sábado, 29 de janeiro de 2011

Panquequim facim, facim

Faço essas panquecas há muito tempo, e posso dizer que elas são MUITO fáceis! Nunca negaram fogo e dão certo todas as vezes. Sem contar que a receita é facílima (é tudo "uma"):


Panquecas Práticas:

-      1 xícara de leite (quase sempre uso o desnatado, mas pode ser do comum)
-      1 xícara de farinha de trigo
-      1 ovo orgânico ou caipira
-      1 colher de sopa de óleo
-      1 pitada de sal



Bater tudo no liquidificador. Para preparar as panquecas, use uma frigideira anti-aderente. Coloque um pouquinho de óleo na frigideira (bem pouquinho mesmo, tipo umas 3-4 gotinhas) e espalhe bem. Você só vai fazer isso na primeira panqueca, depois não precisa mais (e não vai grudar). Coloque uma concha pequena de massa e espalhe bem, para que fique bem fininha. Seja rápida, pois à medida que a panela vai aquecendo, a panqueca fica pronta bem rápido. Deixe dourar, e, usando uma espátula de silicone, solte os lados e vire a panqueca. Retire da panela e continue fazendo até a massa acabar (rende umas 10 panquecas). Prepare o recheio de sua preferência, enrole, coloque em uma travessa e despeje molho de tomate (ou molho branco, depende do recheio) por cima, e queijo parmesão ralado, se quiser. Leve ao forno para gratinar e sirva. Outra variação possível é colocar na massa orégano, chimichurri, páprica, açafrão, etc. Alguns exemplos de recheios:



- Carne moída com azeitonas, molho de tomate e manjericão;
- Frango desfiado, curry, abacaxi, passas e requeijão;
- Queijo minas ou mussarela, champignon, palmito e cheiro verde;
- Espinafre, ricota e creme de ricota;
- Escarola, mussarela ralada, passas, castanhas, requeijão.

Em vários recheios uso requeijão, creme de ricota ou de queijo minas. Mas apenas o suficiente para dar liga e facilitar na hora de enrolar.



Também é possível fazer panquecas doces. Nesse caso, tire o sal da massa e acrescente um pouquinho de açúcar. Recheie com bana, queijo e canela; maçãs, nozes e passas; doce de leite com coco; morango com raspas de chocolate; creme de laraja com cointreau, e por aí vai. Invente a sua!        

(Esqueci de fotografar quando tirei do forno. Sorry!)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

BH Restaurant Week - Imperdível!

De 14 a 27 de fevereiro acontece o BH Restaurant Week. Olha só:

"Os restaurantes participantes oferecerão menus com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar, mais R$ 1,00 para uma instituição beneficente. A 2ª. edição do Belo Horizonte Restaurant Week, que acontece de14 a 27 de Fevereiro, será mais uma oportunidade para os apreciadores da boa gastronomia degustarem excelentes opções de menus de renomados restaurantes, em diversas regiões da cidade. "

A lista de restaurantes participantes você encontra aqui. Já fui a vários deles, todos de ótima qualidade e com comida excelente. Pretendo voltar nos meus favoritos e conhecer mais alguns. Vale muito a pena!

Restaurante do mês: Inka - Cevicheria e Sushi Bar

Restaurante Inka, especializado na culinária nipo-peruana, foi inaugurado em setembro do ano passado, e eu já estava com vontade de ir desde quando eles colocaram a placa na loja, antes mesmo de inaugurar...risos. Eu me explico: é que moro lá perto, e sempre passo por ali. A ocasião perfeita apareceu em novembro, quando comemoramos 3 anos de namoro.

Lugar bacana, decoração descolada (um arraso a parede "viva" com plantas e outra com pedras portuguesas - adoro!), e comida muito gostosa! Como entrada, dividimos um "Ceviche Thai" - delicioso - e como prato principal o meu namorado pediu "Peje a La Escabeche": filé de peixe com molho escabeche, ají (pimenta) panca e arroz na cerveja negra. Eu escolhi o "Chincharrón": costela de porco caramelizada no pisco e arroz de cerveja negra. Para acompanhar, Pisco Sour. Haviam várias outras bebidas à base de pisco com combinações interessantíssimas, mas fiquei no basicão, para matar as saudades dos (muitos) piscos que tomei em uma viagem ao Chile, onde é igualmente consumido. O restaurante também serve comida japonesa no esquema self-service (os pratos peruanos e os ceviches são a la carte), mas não deu para provar. É bom que assim tenho uma desculpa para voltar... :D 

Já que eu falei do chile, e como o assunto é comida peruana, vou indicar outro restaurante especializado, para quem planeja uma viagem a Santiago: Restaurante Barandiaran, que fica no Patio Bellavista. Maravilhoso! Uma dica final: não caia na besteira de provar a Inca Kola light, que é horrivel! Vá de cerveja Cusqueña que é muiiiiito melhor...


