quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Marmita: salada morna de feijão ao estilo mexicano e sobrecoxa assada

Eba! Ela voltou! Há tempos que a minha marmita  não dava as caras aqui no bloguito... Na verdade eu nunca deixei de prepará-la, mas com o cansaço de final de ano a minha marmita andou muito preguiçosa e repetitiva.

Essa comida saiu de improviso. Tinha na geladeira feijão cozido, mas não estava com vontade de preparar o combo carne, verdura, arroz e feijão (zzzzzzz...). Como eu também tinha uma espiga de milho, tomate, chilli e coentro (ingredientes sempre presentes na culinária mexicana), resolvi fazer essa salada morna (ou refogadinho). O frango ficou um pouco picante também, porém mais para agridoce, para equilibrar o prato. Não aparece na foto, mas para acompanhar o prato levei também uma saladinha de folhas verdes.

Um pedido: não deixem de colocar o coentro, ele faz toda a diferença. A não ser que você seja um hater convicto - mas mesmo nesse caso eu acho que vale dar uma chance a essa plantinha tão difamada...



Salada morna de feijão mexican style
3 porções

-      2 xícaras de feijão já cozido (o meu era carioquinha, mas pode ser qualquer um)
-      1 espiga grande de milho verde
-      2 tomates maduros
-      1 cebola média
-      1/2 pimentão verde pequeno
-      1 dente de alho grande picadinho
-      chilli mexicano (é uma mistura pronta que leva pimenta chilli, cominho, orégano e alho)
-      salsinha, cebolinha e coentro picadinhos
-      azeite extravirgem e sal a gosto

Pique em cubinhos (mais ou menos do tamanho do feijão) a cebola, o tomate sem sementes e o pimentão. Debulhe o milho, deslizando uma faquinha de serra ao longo da espiga. Em uma frigideira, coloque um fio de azeite e refogue a cebola, até começar a amaciar. Junte o pimentão, o alho e o milho, e deixe refogar por mais alguns minutos. Acrescente o tomate e o feijão, tempere com o chilli e o sal a gosto, mexa por mais uns 2 minutos. Lembre-se que é uma salada, por isso não deixe os ingredientes, especialmente o tomate, se desfazerem. Coloque mais um fio de azeite, se achar necessário, e finalize com a salsinha, cebolinha e coentro.

Sobrecoxa de frango assada
(3 porções)

-      3 sobrecoxas de frango (preferencialmente orgânicas)
-      2-3 colheres de sopa de molho sweet chilli
-      1 dente de alho grande, amassadinho com sal a gosto
-      1 pitada de gengibre em pó
-      1 pitada de alecrim desidratado
-      suco de 1 limão
-      1 fio de azeite

Coloque em um saco plástico o frango e os demais ingredientes, e deixe marinar por pelo menos 1 hora. Leve tudo para uma assadeira pequena e coloque em forno preaquecido a 200°, até ficar bem dourado (não precisa cobrir com papel alumínio.

Obs.: se você não achar para comprar o molho sweet chilli, pode tentar fazer em casa (tem várias receitas na net), ou faça uma mistura de páprica picante defumada, mel e catchup (ou molho barbecue). Não é a mesma coisa, mas fica bom também. 
  

sábado, 11 de janeiro de 2014

Tarte de Aspargos e Gruyère

Essa é, sem sombra de dúvida, uma das receitas mais fáceis que já apareceram aqui no blog. Além disso, fica uma delícia, e faz bonito em qualquer ocasião. Receita do ótimo Great Food Fast.

Obs.: outro dia eu fiz essas tortinhas usando aquela massa folhada já cortada em retângulos (fotos no final da receita). Coloquei uma colherinha de cream cheese, e por cima um refogadinho de abobrinha, bacon, cebola e cebolinha. Achei que, pelo seu tamanho, não precisaria pré-assar a massa. Ficou bom, mas tostou um pouquinho mais do que eu gostaria (por isso acabei não fotografando). Assim, recomendo não pular esta etapa. 




Tarte de Aspargos e Gruyère
(um nadinha adaptado daqui)
4 porções 

-      1 tira de massa folhada com cerca de 30x20 cm
-      1 1/2 xícaras de queijo gruyère ralado grosso
-      1 maço de aspargos
-      azeite extravirgem
-      sal pimenta-do-reino moída na hora

Preaqueça o forno a 200°. Cubra uma assadeira com papel manteiga e coloque a massa folhada. Se a sua massa vier em bloco, é só abrir com um rolo, em uma superfície levemente enfarinhada, até o tamanho desejado. Com uma faca afiada, faça uma moldura na massa, com cerca de 2,5cm, sem cortá-la até o final, e depois faça furinhos na parte interna (vide a foto abaixo). Isso permite que as bordas cresçam, e que a parte do meio não fique estufada. Asse por cerca de 15 minutos, ou até dourar levemente.

Retire do forno, polvilhe o queijo, corte as pontas mais duras dos aspargos, para que caibam na torta, e coloque-os, com as pontas alternadas, em uma camada única. Pincele um pouco de azeite e tempere com sal e pimenta. Volte ao forno e asse por mais 20-25 minutos, ou até os aspargos ficarem macios (mais ainda al dente). 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Suco de beterraba, maçã, abacaxi e salsinha


E vamos de suco, para começar o ano de um jeito mais light, depois dos excessos de dezembro... A combinação pode parecer estranha, mas ficou bem saborosa: bata no liquidificador 1 beterraba pequena, 1 fatia grossa de abacaxi, 1 maçã partida em quatro sem sementes (como a minha era orgânica, deixei a casca) e um punhado de salsinha com 1 xícara de água, gelo e um pouquinho de açúcar demerara (vai depender da doçura do seu abacaxi). Coe (ou não) e sirva. Rende um copão.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo!

