sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bolo de maçãs delicioso e prático (suja só uma vasilha!)

Esse bolo eu fiz para levar ao trabalho, para um café da manhã natalino que fizemos no dia 23. Preparei na véspera, na maior correria, pois já estava tarde. Eu ia fazer outro bolo, e na última hora mudei de ideia e escolhi esse porque tinha um monte de maçãs na geladeira, que eu havia comprado para fazer um chutney (passo a receita depois) e também pela praticidade, porque sujava uma única vasilha e tinha uma só instrução: mexer tudo...rs. 

Ah! A receita é de um livrinho fofo, chamado Bom Dia Trancoso!, de Sandra Marques, mãe da chef Morena Leite. O bolo fica uma delícia, é bom demais da conta (para usar uma expressão tipicamente mineira), e super úmido, por conta da quantidade de maçãs. Eu polvilhei açúcar em cima para decorar mas nem adianta, em poucos minutos o açúcar desapareceu, por conta da umidade. Ademais, é um bolo que não precisa de nenhum complemento. Usei, em substituição às passas claras da receita, umas passas vermelhas, enormes, que encontrei no supermercado. Nunca havia visto antes desse tipo, e achei show. Se você encontrar na sua cidade, recomendo. Finalmente, em relação às maças, como eu estava com pressa, não descasquei como a receita pedia. Lavei, parti em 4, retirei as sementes e fui ralando com casca e tudo, até sobrar só um pedaço de casca na  mão, que aí sim eu descartei.


Bolo de Maçãs

-      4 xícaras de maçãs raladas sem a casca - no meu caso, foram 3 maçãs grandes.
-      1 xícara de passas claras (usei as vermelhas que mencionei acima)
-      1 xícara de nozes trituradas (piquei grosseiramente)
-      1/2 xícara de óleo
-      2 xícaras de farinha de trigo
-      1 1/2 xícara de açúcar demerara (coloquei 1 1/4, as maçãs estavam bem doces)
-      2 ovos
-      1 pitada de sal
-      1 colher de sopa de canela em pó
-      1 colher de sopa de essência de baunilha (omiti)
-      1 colher de chá de bicarbonato de sódio
-      1 colher de sopa de fermento em pó

As instruções são dificílimas: misture tudo em uma vasilha, até ficar com uma massa homogênea. Verta em uma fôrma untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar por 40 minutos em forno pré-aquecido em temperatura média. Eu não fiz nada disso, minha fôrma é de silicone, por isso coloquei a massa direto, sem untar e polvilhar. No meu forno mequetrefe levou quase uma hora para assar, e não recomendo fazer o teste do palito, pois a massa fica tão úmida que o palito não saía seco nunca...rs. O que não quer dizer também que saía com pedaços de massa agarrados, ok? O livro não especifica o tamanho da fôrma, então eu usei uma de 21 cm, mas não ficou cheia, então creio que poderia utilizar uma de 18cm também... 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Compota rápida de cerejas e balsâmico


Chegou, finalmente, a época das cerejas! O preço já está abaixando, e eu mal comecei o festival... ;) Eu nunca fui fã daquele alien-vermelho-radioativo chamado cereja ao marasquino, mas depois que provei cerejas DE VERDADE pela primeira vez, é que eu vi como aquilo era horroroso! Essa compota é infinitamente superior, não é enjoativa, a cereja tem gosto de cereja, e leva muito menos açúcar do que a outra.

Essa compota maravilhosa é uma receita de Alice Waters, que eu vi ano passado no La Cucinetta (meu blog favorito), e esperei o ano inteiro para preparar. Ah! Como valeu à pena... Faz aí e depois me conta. Comi com iogurte, mas já imagino sobre uma cheesecake, ou um sorvete, ou como recheio de torta, quem sabe até com uma carne, porque não?