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cookies!



Fiz essa receita de cookies para distribuir no natal, junto com uns biscoitinhos de gengibre (passo a receita depois). Já havia feito essa mesma receita em outra ocasião, com o meu sobrinho, e foi bem divertido prepará-los. São muito gostosos e macios, mas é preciso prestar atenção para não assar demais, ou ficarão ressecados. Foi o que aconteceu comigo dessa última vez, pois enquanto os biscoitos assavam aproveitei para embrulhar os presentes e me distraí...risos. Culpa do meu ajudante, que, ao contrário dos duendes do Papai Noel, só servia para fazer bagunça. =]  



A receita original está no site da Neiman Marcus, e a tradução eu peguei no site do programa Mais Você. De tempos em tempos eu recebo de alguém um e-mail com a receita, e a história de que ela foi espalhada na net como vingança por uma consumidora p* da vida,. A mulher teria pedido a receita em uma das lojas, depois de comprar um biscoito e achá-lo delicioso. Entretanto, ao receber a conta, viu que foi cobrado um valor bem alto pela dita cuja. O site da loja diz que isso não passa de lenda urbana... Lenda ou não, o danado é bem saboroso. Só uma coisa: a receita rende horrores! Eu fiz metade e consegui uns 70 cookies.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Para começar bem a semana...


Praça Gomes Freire
Mariana/MG

Muffins de maçãs ou sobre como aproveitar sobras de geladeira

Descobri, nas profundezas da gaveta de frutas da geladeira, duas maçãs esquecidas e meio amassadas. Também tinha um resto de avelãs, compradas ainda antes do natal, mais um punhado de passas que não acabava nunca. Resolvi então fazer um bolo, e procurei uma receita onde pudesse usar todos esses restinhos. Encontrei uma que prometia muito no excelente blog La Cucinetta. Como promessa é dívida, o bolinho ficou delicioso, muito macio, úmido e perfumadíssimo. Da próxima vez, duvido que as maçãs fiquem esquecidas na geladeira por muito tempo...

A receita original você encontra aqui, e a receita adaptada (mudei quase nada) segue abaixo:



Muffins de maçãs

-      1 xícara de leite desnatado
-      1 ovo orgânico ou caipira grande
-      4 colheres de sopa de manteiga sem sal
-      1 colher de chá de essência de baunilha
-      1 3/4 xícaras de farinha de trigo
-      1/2 xícara de açúcar cristal orgânico
-      1 colher de sopa de fermento em pó
-      1/2 colher de chá de bicarbonato
-      1/2 colher de chá de canela em pó
-      1/4 colher de chá de sal
-      1/4 xícara de açúcar mascavo
-      3/4 xícara de aveia em flocos grossos
-      1 1/2 maçã fuji descascada e em cubinhos (tinha 2 maçãs, mas como estavam escuras em um ponto precisei tirar um pedaço de cada uma)
-      1/2 xícara de avelãs trituradas grosseiramente no processador
-      1/3 xícara de passas escuras



Pré-aqueça o forno a 200°. Derreta a manteiga e deixe esfriar. Junte à manteiga o leite, o ovo e a essência, misturando bem com um fouet. Em outra vasilha, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela, o açúcar cristal, o sal, o açúcar mascavo (sem pelotas) e a aveia, misturando muito bem. Verta a mistura da manteiga nos secos e misture com uma espátula para que fique uniforme (não misture demais!). Acrescente as maçãs, as avelãs e as passas, misturando levemente apenas para distribuí-las. Coloque em forminhas (as minhas são de silicone, então não precisei untar ou enfarinhar) e asse por aproximadamente 20 minutos (faça o teste do palito).  Eu fiz meia receita (troquei um ovo grande por um pequeno, e não reduzi a quantidade de maçãs), usei forminhas com capacidade para 80ml e consegui 8 deliciosos bolinhos. 