Ponte Rialto - Veneza

Gostaria de desejar a todos um ano novo maravilhoso! Que neste ano a gente ame mais, cozinhe melhor, viaje muito e conheça novos lugares! Que a gente também se aceite mais, que aprenda a conviver melhor com as diferenças, a respeitar ao próximo e aos animais, e a manter, SEMPRE, o bom humor, o bom senso, e a elegância, em todos os momentos da vida... Feliz 2014!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Smothie de morango, coco e banana

Esse smothie foi feito no improviso e ficou uma delícia! Para preparar 2 copos, é só bater no liquidificador 1 caixinha de morangos, 3 bananas médias congeladas, 1/2 vidro de leite de coco e 1 xícara de leite bem gelado. Adoce a gosto e sirva. 

Pode ser banana fresca? Pode, mas aí vai ficar uma vitamina comum. O pulo do gato, para deixar a bebida super cremosa, é justamente a banana congelada (se os morangos forem congelados também, melhor ainda). Não sei se já comentei isso aqui no blog (afinal já são mais de 260 posts!), mas sempre que eu vejo que não vou dar conta das bananas que comprei eu as congelo, para não perder, e poder usar depois em algum prato. É um ótimo recurso para evitar desperdício na cozinha!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bolo de Natal com frutas secas e nozes


Então é Nataaaaaal... Época de sofrer com a Simone tocando no último volume em todas as lojas de departamento, mas também um período de muita união. Hora de confraternizar, de dar e receber, não apenas presentes, mas carinho, amor e amizade; tempo de desejar e fazer o bem. Claro, praticar o bem deve ser feito o ano todo, não só no Natal, mas nessa época é inegável que esse desejo (e a boa vontade) afloram nas pessoas.

Esse bolo tem muito a ver com isso. As frutas secas e as nozes estão sempre associadas à abundância, à fartura, e a receita rende 2 bolos, o que já é um incentivo a partilhar, a presentear. Se forem usadas forminhas de bolo inglês, o rendimento é ainda maior (mais gente para distribuir). Pensando bem, talvez essas forminhas sejam até mais indicadas do que as formas redondas originais, pois esse é um daqueles bolos incrivelmente deliciosos, mas que satisfazem com uma fatia pequena, graças à imensa quantidade de frutas. O ideal é começar a fazer com antecedência, para que as frutas macerem bem. 

Bom, desejo a todos os leitores do blog um Feliz Natal, repleto de paz, saúde e alegrias! Boas Festas!


Bolo de Natal com frutas secas e nozes
(receita um nadinha adaptada daqui)
rendimento: 2 bolos com 20 cm ou 5-6 forminhas de bolo inglês

-      12 xícaras de frutas secas variadas (pode ser passas claras, escuras, damascos, tâmaras, cranberries, cerejas, frutas cristalizadas, ameixa, etc)
-      3/4 xícara de mel
-      1  1/2 xícara de conhaque
-      150gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente, mais um pouco para untar
-      2 1/4 xícaras de farinha de trigo, mais um pouco para polvilhar nas formas
-      1 colher de sopa mal cheia de sal
-      1 1/2 colher de chá de gengibre em pó
-      1 1/2 colher de chá de canela em pó
-      1 colher de chá de cravo em pó
-      2 xícaras de nozes grosseiramente picadas
-      1 1/4 xícara de açúcar
-      7 ovos grandes, orgânicos ou caipiras
-      raspas da casca de 1 laranja grande
-      1 1/2 xícara de geleia de damasco
-      frutas secas ou frescas variadas para decorar

Em uma vasilha bem grande, de cerâmica, vidro ou plástico (não use metal), misture as frutas secas, o mel e o conhaque. Cubra com filme plástico e deixe macerar, em temperatura ambiente, por no mínimo 1 dia, e no máximo 2 semanas. Eu usei uma mistura de passas claras, escuras e vermelhas, damascos, cerejas e frutas cristalizadas, e deixei apurar por 5 dias. Todos os dias eu dava uma mexida nas frutas, para evitar que a parte de cima ficasse ressecada, pois a quantidade de bebida utilizada não era suficiente para cobrir tudo.

Preaqueça o forno a 135°. Unte e enfarinhe generosamente 2 formas com 20cm (ou 5-6 forminhas de bolo inglês - se forem aquelas de papelão pule esta etapa). Peneire a farinha, sal, gengibre, canela e cravo em uma vasilha. Junte as nozes, misture e reserve.

Na batedeira, com o batedor de arame, bata a manteiga e o açúcar, em velocidade média, até ficar claro e fofo (2-3 minutos). Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição e raspando as laterais da vasilha sempre que necessário. Transfira para uma tigela bem grande. Com uma espátula de silicone, junte a mistura de farinha e nozes, e as frutas com as raspas da laranja (escorra qualquer excesso de líquido com uma peneira). Mexa até que as frutas e nozes fiquem bem distribuídas.

Divida a massa nas formas e leve para assar por cerca de 2 horas. Faça o teste do palito: ele deve sair ainda com algumas migalhas úmidas de massa (se você for usar as forminhas de bolo inglês, provavelmente levará menos tempo. Coloque sobre uma gradinha e deixe esfriar completamente antes de desenformar.

Para decorar os bolos, coloque em uma panela a geleia de damasco com 1/2 xícara de água, e mexa até dissolver. Passe por uma peneira, para retirar os pedaços de damasco, e pincele a superfície dos bolos com a mistura ainda quente. Decore com frutas secas ou nozes, e pincele mais um pouco de geleia para deixar com um brilho bem bonito. Eu ainda arrematei o bolo com um laço de fita, e achei que ficou um charme! 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Aperitivo crocante (e picante) de grão de bico


Gente, e essa correria de final do ano? Não sei o que acontece nessa época, parece que o relógio acelera, a gente corre atrás para acompanhar, e tudo vira uma loucura! Tenho um monte de coisa para postar, mas cadê tempo? No meio dessa confusão toda, esse aperitivo de grão de bico foi uma grata surpresa. Rápido de preparar (basta misturar tudo e colocar no forno) e muito gostoso. Para comer no lugar da pipoca, assistindo a um filme, ou para servir como aperitivo, nas festas e encontrinhos de final de ano. A páprica (amo!) dá um gostinho especial, não deixe de colocar.

