos dosadores, que facilitaria muito a minha vida.

Pensei, então, em uma versão alternativa e simplificada desse método: primeiro, lavei bem e fervi os vidrinhos, comprados no Mercado Central. Depois, já com os potes esterilizados, levei o vidro grande de azeite (escolha um extra virgem de qualidade) para aquecer em banho-maria. Selecionei os sabores: pimenta dedo de moça com alho; alecrim com tomilho; e limão siciliano. Coloquei todos os ingredientes espalhados em uma forma (sem encostarem uns nos outros), e levei para aquecer no forno, coisa bem rápida mesmo, não é para secar ou queimar.

Distribuí os ingredientes nos vidros, enchi com o azeite aquecido, tampei e ainda deixei no armário por umas 2 semanas, antes de provar. O resultado? O de pimenta com alho ficou muito bom, picante na medida certa, o de tomilho e alecrim ficou com um sabor delicioso, bem marcante, apenas o de limão é que ficou um pouco suave demais para o meu gosto. Da próxima vez, acho que colocaria mais raspinhas, e provavelmente tentaria colocar sem aquecer no forno, ou aqueceria separadamente, por um minutinho apenas. Como as raspas são mais delicadas do que os demais ingredientes, acho que secaram um pouco mais do que o recomendado... Depois vou tentar com outros sabores, e vou colocando os resultados aqui no Blog.

Falando em azeites aromatizados, recomendo, para quem mora em BH, uma visita ao restaurante italiano Cantina Piacenza (já comentei aqui), que possui em suas mesas diversas garrafinhas de azeites aromatizados, preparados pelo proprietário, todos deliciosos, e com  muitos sabores inusitados, tais como: café, carvão (o meu favorito), baunilha, cardamomo, avelãs, anis, e por aí vai... 


domingo, 8 de janeiro de 2012

Chutney de Abacaxi e Maçã


Essa foi outra receita que fiz no Natal, a última que fiquei devendo. Trata-se de um chutney de abacaxi com maçã, que fica ótimo para acompanhar pernil, tender, lombo, e, porque não, as aves também, tipo chester. A receita eu encontrei aqui, e preparei com uma única alteração, que foi a inclusão do capim santo. Ah! Eu piquei os ingredientes em pedaços maiores, por isso ele ficou mais "pedaçudo". Se você preferir que ele fique com uma consistência mais para pasta, corte em pedaços menores, para que possam se desfazer durante o cozimento.

Aqui no blog já apareceu também uma receita de chutney de manga, que fez um baita sucesso. Se você quiser aproveitar que a fruta está na época, portanto mais barata (e saborosa) é só clicar >>> AQUI.

Chutney de Abacaxi e Maçã
(um nadinha adaptado daqui)

-      1 colher de sopa de manteiga
-      1/2 cebola roxa
-      1 dente de alho
-      1/2 colher de chá de pimenta dedo-de-moça picada
-      1 colher de chá de gengibre fresco ralado
-      1/2 colher de chá de curry em pó
-      suco de 1 limão grande
-      1/2 pimentão vermelho
-      1/2 pimentão verde
-      2 maçãs do tipo fuji
-      1 abacaxi
-      3/4 de xícara de açúcar mascavo
-      1/2 xícara de uvas-passas
-      1 pitada de sal
-      4 folhas de capim santo (opcional)

Pique a cebola, o alho, e a pimenta dedo-de-moça. Descasque as maçãs e o abacaxi e corte em cubinhos. Corte os pimentões ao meio, retire as sementes, e corte em cubinhos. Em uma panela grande, coloque a manteiga e, quando derreter, acrescente a cebola, alho, pimenta e gengibre. Mexa bem por 3 minutos. Acrescente o curry, limão, pimentões, abacaxi, maçã, açúcar mascavo e as folhas de capim santo, dobradas em 4 e amarradas com um barbante culinário, para retirar depois. Tampe a panela e deixe cozinhar por mais 5 minutos em fogo baixo. Adicione as uvas passas e o sal. Deixe cozinhar em fogo brando, mexendo de vez em quando, até que todo o líquido tenha evaporado. No meu caso, essa etapa demorou bastante, uns 30 minutos (antes disso, com uns 10 minutos de cozimento, retire o capim santo). 