E na marmita, vai o quê?

Fusilli com alho poró, abobrinha e milho

Essa é vapt vupt. Enquanto o macarrão cozinha, eu refoguei o alho poró em azeite, acrescentei a abobrinha fatiada e 2 dentes de alho, temperei com sal, pimenta e alecrim, e no final coloquei meia lata de milho verde e uma colherinha de manteiga. Despejei sobre o fusilli já escorrido, provei o sal e preparei a marmita. Por cima, parmesão ralado. Presto, prestíssimo!









Obs.: Como eu faço a comida de véspera, para esquentar no trabalho, eu escorro o macarrão um minutinho antes do tempo recomendado, quando ele está quase "al dente". Assim, no dia seguinte, ao esquentar a comida, ele estará no ponto. 

Obs. 2: Também dá para substituir o parmesão por cubinhos de queijo minas padrão. Fica muito bom! 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vamos ajudar?

Muito triste todo estrago que as chuvas têm feito. Bom, na verdade o problema não é a chuva, o problema é a sujeira que as pessoas jogam na rua e entope os esgotos, é a ineficiência do poder público em prevenir acidentes, é a destruição das matas e as construções irregulares... Tirando as chuvas, todos os outros fatores nós podemos controlar. Quem puder ajudar, procure a cruz vermelha, leve roupas, alimentos, água, cobertores nos pontos de coleta mais próximos ou faça um depósito em uma das contas abertas para ajudar os necessitados. Mas por favor, não se esqueçam dos bichinhos, igualmente vítimas dessa tragédia horrorosa, muitos abandonados, feridos, ou que perderam seus donos... Abaixo o link para duas reportagens, uma no UOL e outra na Globo, com endereços, telefones e dados bancários de entidades de proteção aos animais:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863575-voluntarios-recolhem-animais-feridos-no-rio-saiba-como-ajudar.shtml

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/apos-chuva-mais-de-150-caes-sao-resgatados-em-teresopolis.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sopa de abóbora com inspiração asiática



Estamos na época de abóbora moranga - adoro! - e o preço está super em conta: R$0,59 o quilo. Como ainda tinha na geladeira um resto do gengibre que eu comprei para fazer o chutney, resolvi preparar uma sopinha bem cremosa para mim...

Ingredientes:

-      500 gr de abóbora moranga (com casca e sementes)
-      400 ml de água (aproximadamente)
-      100 ml (1/2 garrafinha) de leite de coco  
-      1 cebola
-      1 colher de chá de gengibre ralado
-      1 colher de chá de curry
-      1 dente de alho picadinho
-      azeite
-      sal, alecrim e garam masala a gosto
-      pistache e salsinha picada para polvilhar



Descasque a abóbora, retire as sementes e pique em pedaços grandes. Descasque a cebola e pique em gomos. Coloque tudo em uma fôrma, tempere com o alecrim, um pouco do curry e um fio de azeite, e leve ao forno para assar por aproximadamente 40-50 minutos, até ficar macio. Retire e bata no liquidificador com o leite de coco e a água, até ficar na consistência desejada (quem quiser pode substituir a água por caldo de legumes ou frango). Em uma panela, coloque um pouco de azeite (ou manteiga), o alho, o gengibre, o restante do curry, e refogue um pouco. Acrescente a abóbora batida, uma pitada do garam masala e o sal, provando o tempero para que fique do seu gosto, e deixe ferver. Ao servir, pingue algumas gotas do leite de coco na sopa e faça arabescos com a ponta da faca. Polvilhe a salsinha e o pistache picado grosseiramente. O pistache foi uma contribuição de última hora e achei que ficou ótimo, melhor do que se eu servisse com croûtons!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Detalhes tão pequenos...



Comprei esse conjunto de saleiro e pimenteiro vintage em setembro do ano passado, em um bazar. Não é fofo? O mais engraçado é que outro dia estava vendo na internet umas fotos da Tery Hatcher preparando a sua ceia de natal, e vi que ela tem um conjunto igual a esse... ;-)


E na marmita, vai o quê?