Aperitivo de grão de bico
(receita daqui)
rendimento: 2 xícaras

-      2 latas de grão de bico
-      3 colheres de sopa de azeite de oliva
-      1 1/2 colher de chá de sal grosso moído (usei sal rosa do himalaia- se for usar sal refinado diminua um pouco a quantidade)
-      1 colher de chá de páprica picante defumada

Preaqueça o forno a 230° (temperatura alta). Coloque o grão de bico em uma peneira, lave e escorra. Seque com papel toalha e transfira para uma assadeira forrada com papel manteiga. Acrescente o azeite e mexa para distribuí-lo bem. Espalhe em uma camada única e asse, mexendo ocasionalmente, até dicar bem dourardo e crocante (cerca de 40 minutos, a depender do forno de cada um). Retire do forno, polvilhe o sal e a páprica, e deixe assar por mais 2-3 minutos. Transfira para uma vasilha forrada com papel toalha e deixe esfriar. O grão de bico pode ser guardado em um pote hermeticamente fechado por até 2 dias, em temperatura ambiente.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Salada de melão, prosciutto e mussarela de búfala


Essa salada é uma delícia, e muito refrescante, prefeita para o calor que tem feito. Fica linda se servida em verrines (copinhos ou taças), como uma entradinha elegante. Se for para o almoço light da semana, complemente com um pratão de folhas verdes. A receita é do ótimo Great Food Fast. 

Salada de melão com prosciutto e mussarela de búfala
(4 porções)

-      1 melão maduro (usei um melão cantaloupe, que é laranja por dentro)
-      230g de mussarela de búfala em bolinhas pequenas
-      4-6 fatias finas de prosciutto (presunto cru) cortado em tirinhas
-      1 colher de sopa de suco de limão
-      sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
-      1/4 xícara de folhinhas de hortelã picadinhas (troquei por salsinha)

Use um boleador para fazer bolinhas de melão (se não tiver, corte em cubinhos, mais ou menos do mesmo tamanho da mussarela). Deve render umas 3 xícaras de bolinhas. Em uma vasilha grande, misture o melão, a mussarela de búfala, o prosciutto e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta, misture a hortelã, e sirva imediatamente.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Bolo vegan de abóbora com pecã



Bom dia, pessoas! Peço desculpas pelo sumiço... Final de ano é dureza. Tenho muitas receitas para postar, mas cadê tempo? :S

Esse bolo nasceu de um erro culinário: há alguns meses eu tentei fazer um doce de abóbora com coco, usando uma quantidade mínima de açúcar. Acontece que a quantidade foi tão pouca que não ficou com gosto de doce... Na verdade parecia um purê adocicado, o que definitivamente não ficou legal. Como eu detesto jogar comida fora, coloquei o "purê" em um potinho e congelei, para depois ver o que podia ser feito com ele. Daí que outro dia, folheando o livro da Joy, eu encontrei essa receita de bolo vegan, que levava... purê de abóbora!

Sei que tem gente que vai ler no título a palavra vegan e pensar: será que presta? Claro que sim! Ficou muito bom! O bolo é úmido, fofinho, e as especiarias dão um toque divino. Como o meu purê já era adocicado, eu reduzi a quantidade de açúcar da receita. O coco originalmente também não fazia parte, mas já estava incorporado ao purê... De qualquer forma, achei que combinou muito! Como o meu bolo veio de um acidente culinário, vou deixar aqui a receita original. Nos EUA é comum encontrar purê de abóbora enlatado, mas por aqui nunca vi, então vocês terão esse trabalhinho extra, mas que vale muito à pena. Quem se animar pode fazer a quantidade dobrada, e depois congelar para testar em outros pratos, como nesse quibe de abóbora. Encontrei aqui e aqui receitas e dicas para fazer purê de abóbora (não testei), mas também não tem mistério nenhum, né?

Bolo vegan de abóbora e pecã
(rendimento: 2 formas de bolo inglês com 20x10 ou 1 tabuleiro grande)

-      3 3/4 xícaras de farinha de trigo
-      2 xícaras de açúcar mascavo claro
-      2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
-      1 colher de chá de fermento em pó
-      1 colher de chá de sal
-      1 colher de chá de noz moscada ralada na hora
-      1 colher de chá de canela em pó
-      1 colher de chá de allspice (pimenta da jamaica) em pó  (coloquei metade)
-      1/2 colher de chá de cravo em pó
-      425g de purê de abóbora
-      1 xícara de óleo vegetal (usei girassol)
-      1/3 xícara de maple syrup (xarope de bordo)
-      1/3 xícara de água
-      1 xícara de pecãs picadas, mais algumas inteiras para enfeitar
-      opcional: 3/4 xícara de coco ralado

 Preaqueça o forno a 180°. Unte e enfarinhe a(s) forma(s) e reserve.

Em uma vasilha grande, misture a farinha, açúcar, bicarbonato, fermento, sal e especiarias. Em outra vasilha, misture o purê, óleo, maple syrup e a água. Junte a mistura de abóbora à de farinha. Use uma espátula para incorporar bem os ingredientes, até que não apareça mais nenhum traço de farinha. Junte as pecãs e o coco. Verta a mistura na(s) forma(s), decore com as pecãs no topo e leve para assar (faça o teste do palito). Retire do forno e deixe esfriar sobre uma gradinha por pelo menos 20 minutos, antes de desenformar. Como eu assei o meu bolo em um tabuleiro grande, ao invés de desenformar fui cortando em quadrados e retirando da forma. 

Ah! Esse bolo congela super bem... 


domingo, 17 de novembro de 2013

Picolé de cheesecake de morango



Gente, que clima é esse? Uma semana faz frio, e na outra faz um calor de senegal... Assim não dá, né? Para os dias quentes, nada melhor do que um picolé. Esse eu fiz inspirado no meu sabor favorito de Haagen Dazs, que é o cheesecake de morango. Só faltaram os pedacinhos de biscoito, que eu não tinha em casa. Mas mesmo sem eles o picolé ficou 10! E o melhor, facílimo de preparar. Bora lá?