Compota Rápida de Cerejas com Balsâmico
(adaptado daqui)

-      1kg de cerejas
-      1/4 de xícara de açúcar (usei demerara)
-      2 - 3 colheres de chá de vinagre balsâmico (troquei por crema di balsamico)
-      1 colher de chá de kirsch (não tinha, usei uma Absolut Vanilla)

Lave as cerejas em água corrente, retire os cabinhos e descarte as que estiverem passadas. Distribua em camada única, em uma panela de fundo grosso, e polvilhe o açúcar. Leve ao fogo alto, sacudindo a panela de vez em quanto, ou misturando devagar com uma colher de pau (sem esmagar as cerejas). Faça isso por 5 minutos, ou até que o açúcar tenha derretido e as cerejas estejam ligeiramente macias. No final do tempo, você vai ver que se forma um líquido escuro e espesso no fundo da panela. Nessa hora, coloque o balsâmico, a vodca e sacuda por mais 30 segundos. Desligue o fogo, transfira o conteúdo para uma vasilha (raspando bem a caldinha) e deixe que esfrie e libere o vapor antes de levar para a geladeira. Eu não fiz isso e achei que as cerejas murcharam um pouco. Mas ficou tão bommmm....

Mousse de Salmão

E aí? Como foi o seu Natal? O meu foi ótimo, é sempre bom rever os primos, tios, agregados, gosto da bagunça que vira, todo mundo fala ao mesmo tempo e tira sarro um do outro na minha família... Também fui almoçar  com a família do meu namorado, e o pessoal de lá é super animado. Enfim, conversei, ri, comi, ganhei presentes e carinho... tem coisa melhor?

Essa mousse de salmão foi uma das receitas que preparei para o Natal (depois vou postando o resto). A receita é do Panelinha, e todo mundo adorou! Só tenho 2 observações a fazer... Primeiro, pense em algo para decorar, pois a mousse fica bem clarinha, e, embora gostosa, precisa de um UP no visual. Eu não tinha em casa nenhuma erva fresca para decorar, então improvisei com um pouco de salsinha, cebolinha e gergelim escuro, mas acho que, se tivesse pensado nisso antes, poderia ter feito uma produção mais caprichada. Segundo, embora todo mundo tenha adorado, o meu eu perfeccionista achou o gosto da maionese um pouquinho evidente. Da próxima vez, reduziria um pouco a quantidade de maionese e aumentaria, proporcionalmente, a quantidade de creme de leite.



Mousse de Salmão
(daqui)

-      300gr de filé de salmão
-      2 xícaras de chá de maionese light
-      1/2 xícara de chá de creme de leite sem soro
-      1 colher de sopa de mostarda
-      1 colher de sopa de catchup
-      1 colher de sopa de molho inglês
-      1 colher de chá de sal
-      1 1/2 envelope de gelatina em pó sem sabor
-      1/2 xícara de chá de água quente
-      1 colher de sopa de suco de limão
-      1 cebola média ralada (eu nem me dei o trabalho de ralar, já que ia bater tudo no liquidificador)

Com uma faca afiada, retire a pele do salmão. Leve uma panela com água ao fogo para aquecer e, antes de ferver, abaixe o fogo e acrescente o salmão, deixando cozinhar pro aproximadamente 8 minutos, para que a carne fique cozida, porém ainda macia. Enquanto o peixe cozinha, misture a gelatina à 1/2 xícara de água quente e mexa até dissolver. Reserve. 

Quando o peixe estiver no ponto, retire da água com uma escumadeira e bata no liquidificador com todos os outros ingredientes (menos a gelatina), por 1 minuto, para que fique um creme homogêneo. Em seguida, acrescente a gelatina e bata por mais alguns segundos. Transfira para uma fôrma de pudim e leve à geladeira por, pelo menos, 6 horas, ou até que fique consistente. Desenforme, passando uma faquinha (com cuidado) pelas laterais, vire sobre um prato e decore. Sirva com torradinhas, pão sírio, grissinis, pão sueco, etc...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Bolo de especiarias com grapefruit e um ano de blog!


Parabéns para mim, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida.... Êêêêêeeee! Nem acredito que o blog já tem um ano! Parece que foi ontem... Queria fazer uma comemoração mais tchananam, mas final de ano, já viu, né? Bom, oportunidades não vão faltar, tenho certeza. 

Enquanto isso, deixo vocês com esse bolo de especiarias com grapefruit. Eu nunca havia provado essa fruta antes, e quando vi no supermercado, resolvi comprar. Minha primeira ideia era fazer essa salada da Martha Stewart, mas quando provei a grapefruit, fiquei horrorizada com o quão azeda era! Sério, mais azeda que limão, sem chance de comer crua. Como não gosto de jogar nada fora, encontrei, no mesmo site, esta receita de bolo. 