Salada de Cereais, Abacaxi e Peito de Peru



Estava finalizando o post com as receitas de Ano Novo e precisei voltar ao site Panelinha para confirmar o link para o e-book, quando vi, logo na primeira tela, um novo link com uma seleção de receitas integrais. Não resisti, cliquei, e a receita que mais me chamou a atenção foi esta salada.  Primeiro por que, depois da orgia alimentar de final de ano, meu corpo implorava por algo mais saudável, e depois por que usava tudo que eu tinha sobrando na geladeira: abacaxi, limão e hortelã utilizados no doce de Natal; peito de peru e linhaça eu sempre tenho (como no café-da-manhã); e um pacotinho de Ráris que estava meio esquecido no armário... Acrescentei também o resto de passas escuras (não constam na receita original) que comprei para  usar na Farofa de Maracujá, e que casaram bem com o prato.

A salada ficou bem gostosa, um pouco molhadinha demais, mas isso foi culpa minha, que não deixei a água do arroz secar direito, e ainda espremi o abacaxi direto nos cereais, sem medir a quantidade primeiro. Para acompanhar, servi com rúcula. No outro dia, também complementei com uma omelete, e ficou muito bom!

Reproduzo a receita para facilitar, mas para quem quiser conferir in loco há inclusive um link para assistir um vídeo com a Chef Rita Lobo preparando a salada.

Ingredientes:

-          1 xícara de Ráris (7 cereais integrais)
-          3 1/2 xícaras de água
-          1 colher de sopa de suco de limão
-          2 colheres de sopa de sumo de abacaxi
-          3 colheres de sopa de azeite de oliva
-          2 colheres de sopa de hortelã picada
-          4 fatias de abacaxi
-          2 colheres de sopa de farinha de linhaça torrada
-          1/2 xícara de peito de peru em cubinhos (usei do fatiado mesmo, picadinho)
-          sal a gosto
-          passas escuras a gosto (opcional)

Modo de fazer:

Ferva a água e acrescente os cereais. Abaixe o fogo e deixe cozinhar, com a tampa entreaberta, até a água secar. Desligue o fogo e reserve. Em uma tigela misture o suco de limão, o sumo de abacaxi (esprema uma das fatias e descarte o bagaço – usei um espremedor de batatas), o azeite, o sal e a hortelã. Junte aos cereais cozidos e misture bem. Acrescente o abacaxi restante picado em cubinhos, o peito de peru, as passas e a farinha de linhaça. Pelo que entendi, a receita deve ser servida fria, mas eu preferi comer quente, e, para o meu gosto, ficou melhor assim...

Obs: a receita fala em farinha de linhaça torrada. Como o pacote que eu tinha em casa não falava nada sobre isso, resolvi dar uma torrada na frigideira. Entretanto, não achei que alterou em nada o sabor... Na verdade, nem senti o gosto de linhaça, então imagino que tenha sido incorporado mais para aproveitar os seus benefícios.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Chutney de Manga

Como estamos em plena época de mangas, eu me empolguei no sacolão (isso acontece bastante) e comprei mais frutas do que eu poderia consumir. Sobraram duas coitadas, imensas, que já começavam a passar do ponto. Calhou de, na mesma época, acabar o potinho de chutney que eu adoro, e ao comprar um novo descobri que o preço estava extorsivo. Pronto, pensei, já sei que destino dar às mangas!

Fuçando os meus livros, encontrei duas receitas: uma no livro da Dona Benta e outra no livro Saladas e Bufês Frios, da mesma coleção daquele de risottos. As receitas eram similares, com basicamente os mesmos ingredientes. O que desempatou foi a quantidade de açúcar utilizado em cada uma delas – que no caso do livro da Dona Benta era quase CINCO vezes maior! Optei então pelo outro livrinho (sua estréia na minha cozinha, embora já o tenha há um bom tempo), torcendo para que fosse tão bom quanto o de risottos.

Só para variar, adaptei um pouco a receita, incluí alguns temperos por minha conta, como o garam masala e a canela, e mudei algumas quantidades, para adequá-las ao meu gosto pessoal. No final, precisei acrescentar mais 1 colher de sopa de açúcar, além do que a receita previa, pois achei que faltou. Mesmo assim, economizei muitas calorias em relação à outra receita, que levaria pelo menos uma xícara a mais...