Picolé de cheesecake de morango

-      1 caixinha (200g) de morangos
-      3 colheres de sopa de açúcar
-      1 colher de chá de suco de limão
-      1 potinho (150g) de cream cheese
-      1 potinho (100ml) de iogurte grego
-      opcional: raspas da casca de 1 limão pequeno

Primeiro, faça uma calda: lave e pique os morangos em pedaços médios e leve ao fogo médio/baixo com o suco de limão e 2 colheres de açúcar. Não precisa colocar água, as frutas vão soltando líquido. Deixe ferver até que os pedaços fiquem bem macios, e comecem a se desfazer. Desligue o fogo e deixe esfriar.

Em outra vasilha, misture o cream cheese, o iogurte, 1 colher de açúcar e as raspinhas de limão. Se precisar, coloque mais açúcar (eu não coloquei, prefiro mais azedinho). Coloque a mistura nas forminhas de picolé, às colheradas, alternando com um pouco da calda de morango. Mexa de leve com o palitinho, só para dar uma marmorizada, e depois leve ao congelador. Muito bom!

Obs.: as minhas forminhas (já mostrei aqui) são pequenas. Se as de vocês forem maiores, dobrem (ou tripliquem) a receita do creme, ok? A calda não precisa, sobrou bastante, e pode ser misturada ao iogurte natural no café da manhã, ou pode ser levada novamente ao fogo para engrossar mais um pouco e virar geleia.

sábado, 2 de novembro de 2013

Omelete de forno


Olá! De volta à BH e ao blog depois de merecidas férias... Tão bom sair da rotina, viajar, conhecer novos lugares, culturas, músicas! Agora é acostumar novamente com o trabalho, a rotina e a correria. :(

No meu dia-a-dia, meus melhores companheiros são o freezer e o forno. Já falei (acho) aqui no blog que uma das melhores compras que eu fiz foi a de uma geladeira duplex, com um freezer enorme. É ótimo! Congelo pães, bolos, frutas, caldo de legumes e pratos prontos ou semi-prontos. Se faço panqueca, preparo alguns discos a mais, e os congelo para um dia de correria. Massa brisé, aquela usada em quiches, sempre faço em dobro, para poder congelar. Bolo e pão de queijo (já assado) eu embalo em porções individuais, para me socorrer em alguma manhã apressada. Banana madura congelada rende ótimos smothies, e por aí vai...

Outro aliado é o forno. Creio que a imensa maioria das receitas publicadas aqui é assada. Tem aquele tempo de preparo do alimento, mas depois você fica liberada para tomar banho, colocar a roupa para lavar, ou mesmo ver TV. Essa omelete é um ótimo exemplo disso! Você chega em casa cansada, prepara rapidinho, vai tomar o seu banho, e depois é só se deliciar com uma refeição deliciosa, rápida e light. Essa quantidade serve bem 2 pessoas (ou uma com muita fome). Para acompanhar, vá de salada verde. 

As quantidades são aproximadas, se você não gosta de ricota, troque por mussarela; se não tiver tomate, coloque abobrinha; troque o espinafre por repolho, junte aquele resto de frango de padaria, enfim... O céu é o limite!


Omelete de forno
(2 porções)

-      6-8 tomates siriguela (ou cereja, ou sweet grape)
-      1/2 cebola roxa pequena em fatias finas
-      1 dente de alho pequeno picadinho
-      1/4 de ricota defumada picada em cubos
-      1/2 xícara de folhas de espinafre
-      3 ovos
-      azeite, sal e pimenta-do-reino
-      salsinha, cebolinha e alecrim a gosto
-      opcional: 2 colheres de sopa de creme de leite fresco

Preaqueça o forno em temperatura média. Unte com manteiga uma forma pequena. Refoque a cebola em uma frigideira antiaderente, com um fio de azeite. Deixe dourar. Junte o alho e frite por mais um minuto. Junte o alecrim, coloque os tomates partidos ao meio, o espinafre, mexa e desligue o fogo. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Bata os três ovos com um garfo. Se quiser, acrescente o creme de leite fresco (desta vez eu não coloquei, pois não tinha em casa, mas recomendo). Tempere com sal, pimenta, salsinha e cebolinha. Coloque o refogado de tomates na forma, espalhe os cubos de ricota defumada, e verta os ovos batidos. Leve ao forno por 10-15 minutos, até dourar a superfície. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Trucão: tomate recheado com risoto

Hoje não tem receita, só uma ótima dica para reaproveitar sobras de risoto. Quem está acostumado a fazer (e comer) risoto, sabe que ele só fica gostoso e cremoso na hora. Depois vira uma massa de reboco... Tradicionalmente, as sobras de risoto são transformadas em arancini, que são bolinhos fritos. Fica uma delícia, mas e o desânimo que dá fazer fritura em casa? Por isso eu tive essa ideia, e acho que ficou muito digno. 

Primeiro, eu retemperei o risoto. Ele estava uma delícia, mas com um sabor suave, e fiquei com medo de ficar muito sem graça se servido com o tomate. Coloquei mais parmesão ralado, salsinha e cebolinha. Peguei os tomates (o número de tomates vai depender da quantidade de risoto sobrando), cortei ao meio, tirei uma tampinha das extremidades (para que pudessem ficar em pé) retirei as sementes, e temperei seu interior com um fio de azeite, mais uma pitada de sal e pimenta-do-reino moída na hora. Recheei com o risoto e coloquei mais um pouco de parmesão ralado por cima. Da próxima vez, vou colocar uma bolinha de mussarela de búfala (ou qualquer outro queijo) no meio - eu sou mineira, gente, queijo nunca é demais! ;)

Arrumei em uma travessa e levei para assar em forno médio preaquecido, até o queijo dourar. Na hora de servir, acrescentei um fio de azeite. Hummmmm! Sorry pela foto de celular, não sei onde deixei a minha máquina...