O bolo em si ficou muito bom, muito fofo e super saboroso, um dos melhores que já fiz, em minha opinião. A grapefruit, entretanto, continuou bem azedinha, e acho que na próxima vez eu tentaria substituir por outra fruta, tipo abacaxi, maçã ou pêra (frutas que combinam com especiarias). De qualquer forma ficou muito bom, é um bolo para se repetir... 

Bolo de Especiarias com Grapefruit
receita adaptada daqui

-      8 colheres de sopa de manteiga
-      3/4 de xícara de açúcar mascavo claro
-      1 grapefruit média
-      1 1/2 xícara de farinha de trigo
-      1 1/2 colher de chá de fermento em pó
-      1 colher de chá de canela em pó
-      3/4 colher de chá de gengibre em pó
-      1/2 colher de chá bicarbonado de sódio
-      1/4 colher de chá de garam masala
-      1/2 xícara de açúcar demerara
-      2 ovos grandes, orgânicos ou caipiras
-      1 colher de chá de extrato de baunilha
-      1/2 xícara de leite semi-desnatado

Pré-aqueça o forno a 180°. Em uma forma de 23cm, coloque 3 colheres de manteiga e leve ao forno tempo suficiente para a manteiga derreter. Retire a forma do forno e espalhe uniformemente 1/2 xícara do açúcar mascavo sobre a manteiga. Descasque a grapefruit, removendo toda a parte branca, fatie e espalhe sobre o açúcar. Reserve.

Em uma tigela, misture a farinha, o fermento, a canela, o gengibre, o bicarbonato e o garam masala. Em outra tigela, usando a batedeira, bata a manteiga restante até ficar fofa. Acrescente o restante do açúcar mascavo e o açúcar demerara e bata até misturar bem. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Alternadamente, acrescente os ingredientes secos e o leite, começando e terminando com os secos, batendo para misturar. Despeje a mistura na forma, sobre a grapefruit, e asse por aproximadamente 45 minutos (faça o teste do palito). Retire do forno e espere 5 minutos para desenformar (foi muito fácil só virar o bolo). Sirva morno ou em temperatura ambiente.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Risoto de Tomate

Outra receita deliciosa de Tessa Kiros. Preparei mais para aproveitar uma lata de tomates e um resto de arroz carnaroli que estavam próximos do vencimento, e o resultado me surpreendeu! Fiz algumas (pouquíssimas) adaptações, mais para adequar ao que eu tinha em casa, e pretendo repetir o prato muitas vezes, tão gostoso que é (hummmm... a mussarela derretida a cada garfada é qualquer coisa!). Tessa também ensina uma receita de Arancini, que são bolinhos feitos com sobras de risoto, mas isso é assunto para outro post...



Risoto de Tomate
um nadinha adaptados>>> daqui

Caldo:
-      1/2 cebola roxa descascada
-      1 cenoura pequena descascada
-      1 folha de alho poró pequena
-      3 cabos de salsinha
-      1/2 tomate pequeno
-      5 xícaras de água
-      sal
Risoto:
-      4 colheres de sopa de azeite de oliva, mais um pouco para servir
-      1/2 cebola roxa picada finamente
-      2 dentes de alho descascados e inteiros
-      pitada de pimenta calabresa (opcional)
-      1 xícara de arroz carnaroli
-      1 lata de tomates pelados, amassados grosseiramente
-      folhas de manjericão à gosto
-      1/4 xícara de queijo grana padano, mais um pouco para servir
-      2/3 de xícara de mussarela de búfala fresca (aquela que vem em bolinhas, na água)

Prepare o caldo de legumes caseiro: em uma panela, coloque a água e os demais ingredientes. Salgue à gosto e  deixe ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por 30 minutos. Mantenha em fogo bem baixo, para ficar sempre aquecido enquanto você faz o prato.

Vamos ao risoto: aqueça o azeite em uma panela de fundo grosso. Refogue a cebola e o alho em fogo médio-baixo por 5 minutos, ou até dourar ligeiramente. Acrescente a pimenta calabresa e o arroz, e mexa por mais 1 minuto. Adicione metade da lata de tomates (já amassados), metade do manjericão e 1 1/2 xícara do caldo quente. Abaixe o fogo e deixe cozinhar, mexendo sempre, por 10 minutos. Acrescente o restante dos tomates e mais 1 xícara do caldo, mexendo. Quando secar, coloque mais caldo, e continue mexendo, até que o risoto esteja al dente. Se o caldo acabar e ainda não estiver no ponto, coloque um pouco de água quente (no meu caso, não foi necessário, até sobrou um pouco). 