Ingredientes (receita já adaptada):

-          2 mangas haden (de tamanho médio para grande) picadas
-          250 ml de vinagre de maçã
-          150 gr de passas (usei das escuras e claras)
-          1 cebola pequena ralada
-          1 dente de alho picadinho
-          ¼ xícara de açúcar mascavo
-          1 colher de sopa de açúcar refinado
-          1 colher de sopa de gengibre ralado
-          6 cravos
-          1 pau de canela (pequeno)
-          1 pitada de garam masala
-        1 pimenta malagueta (o certo seria dedo de moça, mas não encontrei)

Despeje a manga e metade do vinagre em uma panela de aço inox, e deixe ferver até amaciar, mexendo de vez em quando para não grudar. Acrescente os demais ingredientes e deixe cozinhar lentamente, mexendo de vez em quando, por aproximadamente 1 hora (essa era a indicação da receita, no meu caso, o vinagre secou bem antes de uma hora, então eu coloquei um pouco de água, e deixei cozinhar até ficar no ponto, o que deve ter levado no máximo uns 40 minutos).



É meio difícil fotografar uma "coisa amarelada e pastosa" (principalmente para mim que estou entrando agora no mundo dos food blogs), mas vai por mim, ficou muito bom! Achei melhor ainda quando fiz as contas: o quilo da manga estava R$2,00, o litro de vinagre custou R$3,50, as passas escuras e claras eu já tinha em casa, mas 100 gr custam, respectivamente,  R$1,10 e R$2,00, o gengibre eu comprei por R$0,50 (R$3,99 o quilo!), e as especiarias eu já tinha em casa... Jogando para cima, eu gastei uns R$7,00 para fazer esta receita, que rendeu mais ou menos 3 potinhos desse de geléia, com 320gr cada um... Tá bom ou quer mais?

PS: aproveitei para fazer um sanduíche e usei o chutney para provar. Fiz assim: peguei um pão sírio, passei um pouco de creme de ricota, coloquei 2 fatias de mussarela (não adianta, não consigo escrever muçarela - eca!), 2 fatias de lombinho canadense, o chutney de manga e rúcula. Dobrei no meio e deixei na frigideira antiaderente, só até o queijo derreter... Nham!




domingo, 9 de janeiro de 2011

Para começar bem a semana...


Pôr-do-sol em Tigre/Argentina, às margens do delta. 

Bolinhos de Avelã



Tenho um sobrinho de 5 anos que eu adoooro, e uma vez por semana, pelo menos, ele fica aqui comigo. Acontece que o apelido do danado é Tsunami, e não é à toa... A única coisa que o faz sossegar um pouco é quando vamos para a cozinha preparar alguma receita, principalmente bolo. Quando digo acalmar, na verdade, estou sendo otimista, pois a cozinha fica como se tivesse passado um furacão! Se é para peneirar a farinha, ela cai para todos os lados, MENOS dentro da tigela, se peço para me ajudar com o batedor (não tenho batedeira, uso aquele fouet acoplado ao mixer), ele de repente se transforma no Maníaco do Fouet (tipo o cara do Massacre da Serra Elétrica, saca?), e quanquer ingrediente que eu acrescento ele sempre mete o dedo na massa para saber como ficou...risos. Em tempo: comi massa de bolo a minha infância inteira e nunca me aconteceu nada, eu sei que tem gente que tem horror a isso, mas lá em casa ninguém faz essa celeuma...



O resultado esperado seria que os bolos desandassem, mas até hoje só um deu errado. Meu namorado brinca que ficam até mais gostosos quando o meu sobrinho me ajuda :D. Já fizemos vários sabores, depois vou postando aqui as receitas. Hoje preparamos bolinhos de avelãs e biscoitos de gengibre. A massa dos biscoitos era sobra dos que eu fiz no Natal e que estava congelada (depois passo essa receita também).

A receita, italiana, veio do livro Trattoria, de Patrícia Wells, é muito simples e o preparo me lembra o de um muffin. O certo seria fazer em uma forma única, mas prefiro usar forminhas de cupcake, assim posso sair distribuindo os bolinhos, ou também congelar individualmente, para comer quando bater aquela vontade.




Bolinhos de Avelã (Torta di Nocciole)
Do livro Trattoria - Patricia Wells


  • 150 gr de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 250 gr de açúcar baunilhado (usei açúcar de confeiteiro, era o único que eu tinha)
  • 3 ovos orgânicos ou caipiras grandes, separados, em temperatura ambiente
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 125 gr de avelãs torradas e picadinhas
  • 265 gr de farinha para bolos*
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de cacau em pó
  • 1/4 colher de chá de sal
Pré-aqueça o forno a 180°. Na batedeira (usei o batedor do mixer), bata a manteiga em creme com 200gr do açúcar, até ficar leve e fofo, Junte as gemas de ovo, uma a uma, batendo bem após cada adição. Acrescente a essência de baunilha e as avelãs. Reserve.