terça-feira, 15 de outubro de 2013

Geleia de cebola roxa com vinho tinto


Encontrei cebolas roxas orgânicas (as minhas favoritas) por um bom preço, e acabei comprando demais. Como também tinha uns restinhos de vinho tinto na geladeira, tive a ideia de preparar um chutney, ou algo do gênero. Com uma pesquisa rápida na internet (tinha um colega de trabalho, nerd assumidíssimo, que costumava dizer: "o google é meu pastor e nada me faltará"...rs) encontrei essa receita de geleia de cebola que muito me interessou. Aproveitei para incluir um resto de vinagre balsâmico e outro de crema di balsamico (que nada mais é do que vinagre balsâmico reduzido), e substituí o creme de cassis (que eu não tinha) por gin. Ficou MUITO BOM! Show de bola para comer com carne, para servir de aperitivo com torrada (ou na bruschetta), para misturar nesta receita de cuscuz marroquino, no lugar da cebola caramelada, etc, etc, etc. Ah! Dura bastante na geladeira, viu?

Geleia de cebola roxa com vinho tinto

-      50g de manteiga
-      700g de cebola roxa descascada, partida ao meio e finamente cortada em fatias
-      2/3 xícara de açúcar cristal orgânico
-      1 colher de chá de sal
-      1/2 colher de chá de pimenta-do-reino moída na hora
-      1/2 xícara de vinagre de vinho tinto
-      1 xícara de vinho tinto encorpado
-      1 1/2 colher de sopa de gin
-      2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
-      1 colher de sopa de crema di balsamico (ou coloque mais 2 colheres de vinagre balsâmico)

Derreta a manteiga em uma panela de fundo grosso, até adquirir uma cor escura de nozes (cuidado para não queimar, ou vai ficar amargo). Adicione a cebola, açúcar, sal e pimenta, e misture bem. Tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos em fogo baixo, mexendo ocasionalmente.

Adicione o vinagre, vinho, gin, vinagre balsâmico e o crema di balsamico, e deixe cozinhar por mais 30 minutos, com a panela destampada, mexendo regularmente. Esse tempo é uma média, se ainda estiver com muito líquido, é preciso cozinhar mais, até engrossar. A cebola não chega a se desfazer, mas a mistura fica com a consistência de uma geleia. 

A geleia fica ainda mais gostosa depois de alguns dias, quando o seu sabor vai apurando. Mantenha na geladeira, de preferência em um vidro esterilizado e hermeticamente fechado. Eu não esterilizei nada, coloquei em um vidro bem limpo, com tampa de rosca (tipo esses de geleia mesmo), e vou consumindo aos poucos. Já está lá há um mês, e continua ótimo! Mas use o seu bom senso, né colega? Se depois de um certo tempo a aparência ou odor mudarem, descarte!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Bolinhos de limão com glacê


Esses bolinhos foram feitos para o meu amoreco há alguns meses atrás, e por algum motivo esqueci de publicá-los. A receita eu encontrei aqui. Eles levam bastante limão, em comparação com outros bolos que a gente vê por aí, e por isso ficam bem azedinhos, como eu gosto. A receita original leva limão siciliano, que é mais suave, mas eu usei o limão tahiti, e mantive as mesmas quantidades (quanto mais azedinho, melhor!). 

Bolinhos de limão com glacê 
rendimento: 2 bolos*

-      200g de manteiga sem sal em temperatura ambiente, mais um pouco para untar
-      3 xícaras de farinha de trigo, mais um  pouco para enfarinhar as formas
-      3/4 xícara de buttermilk**
-      raspas da casca de 2 limões
-      1 xícara de suco de limão
-      1 1/2 colher de chá de sal
-      1/2 colher de chá de fermento
-      1/2 colher de chá de bicarbonato
-      2 xícaras de açúcar refinado
-      5 ovos grandes
-      2 xícaras de açúcar de confeiteiro
-      3-4 colheres de sopa de suco de limão
-      cascas de limão siciliano cristalizadas, para decorar (opcional)

Preaqueça o forno a 180°. Unte e enfarinhe 2 formas* de 20x10cm e reserve. Misture o buttermilk com as raspas e o suco de limão. Em outra vasilha, misture a farinha, sal, bicarbonato e fermento.

Em uma batedeira na velocidade média, bata a manteiga e o açúcar, por 3-4 minutos, até ficar claro e fofo. Acrescente os ovos, uma a um, batendo bem após cada adição, e raspando as laterais da vasilha de quando em quando. Reduza a velocidade e acrescente a farinha em 3 adições, alternando com o buttermilk. Começe e termine com a farinha, e bata somente até a massa ficar bem incorporada e macia.

Divida a massa nas formas, alisando a superfície com uma espátula. Asse por cerca de 50-60 minutos (menos se você optar pelas forminhas de muffin). Faça o teste do palito. Se você achar que o bolo está dourando rápido demais, cubra com papel alunínio. Deixe esfriar pelo menos 15 minutos sobre uma gradinha, antes de desenformar.

Para preparar o glacê, misture o açúcar com o suco de limão, que deve ser colocado aos poucos, até o ponto correto (grosso, mas não tanto que não possa ser derramado sobre os bolos). Volte com os bolinhos para a grade, coloque um papel manteiga embaixo (para não fazer bagunça), e despeje o glacê. Se quiser, decore com cascas cristalizadas de limão. 

* Esta receita rende o suficiente para 2 bolos de 20x10cm. Eu fiz metade da receita (coloquei 3 ovos pequenos), e utilizei forminhas de muffin. Com isso, consegui 10 bolinhos (como uso forminhas de silicone, não precisei untar nem enfarinhar). Sobre o glacê, eu preparei apenas 1/4 da receita, e foi mais do que suficiente.

** Para fazer 1 xícara de buttermilk caseiro, basta colocar 1 colher de sopa de suco de limão e completar a xícara com leite. Mexa e aguarde 5 minutos antes de usar.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Suco ou salada?