Desligue o fogo, retire os dentes de alho, acrescente o queijo grana, a mussarela rasgada em pedaços, o restante do manjericão, tampe e deixe descansar por uns 5 minutinhos, para os queijos derreterem. Ao servir, acrescente um fio de azeite.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bolo de Mel

Eu adoro agradar as pessoas que eu amo! E quer coisa melhor do que levar para essa pessoa algo que você mesma fez? Por isso eu gosto de artesanato e de culinária... Esse natal vou tentar fazer umas caixas bem bacanas, e encher de biscoitinhos para presentear. Se der certo mostro aqui o resultado. 

Mas voltando aos agrados, resolvi fazer um bolo para o meu Paizão umas semanas atrás, e escolhi uma receita de bolo de mel, que a minha irmã me passou há alguns anos, quando ela morou na Bahia (acho que o bolo era feito na pousada, não me lembro mais). Olhando a receita, parece que está faltando (ou sobrando) alguma coisa, as medidas são meio estranhas, mas o bolo fica bom. Só achei que da primeira vez  ficou muito doce, por isso resolvi cortar um pouco do açúcar nessa versão. Como o meu pai AMA pão de mel, acrescentei uma cobertura durinha de chocolate (amargo, para equilibrar). Foi um sucesso! E rende um bolão, ou dois bolos menores, o que é ideal para presentear. Ah! Ainda por cima é de liquidificador... Precisa falar mais alguma coisa?

PS: Desculpe a foto trash... Fotografar chocolate amargo, à noite, foi osso...risos. Também não deu para tirar a foto de uma fatia, para mostrar a textura, já que o bolo foi presente, néam?


Bolo de Mel

-      1/2 lata de leite condensado (originalmente era uma lata, coloquei metade e da próxima acho que reduziria ainda mais, para tipo 1/3 da lata)
-      1 xícara de mel
-      1 lata de leite
-      1 colher de sopa de canela em pó
-      1 colher de sopa de cravo
-      2 colheres de chá de fermento em pó
-      1 colher de chá de bicarbonato
-      3 xícaras de farinha de trigo
Cobertura (opcional):
-      70gr de chocolate amargo 74% de cacau
-      leite para diluir
-      amêndoas em lascas para decorar

Pré-aqueça o forno a 180°. Bata no liquidificador o leite condensado, o leite e o mel. Acrescente os demais ingredientes, exceto o fermento e os cravos, que devem ser colocados no final, sem bater (apenas misture). Leve para assar em uma fôrma grande ou duas pequenas, untadas, por aproximadamente 40 minutos (faça o teste do palito). Espere esfriar antes de desenformar. 

Prepare a cobertura: derreta o chocolate em banho maria ou no microondas e vá pingando o leite, apenas para diluir o chocolate. Aí depende de você: como eu queria uma cobertura mais firme, para dar aquela ideia de um "pão de mel gigante", usei bem pouco leite, só mesmo o suficiente para o chocolate não ficar muito duro, e para ajudar a espalhar sobre o bolo. Se você quiser uma cobertura mais cremosa, sugiro fazer uma ganache, misturando o chocolate derretido com creme de leite. Decore com as amêndoas e faça feliz uma pessoa querida! 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Para começar bem a semana...


Edifício Sorocabana, exemplo de arquitetura européia, sempre presente na cidade de Montevidéu - Uruguai

Quiche Semi-Integral de Legumes



Só digo uma coisa: FAÇA essa quiche em casa! Ficou muito boa, é super prática e comporta inúmeras variações, de acordo com o seu gosto e com o que estiver dando sopa na geladeira. A receita da massa eu tirei do livro Delícias Vegetarianas, de Letícia Maria Horta de Melo. O livro não foi impresso por uma editora (pelo menos não tem o nome de nenhuma) e eu comprei há vários anos em um restaurante natureba daqui de BH, o Mandala (quem não conhece, recomendo). É um livro bem básico, com comidinhas caseiras, do tipo comfort food. Depois posto outras receitas, são todas muito gostosas e fáceis de fazer.