Em uma tigela à parte, peneire a farinha, o fermento, o cacau e o sal. Depois, peneire novamente sobre a massa de avelãs, mexendo de baixo para cima. A massa vai ficar bem firme, quase como a de biscoito (foto acima).

Bata as claras em neve e junte o restante do açúcar (acrescente aos poucos). Junte à massa e misture com uma espátula até que não apareçam pontinhos brancos. Despeje em uma fôrma de 23cm, untada e enfarinhada, alise a superfície e deixe assar por aproximadamente 40 minutos (faça o teste do palito).

Eu fiz meia receita, e usei 2 ovos pequenos. Distribuí a massa em forminhas de cupcake com capacidade para 80ml e consegui 8 deliciosos bolinhos. O cheiro é maravilhoso! Aproveito para repassar a dica final da autora: "não tenha a tentação de embelezar esse bolo simples com glacê ou açúcar de confeiteiro. No final, você vai ver que ele é perfeito do jeito que é."



* Farinha para bolos: coloque 2 colheres de amido de milho na xícara padrão e complete com farinha de trigo. Há quem coloque 1/4 de xícara de amido de milho e 3/4 de xícara de farinha de trigo. Faça isso em tantas xícaras quantas forem necessárias na receita. 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Detalhes tão pequenos...


Dia 06/01 é Dia de Reis, dia de guardar toda a tralha do Natal. Sem problemas. Enquanto tem gente que vai encaixotar meia tonelada de bonecos, bolas, luzinhas, etc, eu só precisei tirar o enfeite da porta, e pronto! Não tenho esse hábito (talvez porque more sozinha e não tenha filhos) de decorar a casa toda, mas nada contra, viu? Acho até que fica muito bacana. Meu enfeite (bonitinho, né?) vai hibernar nas profundezas do armário de onde só sairá em dezembro...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E na marmita, vai o quê?

Carne de Sol Com Pimentão, Purê de Abóbora e Arroz



Essa carne de sol, vinda diretamente de Montes Claros, estava há alguns meses no meu congelador, esperando uma ocasião para ser devorada. Quando abri a geladeira e vi que também havia abóbora moranga dando pinta por lá, resolvi que era a ocasião perfeita. Como já eram 21:00 de uma quarta-feira, não dava para inventar muita moda e, em todo caso, o básico sempre vai bem. Não tenho exatamente uma receita para passar, pois fiz tudo no olho: piquei a carne em cubos e refoguei com os pimentões também em cubinhos (que haviam sobrado da Torta de Liquidificador), alho picadinho, salsinha e voilá! Rápido e rasteiro. Lembrando que não precisa temperar, a carne já vem salgada (essa carne, mais especificamente, já vem na medida certa, também não precisa dessalgar).

O purê também é mole (literalmente): enquanto refoga a carne, cozinhe a abóbora. Escorra bem, amasse (estava tão cozidinha que usei um garfo, mas você também pode usar um mixer, ou moedor de batatas). Leve de volta à panela com uma colherinha de manteiga e leite até dar o ponto, Se quiser, também pode colocar queijo ralado. Temperei com curry e sal.  Já fiz uma vez acrescentando gengibre ralado e uma banana amassada, e gostei do resultado, que ficou mais adocicado.

Servi com arroz branco, mas penso que ficaria uma delícia um arroz com alho e brócolis... Para dar um toque de glamour na marmita, finalize polvilhando salsinha picada. Minha marmita é um "loosho", viu? :D


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Três pratos, muitas fotos

Depois de passar vergonha nesse post, peguei a câmera emprestada do meu namorado e tirei muitas fotinhas dos pratos que preparei para o Ano Novo. Comemoramos no apartamento de amigas, que possuem uma vista MARA, e eu fiquei encarregada de preparar três pratos: um antipasto de entrada, uma farofa para acompanhar o prato principal, e uma sobremesa (não reparem nas travessas, a berinjela e a farofa estavam em potinhos para viagem):

Antipasto de Berinjela



Eu sei, eu sei, todo mundo tem a sua receita favorita de antipasto, e comigo não seria diferente. O que acho mais fácil na minha receita é que faço tudo no forno.