Suco ou salada? Os dois! Bata no liquidificador 1 xícara de suco de laranja, 1 beterraba pequena, 1 cenoura pequena e 3 folhas de rúcula (as minhas estavam bem grandonas). Acrescente gelo e açúcar demerara a gosto (se o suco de laranja não estiver doce o suficiente). Coe e sirva. Presto!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fettuccini com folhas de beterraba, passas e pecãs


Não desperdiçarás a tua comida. Este deveria ser um dos 10 mandamentos. Talvez só não seja um deles porque naquela época os alimentos eram, de fato, integralmente aproveitados. Produzir algo era difícil, sem as modernidades da nossa época. Hoje, em qualquer supermercado de bairro, encontramos grande oferta de produtos, nacionais e internacionais. Perdemos o contato com o produtor, desconhecemos a cadeia produtiva e o caminho que a comida percorre até chegar na prateleira à nossa frente. 

O mais estranho é que a oferta de produtos aumentou, mas a variedade parece ter diminuído. Eu gosto muito de ler o blog Come-se, da Neide Rigo, e sempre me impressiona a variedade de alimentos mencionada por ela dos quais eu nunca ouvi falar, ou que conheço de nome, mas nunca vi para vender. Quer um exemplo? O milho. Existem centenas de tipos de milho, de todas as cores, tamanhos e formatos, mas só achamos para comprar uma única variedade. Pior, essa única variedade rapidamente está sendo substituída pelo seu equivalente transgênico. Outro dia foi comprar milho para fazer pipoca e lá estava o "T". Já não consigo mais comprar ração para meus gatos que não tenha na embalagem o maldito símbolo, e isso me incomoda MUITO (fora os corantes, conservantes, e outros "antes").  

Outra coisa que incomoda é o desperdício, e parte disso deriva desta redução da variedade. Em um pé de brócolis ou couve-flor, por exemplo, não só os floretes são comestíveis, os talos são bons, as folhas também. Cenoura, beterraba e rabanete também possuem folhas comestíveis, mas nunca vi nenhuma delas para vender nos supermercados. Para onde vão? Na nossa própria cozinha, também há muito desperdício. Tome-se, por exemplo, a casca das frutas e legumes: cenoura e batata nem precisa descascar; casca de cítricos pode virar doce, casca de abacaxi vira chá, casca da abóbora pode ser comida (semente também). Falando de semente, por que jogar fora o miolo da abobrinha? Se não combina com determinada receita, pode ser usado em outra, ou apenas refogado.

Sobre essa questão do desperdício, há pouco tempo li um texto no blog Dedo de Moça, com vários links úteis, e outro no Food 52, falando de um novo livro, que muito me interessou, sobre o aproveitamento integral de alimentos. Claro, também tem o site do Instituto Akatu, só para citar alguns.
  
Eu ainda estou engatinhando nessa questão, mas venho, há alguns anos, tentando mudar a minha atitude e consumir os alimentos de forma mais consciente, utilizando o máximo que posso (nem que seja para fazer caldo) de forma a evitar o desperdício. A utilização de orgânicos ajudou muito nesse sentido, pois me sinto mais à vontade para consumir cenoura e batata com casca, e muitos dos legumes são normalmente vendidos com as suas folhas, como é o caso da beterraba. Gentileza observar que as folhas vêm de brinde, junto dos legumes! Pensando por esse lado, nota-se que o custo não fica tão mais alto do que o legume comum, já que levamos dois pelo preço de um.

A receita de hoje eu achei no ótimo La Cucinetta, minha referência e inspiração. Levei na marmita e ficou uma delícia! Se você tiver a oportunidade de comprar beterrabas com folhas, não jogue fora. Faça um simples refogado, use como recheio de panquecas, de omelete (falei muito rapidamente aqui), ou prepare esta massa. Enjoy! 

Fettuccine com folhas de beterraba, passas e pecãs
(adaptado de uma receita encontrada aqui)
2-3 porções

-      1 cebola roxa pequena picada
-      2 dentes de alho picadinhos
-      2/3 de uma maço grande de folhas e talos de beterraba (folhas picadas em tiras finas e talos em pedaços de cerca de 2 cm)
-      1/3 xícara de passas
-      1/3 xícara de pecãs levemente tostadas e grosseiramente picadas
-      1 folha de louro
-      azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto
-      salsinha e cebolinha a gosto
-      fettuccine (o suficiente para duas pessoas)
-      parmesão ou grana padano ralado fino (opcional)

Cozinhe o fettuccine de acordo com as instruções da embalagem. Enquanto ele cozinha, refogue a cebola no azeite, em uma frigideira média, por 2-3 minutos. Junte o alho e misture por mais 1 minuto. Acrescente o louro e os talos de beterraba e refogue por mais 2 minutos, antes de juntar as passas e as folhas. Tempere com o sal e a pimenta moída na hora, tampe a frigideira e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, enquanto você escorre o macarrão. Misture o fettuccine ao refogado de folhas, acerte o tempero, junte mais um fio de azeite, as nozes, e polvilhe salsinha e cebolinha para finalizar. Caso queira, polvilhe um pouco de parmesão ou grana padano antes de servir. Se você for levar na marmita, como eu, cozinhe por 2 minutos menos do que o recomendado. Assim, ao requentar no dia seguinte, ele não vai ficar cozido em excesso.  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Curry de salmão com legumes e arroz basmati com cinco especiarias


Aqui em Belo Horizonte existe um canal de TV chamado BH News (não sei se pega em outros lugares), onde passa um programa de culinária muito bom, chamado Adore. É apresentado por um casal de chefs, e sempre traz receitas interessantes, com um toque de sofisticação, mas sem complicação. Meu namorado é que descobriu, e depois disso sempre assistimos aos programas. Como ele também gosta de cozinhar (e o faz maravilhosamente bem), sugeriu que nós escolhêssemos uma receita do casal para preparar em casa, um dia desses. A receita escolhida foi esse curry delícia de salmão com legumes, acompanhado de arroz basmati. Não se deixe intimidar pela extensa lista de ingredientes: o prato é muito fácil e rápido de preparar. Para quem se interessar, a receita original está aqui. Quem quiser assistir ao programa, basta  clicar aqui. 