domingo, 11 de dezembro de 2011

Risoto de Tomate

Outra receita deliciosa de Tessa Kiros. Preparei mais para aproveitar uma lata de tomates e um resto de arroz carnaroli que estavam próximos do vencimento, e o resultado me surpreendeu! Fiz algumas (pouquíssimas) adaptações, mais para adequar ao que eu tinha em casa, e pretendo repetir o prato muitas vezes, tão gostoso que é (hummmm... a mussarela derretida a cada garfada é qualquer coisa!). Tessa também ensina uma receita de Arancini, que são bolinhos feitos com sobras de risoto, mas isso é assunto para outro post...



Risoto de Tomate
um nadinha adaptados>>> daqui

Caldo:
-      1/2 cebola roxa descascada
-      1 cenoura pequena descascada
-      1 folha de alho poró pequena
-      3 cabos de salsinha
-      1/2 tomate pequeno
-      5 xícaras de água
-      sal
Risoto:
-      4 colheres de sopa de azeite de oliva, mais um pouco para servir
-      1/2 cebola roxa picada finamente
-      2 dentes de alho descascados e inteiros
-      pitada de pimenta calabresa (opcional)
-      1 xícara de arroz carnaroli
-      1 lata de tomates pelados, amassados grosseiramente
-      folhas de manjericão à gosto
-      1/4 xícara de queijo grana padano, mais um pouco para servir
-      2/3 de xícara de mussarela de búfala fresca (aquela que vem em bolinhas, na água)

Prepare o caldo de legumes caseiro: em uma panela, coloque a água e os demais ingredientes. Salgue à gosto e  deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por 30 minutos. Mantenha em fogo bem baixo, para ficar sempre aquecido enquanto você faz o prato.

Vamos ao risoto: aqueça o azeite em uma panela de fundo grosso. Refogue a cebola e o alho em fogo médio-baixo por 5 minutos, ou até dourar ligeiramente. Acrescente a pimenta calabresa e o arroz, e mexa por mais 1 minuto. Adicione metade da lata de tomates (já amassados), metade do manjericão e 1 1/2 xícara do caldo quente. Abaixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo sempre, por 10 minutos. Acrescente o restante dos tomates e mais 1 xícara do caldo, mexendo. Quando secar, coloque mais caldo, e continue mexendo, até que o risoto esteja al dente. Se o caldo acabar e ainda não estiver no ponto, coloque um pouco de água quente (no meu caso, não foi necessário, até sobrou um pouco). 

Desligue o fogo, retire os dentes de alho, acrescente o queijo grana, a mussarela rasgada em pedaços, o restante do manjericão, tampe e deixe descansar por uns 5 minutinhos, para os queijos derreterem. Ao servir, acrescente um fio de azeite.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nhoque de Ricota e Espinafre


Outro dia fiz um inventário da minha dispensa e da geladeira (detesto jogar comida fora) e vi que tinha 2 latas de tomates pelados e uma ricota próximos do vencimento. A primeira ideia, foi preparar uma massa, mas não estava “no clima” de comer macarrão. Pensei então em preparar um nhoque de ricota com espinafre e me animei.

Encontrei no google uma receita do Edu Guedes, que parecia muito boa, mas a proporção dos ingredientes não me agradou muito (por exemplo, iam quase 3 xícaras de queijos variados, e apenas ½ xícara de espinafre). Procura mais um pouco, vi uma receita no blog Pecado da Gula. Oba! Lá só tem receita boa, pensei. Para a minha surpresa, era a receita do Edu, porém a autora do blog pensou a mesma coisa que eu, e adaptou a receita, usando o maço inteiro de espinafre, e reduzindo um pouco a quantidade de queijo. Com esse empurrãozinho do destino, arregacei as mangas e fui em frente. 