Ingredientes:

-      2 berinjelas
-      1 pimentão vermelho
-      1 pimentão amarelo
-      1 pimentão verde
-      2 cebolas
-      2 dentes de alho bem picadinhos
-      Uvas-passas escuras a gosto
-      Nozes, azeitonas, champignon, passas claras, ou o que mais você tiver na geladeira e achar que vai combinar
-      Louro, orégano, tomilho, sálvia, alecrim e sal para temperar (ou o seu tempero favorito)
-      Azeite extra-virgem

Picar a berinjela, os pimentões e a cebola em cubinhos ou pequenas tiras, acrescentar o alho, as passas, as azeitonas (e o que mais você quiser), temperar à vontade e regar com um fio generoso de azeite. Deixar assando em forno médio (180°), e mexer a cada 30 minutos. Se achar que está ficando muito seco, pingar um pouco de água. Depois de pronto, deitar novo fio de azeite. No meu forno mequetrefe, levou quase 2 horas para assar e ficar no ponto. Combina maravilhosamente bem com coalhada seca ou homus, que eu comprei no Empório Árabe e Delikatessen Coisas D’Hana, que fica no Mercado Central de BH (delicioso, recomendo!). Como rende muito, eu já experimentei congelar, e não tive problemas.


Farofa de Maracujá com Castanha-de-Caju



Foi a primeira vez que eu fiz esse prato, e pretendo repetir. Encontrei a receita no e-livro Receitas de Natal, disponibilizado gratuitamente no site Panelinha (há outros disponíveis, baixei todos!), e achei que combinou muito bem com as carnes servidas na ceia (salmão assado e peito de peru). Não fiz nenhuma grande adaptação, apenas reduzi um pouco a quantidade de farinha, que achei excessiva, incluí alecrim e  acrescentei salsinha no final. Reproduzo para facilitar, mas a receita original você encontra na página 62 do livro.



Ingredientes:

-      2 maracujás azedos
-      100 gr de manteiga
-      1/2 xícara (chá) de bacon em cubinhos
-      2 cebolas médias em fatias finas
-      500 gr de farinha de mandioca (usei 400 gr)
-      1/2 xícara (chá) de uvas-passas pretas
-      1 xícara (chá) de castanhas-de-caju
-       sal e pimenta-do-reino moída a gosto (temperei também com alecrim, e coloquei salsinha no final)

Corte os maracujás ao meio e passe a polpa por uma peneira. Reserve o suco e as sementes. Numa panela, coloque a manteiga e o bacon e leve ao fogo médio. Acrescente a cebola. Quando o bacon começar a dourar, junte as sementes do maracujá, o alecrim (usei desidratado) e refogue rapidamente.  Junte a farinha de mandioca (não coloquei tudo que a receita pedia, prefiro a farofa mais molhadinha), as passas, as castanhas-de-caju e misture bem. Regue com o suco de maracujá e deixe cozinhar por mais alguns minutos, mexendo sempre. Tempere com sal, pimenta e salsinha picada.


Pavê de Frutas Vermelhas



Inicialmente eu pensei fazer uma Torta de Cerejas que vi aqui e aqui. Depois resolvi fazer um pavê e encontrei no blog Quiche de Macaxeira uma receita de Pavê de Cerejas, coincidentemente feita no Reveillon. Como eu já tinha na geladeira cerejas e amoras compradas no sacolão, além de quase meio vidro de geléia de framboesas, resolvi comprar morangos e fazer um Pavê de Frutas Vermelhas. Fiz várias pequenas adaptações: preparei uma geléia caseira, misturei com a que eu já tinha, e acrescentei às frutas picadas, em vez de usar separadamente na montagem. Para não desperdiçar, usei a clara, que foi batida em neve e acrescentada ao chantilly, que foi sugerido, mas não utilizado na receita original.

Além disso, troquei as nozes por amêndoas picadas (queria ter colocado em lâminas, mas não achei para comprar). Entretanto, dei bobeira em uma coisa: como só achei amêndoas inteiras com casca, triturei grosseiramente no processador para usar. Depois, sei lá por quê, resolvi dar uma passadinha na frigideira para torrar um pouco, mas aí a casca ficou seca, e já não dava para tirar direito pois as amêndoas estavam trituradas (se arrependimento matasse :$). Resolvi então reduzir bastante a quantidade de amêndoas, para que não atrapalhasse na hora de comer. Da próxima vez, só faço se achar a dita cuja sem pele, em lâminas ou lascas. Finalmente, como não saiu muito suco das cerejas ao picar, optei por misturar ao leite um pouquinho de essência de amêndoas para aromatizar.