Só para variar, adaptamos um pouco a receita para o que a gente tinha em casa, e ficou muito bom! O que  mudamos mais foram as especiarias utilizadas: no curry, trocamos o Has el Hanout (que é marroquino) pelo Garam Masala (indiano); no arroz, optamos por usar um mix chamado Five Spices. Embora seja tipicamente chinês, ele possui elementos em comum com as especiarias originalmente indicadas, e o resultado (para o nosso gosto) foi excelente. A única mudança que o meu amoreco não curtiu muito foi a adição da batata baroa, no lugar da ervilha torta. Eu até gostei, porém concordo que a ervilha ficaria melhor. Mas o bom do curry é que ele é super versátil, e cada um coloca o que gosta. Ah! Também é possível deixar o salmão de lado e fazer um prato vegetariano. 

Curry de salmão com legumes, e arroz basmati com cinco especiarias
(4 pessoas)

-      azeite
-      1 cebola picadinha
-      1/2 cebola em pétalas
-      sal e pimenta calabresa ou dedo de moça a gosto
-      1 colher de sobremesa de gengibre picado
-      1 dente de alho picado
-      1 lata de tomates pelatti
-      1 colher de sobremesa de açúcar
-      1/2 colher de sobremesa de curry em pó
-      1/2 colher de sobremesa de garam masala
-      1 cenoura grande
-      1 abobrinha média, sem o miolo
-      1 batata baroa (ou 100g de ervilha torta)
-      100g de cogumelos paris cortados em 4
-      3 colheres de sopa de ervilha congelada
-      200 ml de leite de coco
-      350g de salmão em cubos grandes
-      suco de 1 limão
-      2 colheres de sopa de coentro picadinho
-      1 xícara de arroz basmati
-      2 xícaras de água fervendo
-      3/4 colher de sobremesa de five spices

Pique os legumes em cubos médios. Se você for usar ervilha torta, retire as pontinhas, também aquele fio mais grosso, e parta ao meio. Como a cenoura é bem mais firme do que os outros legumes, pré-cozinhe em água fervente por 6 minutos, e depois dê o choque térmico, colocando em água gelada.

Comece com o arroz: em uma panela quente coloque 1 colher de sopa de azeite, metade da cebola picada, e refogue por 2 minutos. Junte o arroz, mexa por mais 3 minutos, coloque a água quente, o tempero five spices e sal a gosto. Cozinhe em fogo brando com a panela tampada (como um arroz comum) por cerca de 14 minutos.

Prepare o curry, começando pelo molho base: em uma panela quente, coloque 2 colheres de sopa de azeite, a outra metade da cebola picada, o gengibre e a pimenta. Mexa por 2 minutos, junte o alho, e mexa por mais 1 minuto. Acrescente a lata de tomates e mexa, partindo os tomates com a colher. Adicione o açúcar, o curry e o garam masala. Deixe ferver por um minutinho, e depois bata tudo no liquidificador. Acerte o sal e reserve. 

Em uma frigideira grande quente, coloque 2 colheres de sopa de azeite e a 1/2 cebola em pétalas. Refogue por 2 minutos. Junte a abobrinha e a baroa, e refoque por mais 2 minutos. Coloque a cenoura, já pré-cozida, a ervilha e os cogumelos. Mexa bem por 3 minutos e coloque o molho base reservado. Adicione o leite de coco e deixe apurar por 5 minutos. Junte os cubos de salmão e cozinhe por 4 minutos. Acerte o sal, coloque o limão (que nós esquecemos, mas ficou bom assim mesmo) e o coentro. Sirva acompanhado do arroz.

sábado, 14 de setembro de 2013

Pudim de pão com maçã e cardamomo (mais pão velho e leite coalhado)


Outro dia eu comprei um litro de leite orgânico, com a intenção de fazer iogurte, mas por falta de tempo demorei para preparar e quando finalmente fui ferver o leite não percebi que ele estava azedo, e ao ferver acabou coalhando. Depois de xingar um bocado, resolvi pensar em uma ideia para usar toda aquela quantidade de leite... 

Procura daqui, procura dali, encontrei essa receita de pudim de pão no livro do Mark Bittman, How to Cook Everything Vegetarian. Achei ótimo, pois ela levava 3 xícaras de leite, e ainda por cima seria uma ótima oportunidade para acabar com uma mega rosca de canela, que estava habitando a minha bancada há alguns dias. Para completar o rapa, incluí no preparo um resto de passas (combinação certeira com a maçã). A receita original levava leite comum, mas o coalhado funcionou muito bem, e o sabor ficou delicioso!   

Só para esclarecer, o nosso pudim de pão é um pouco diferente do bread pudding americano. O nosso é batido no liquidificador, e depois preparado em uma forma de pudim comum, com calda e tudo, ficando com uma aparência bem similar ao pudim de leite condensado. O deles é feito com o pão em fatias ou rasgado em pedaços, embebido no leite, sem bater, e fica com uma aparência bem rústica.     

Com a xícara de leite restante (não vamos jogar nada fora, hein!), eu preparei essas crepes (que, aliás, também são ótimas para acabar com sobras de comida na geladeira). Você também pode usar o seu leite nesta receita de bolo de laranja, ou nessa outra de bolo de limão.    