Preparei a massa num dia, deixei na geladeira, e levei para a casa do meu namorado no dia seguinte, para terminar o preparo. Ele ficou encarregado do molho, que fizemos por nossa conta (nem precisa receita, de tão fácil que é), e o prato final ficou assim:


Nhoque de Ricota com Espinafre
(receita daqui)

-      1 ricota (a minha tinha 300gr)
-      100gr de parmesão ralado (usei 50gr, que era o que eu tinha em casa)
-       ½ xícara de mussarela ralada (coloquei um pouco mais para compensar o parmesão a menos)
-      2 ovos grandes, orgânicos ou caipiras
-      1 maço de espinafre cozido, picadinho e enxuto
-      1 xícara de farinha de trigo
-      1 colher de chá de sal
-      pimenta-do-reino a gosto

Coloque uma panela grande com bastante água para ferver. Amasse a ricota com um garfo e junte os demais ingredientes. Amasse até dar liga (eu precisei colocar mais 1 colher de sopa de farinha). Faça bolinhas com aproximadamente 2,5cm de diâmetro. Não precisa nem untar as mãos, a massa é bem fácil de manusear. Coloque as bolinhas na água fervente, aos poucos, e retire com uma escumadeira quando forem subindo.

Molho de Tomate

-      2 latas de tomates pelados
-      1 cebola
-      2 dentes de alho
-      Manjericão Fresco
-      Sal, pimenta (meu namorado usou tabasco) e outros temperos à gosto
-      Azeite

Coloque um fio de azeite na panela, e refogue a cebola e o azeite. Acrescente os tomates (com a água) e deixe cozinhar. Vá amassando os tomates aos poucos, com as costas da colher, e deixe ferver por uns 15 minutos, até engrossar. Tempere a gosto, e acrescente no final o manjericão. Sirva sobre o nhoque. 

Produção em série: enquanto o molho engrossa o nhoque vai cozinhando.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pesto de Agrião com Queijo Canastra Curado e Castanha-do-Pará

Comprei na feirinha de orgânicos um belo maço de agrião, com destino certo: molho pesto! Gosto muito dessa verdura e queria testar essa variação do famoso molho. Acontece que eu só pensei no agrião, e esqueci do resto...risos. Daí fui adaptando com o que eu tinha e ficou gostoso. Pesto não tem muita receita, é tudo no olhômetro, adaptando as quantidades para o seu gosto pessoal. Para quem tem interesse em conhecer a verdadeira receita de Pesto Genovês, basta clicar aqui. O blog L'Osteria Del Beija-Flor, que descobri por acaso, só publica receitas originais italianas. Muito bacana! Como disse, eu preparei tudo no olho, sem medida, e ficou mais ou  menos assim (desculpe, "punhado" realmente não é uma unidade de medida das mais válidas...hehehehehe):



Molho Pesto de Agrião

-      1 maço pequeno de agrião
-      1 dente de alho
-      2 punhados de queijo canastra curado
-      1 punhado de castanha-do-pará
-      Sal e pimenta-do-reino moída na hora
-      Azeite de oliva extra virgem, o quanto baste




O certo seria fazer tudo no almofariz, mas como eu (ainda) não tenho um, preparei tudo no processador (é só colocar tudo lá e bater, sem deixar homogêneo demais). O azeite eu fui colocando aos poucos, até obter a consistência pastosa. Achei que ficou muito boa a combinação de agrião, queijo canastra (use o curado, que é mais firme) e castanha-do-pará. O pesto rendeu bastante e eu acabei usando em duas preparações: na primeira, servi com filé de peixe assado, acompanhado de arroz branco e tian de legumes (foi a marmita da semana passada). E o que sobrou comi da forma clássica, com penne. Muito bom!