Outra coisa é que eu achei 300 gr de cerejas (ainda que pesadas já sem as sementes) muito pouco para aquela quantidade de ingredientes... Comprei 300 gr de cada fruta, e ainda achei que poderia ter colocado mais frutas... A receita original está aqui e a adaptação abaixo. Anota aí e se joga no pavê, pois ficou muito gostoso!



Ingredientes:

-          1 ovo orgânico ou caipira (gema e clara separadas)
-          2 latas de leite condensado
-          2 medidas de leite a partir da lata de condensado + 1 xícara (aproximadamente) para umedecer os biscoitos
-          1 colher de sopa de manteiga
-          2 colheres de sopa de amido de milho
-          1 colher de sopa de essência de baunilha
-          1/2 colher de sobremesa de essência de amêndoas
-          300 gr de cerejas frescas (pesadas com as sementes)
-          300 gr de amoras frescas
-        300 gr de morangos frescos (pesados com os cabinhos)
-        150 gr de geléia de framboesa
-        1 colher de sopa de vodca Absolut Berri Açaí (opcional)
-          150 gr de chocolate meio-amargo ralado
-          2 pacotes de biscoito champagne
-          500 ml de creme de leite fresco bem gelado
-          5 (3 + 2) colheres de sopa de acúcar de confeiteiro (usadas separadamente)
-          Amêndoas sem pele em lâminas ou lascas

Para preparar o creme, misture em uma panela o leite condensado, as duas medidas de leite, o amido de milho, a gema e a manteiga. Levar ao fogo até engrossar e começar a ferver. Desligue o fogo e acrescente a essência de baunilha. Reserve.

Bata a clara em neve, acrescente 3 colheres de sopa do acúcar de confeiteiro e bata novamente até firmar. Bata o creme de leite (beeeem gelado) em chantilly, até obter picos firmes, acrescente as claras em neve e bata mais um pouco para misturar. Reserve. Se achar que precisa mais doce é só colocar mais acúcar, mas lembre-se que o creme de leite condensado já fica bem doce, e essa camada serve para equilibrar.

Pique as frutas ligeiramente (separe algumas das mais bonitas para decorar). Coloque 1 xícara das frutas em uma panelinha e leve ao fogo com as 2 colheres restantes de açúcar (ou mais, se quiser, lembrando novamente que o creme já fica bem doce) e 1 colher de Absolut Berri Açaí (coloquei por que me deu vontade, e por que achei que fosse combinar). Leve ao fogo até começar a engrossar, acrescente a geléia de framboesa, deixe ferver mais um pouco e desligue. Misture às frutas picadas e reserve.



Montagem:

Despeje em um prato fundo a xícara restante de leite e a colherinha de essência de amêndoas. Vá mergulhando os biscoitos champagne e disponha-os no fundo do recipiente do pavê (usei uma travessa bem funda, como podem ver na foto). Não deixe o biscoito encharcar e, se o leite acabar, complete com mais. Por cima, uma camada do creme de leite condensado. Depois, uma camada com as frutas picadas misturadas com a geléia. Cubra com o chantilly, polvilhe com uma camada fina de chocolate ralado e por cima as amêndoas. Repita as camadas - biscoitos umedecidos, creme, frutas, chantilly, chocolate e amêndoas – no meu caso, deu para fazer tudo 3 vezes (exceto pelas amêndoas, que só coloquei 2 vezes). A última camada será de chocolate ralado. Decore com as frutas inteiras e leve à geladeira por pelo menos 4 horas. A receita original diz que o melhor seria fazer de véspera, mas fiz no dia mesmo. Ficou muito bom!!!! E o melhor, segundo meu namorado, é que não é enjoativo, por isso dá para comer e repetir sem problemas. :D

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para começar bem a semana...

Estava assistindo à posse da presidenta na TV e me lembrei de uma viagem à Brasília. Cidade boa, agradável e hospitaleira, vale a pena conhecer a nossa capital...




Fotos tiradas no interior da Catedral Metropolitana. No detalhe, os anjos de Alfredo Ceschiatti.




Abaixo, o "céu azul de nuvens doidas", como diz aquela música do Natiruts.