Pudim de pão com maçã e cardamomo

-      3 xícaras de leite coalhado (ou azedo)
-      1/2 xícara de açúcar (a minha rosca era bem doce, dependendo do tipo de pão, coloque mais)
-      pitada de sal
-      4 colheres de sopa de manteiga, mais um pouco para untar a forma
-      cerca de 8 fatias grossas de pão velho, não muito duro (usei uma rosca de canela, se for usar um pão mais rústico retire a casca)        
-      3 ovos
-      2 maçãs descascadas e picadas, sem o miolo
-      1 1/2 colher de chá de cardamomo moído
-      1/2 xícara de passas escuras

Preaqueça o forno a 180°. Coloque o leite, açúcar, manteiga e a pitada de sal em uma panela em fogo baixo, e aqueça até a manteiga derreter. Enquanto isso, unte um pirex de vidro com cerca de 21 cm. Rasgue grosseiramente as fatias de pão (em pedaços não muito pequenos), coloque no pirex e verta a mistura de leite. Deixe descansar por alguns minutos, e de vez em quando empurre para baixo os pedaços de pão que subirem, de modo que o pão absorva bem o líquido. 

Bata ligeiramente os ovos e despeje sobre o pão, misturando junto as maçãs, passas e cardamomo. Coloque a forma em uma assadeira maior, com água quente até cerca de 1 dedo da borda do pirex, e leve ao forno. Asse por 45-60 minutos, ou até que, ao inserir uma faca no centro, ela saia limpa (ou quase). O centro deve balançar ligeiramente, ao sacudir a forma. Se o seu forno tiver grill, você pode deixar por um minutinho, apenas para dourar ligeiramente o topo. Sirva quente, ou mantenha na geladeira por até 2 dias (o meu durou um pouco mais, e continuou ótimo). 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Salada quente de cenoura, brócolis, batata e alho



Aproveitando que semana passada o tempo esfriou um pouco (adoooro frio), resolvi preparar uma salada de legumes, que pode ser servida quente (mas que em temperatura ambiente fica boa também). É muito fácil: pique cenouras, batatas e brócolis. Coloque na vaporeira, nessa ordem, para que fiquem prontos ao mesmo tempo: primeiro a cenoura; quando estiver na metade do tempo junte a batata; e quando tudo estiver praticamente al dente coloque o brócolis (cerca de 2-3 minutos, só para dar um susto). Retire da vaporeira e passe para uma vasilha. Tempere com sal e azeite, e polvilhe um punhado generoso de alho frito (daquele comprado pronto). Desta vez eu também coloquei um pouco de gergelim, mas é opcional. Não coloquei as quantidades aqui, pois vai depender do número de pessoas. Essa salada eu fiz para mim e meu namorado, usando 1 cenoura média, 1 batata média e 1/3 de um maço pequeno de brócolis. Ela foi parar na nossa marmita da semana passada, acompanhada de arroz integral e de uma omelete recheada com queijo minas e folhas de beterraba. Simples, mas deliciosa!

domingo, 1 de setembro de 2013

Pilaf de frango com castanhas


Segundo a Wikipédia, pilaf é um prato comum no Oriente Médio, onde o arroz é cozido em um caldo, preparado com especiarias. Pode ser feito com legumes, carne (de cordeiro, frango, boi), frutas secas e vários tipos de castanha. 

Essa receita, perfumadíssima, eu achei no livro Nigella Verão. Adaptei algumas coisas, e excluí alguns dos ingredientes mais caros, já que o salário acabou antes do mês, tais como açafrão e pinoles. Só coloquei o pistache porque tinha em casa, mas a quantidade é tão pequena que não aconselho ninguém a comprar só para preparar o prato. No lugar do açafrão, coloquei pasta de curry amarelo (que eu também já tinha em casa), mas quem quiser pode usar o curry em pó. Claro que não é o mesmo sabor, mas achei que pelo menos ficou coerente com o resto da receita. 

A recceita original, para quem se interessar, está disponível no site da Diva. Depois que eu terminei de fazer é que eu vi que o prato não levava sal: já é a segunda vez que isso acontece. Não sei se é erro de edição ou se ela prefere mesmo sem sal - para mim não rolou desse jeito... 



Pilaf de frango com castanhas
(rendimento: 3 porções)

-      200g de peito de frango cortado em tirinhas com cerca de 2x1 cm
-      100g de iogurte natural integral de consistência firme
-      suco de 1/2 limão tahiti
-      1/4 colher de chá de canela em pó
-      1/2 colher de chá de pasta de curry amarelo (aumente a quantidade se preferir mais picante)
-      2 xícaras de caldo de frango (uso o caseiro, mas pode ser do outro)
-      2 colheres de sopa de óleo de girassol
-      1 xícara de arroz basmati
-      2-3 bagas de cardamomo amassadas
-      suco e casca de 1 limão tahiti
-      30g de castanha de caju
-      30g de amêndoas em lascas
-      2 colheres de sopa de pistache sem casca
-      1 colher de chá de manteiga
-      sal e pimenta calabresa (ou dedo de moça) a gosto
-      salsinha e cebolinha picadas

Coloque os pedaços de frango em uma marinada preparada com o iogurte, o suco de limão e a canela por cerca de 1 hora. Dissolva o curry no caldo de frango aquecido.

Em uma panela com tampa, derreta a manteiga em fogo médio com 1/2 colher de sopa do óleo. Acrescente o arroz e refogue por 1 minuto. Junte o caldo de frango, as bagas de cardamomo, uma pitada de sal, pimenta calabresa, o suco e a casca do limão e deixe ferver. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar, como um arroz comum. 

Passe o frango para uma peneira, e deixe escorrer o excesso de iogurte. Enquanto isso, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio, e toste as castanhas de caju e as amêndoas, até que dourem e fiquem perfumadas. Retire as nuts, coloque um fio do óleo restante e vá fritando o frango aos poucos. O objetivo é deixá-lo bem dourado, e se você colocar tudo de uma vez ele vai acabar soltando líquido e vai cozinhar e ficar pálido, ao invés de dourar. Quando estiver bom, retire da frigideira, coloque mais um fio do óleo e outra porção de frango, até terminar.

Quando o arroz estiver cozido, tire do fogo e afofe com um garfo. Junte o frango, as castanhas, a salsinha e a cebolinha. Acerte o sal. Transfira para um prato de servir e salpique com o pistache picado.