Essa massa de quiche eu escolhi porque levava farinha integral e pouca manteiga, em relação à massa brisée tradicional. Foi o suficiente para uma forma de 28cm de diâmetro com 3cm de altura, e ainda sobrou um bocado, que congelei para usar em outra ocasião. O recheio saiu de improviso, da minha cabeça mesmo, com os legumes orgânicos que tinha em casa... Queria ter feito com leite, mas só vi na hora que tinha pouco, por isso completei com uma caixinha de creme de leite light. Vamos à receita?

Quiche Semi-Integral de Legumes

-      2 xícaras de farinha de trigo branca
-      1 xícara de farinha de trigo integral
-      6 colheres de sopa de gordura vegetal hidrogenada (troquei por manteiga gelada)
-      1 colher de chá rasa de sal
-      água filtrada gelada
-      1 cenoura média em fatias finas
-      1 abobrinha pequena, cortada em 4 no sentido do comprimento e depois em fatias médias
-      1 cebola média em pétalas
-      1 alho poró pequeno (bem pequeno mesmo) fatiado
-      10 tomates sweet grape partidos ao meio
-      1 ovo orgânico ou caipira
-      1 xícara de mussarela ralada
-      1 caixinha de creme de leite light
-      1/4 de xícara de leite semi-desnatado
-      sal, pimenta do reino e outros temperos à gosto


Corte em pedacinhos a manteiga, junte o sal e as farinhas, misturando com as pontas dos dedos até virar uma farofa grossa. Aos poucos, adicione água gelada até virar uma bola macia e soltar das mãos (creio que coloquei 1/4 de xícara, mas isso varia muito, então cuidado!). Manipule a massa o mínimo possível, para não esquentar e a manteiga derreter. Embrulhe em filme plástico e deixe na geladeira por 1 hora.

Enquanto isso prepare o recheio: refogue no azeite a cebola e o alho poró. Adicione a cenoura, a abobrinha, tempere à gosto, tampe e deixe abafar por uns 5 minutinhos, até ficar al dente. Se necessário, pingue um pouco de água e deixe secar. Os legumes não podem cozinhar demais, pois ainda irão para o forno. Desligue o fogo, acrescente os tomates e deixe esfriar um pouco. À parte, bata o ovo com um fouet, acrescente o leite, creme de leite, quejo ralado, sal e pimenta do reino. Lembre-se que os legumes já estão temperados. 

Abra a massa e forre a forma (não precisa untar). Leve para assar em forno pré-aquecido a 180° por 15 minutos (só até começar a dourar), enquanto os legumes esfriam um pouco. Retire do forno, espalhe os legumes, despeje a mistura de creme de leite e volte ao forno, assando até dourar e o recheio firmar. Sirva acompanhado de uma saladinha verde.

domingo, 27 de novembro de 2011

Bolo Amanteigado com Peras e Cardamomo



Muitas receitas que eu posto aqui no blog começam assim: me empolguei no supermercado/feira/sacolão e comprei  uma quantidade enorme de (insira um ingrediente), muito mais do que poderia consumir. Por isso,  precisei encontrar uma receita para utilizá-lo, sem desperdício. Well, não foi o caso de hoje... De fato, encontrei peras portuguesas a um preço ótimo, e comprei a mais, porém já pensando em preparar um bolo com elas.

Desde que comprei este livro, fiquei de olho na receita do bolo, primeiro por causa do cardamomo, e depois porque nunca havia feito nenhuma receita com peras, além de salada. O resultado não poderia ter sido melhor! As peras cozidas adquirem um sabor diferente, mas muito bom. Depois disso já preparei um crumble com pêras (divino), usando a farofinha que sobrou da cobertura streusel deste outro bolo, e agora estou pensando em fazer uma compota. Usando as peras e o seu melhor amigo, o cardamomo. Nasceram um para o outro!

Bolo Amanteigado com Peras e Cardamomo
(receita daqui)

-      190gr de manteiga, amolecida
-      2/3 xícara de açúcar de confeiteiro, mais 2 colheres de sopa para polvilhar (usei o refinado)
-      1 colher de chá de extrato de baunilha
-      1 colher de chá de raspas da casca de um limão
-      uma boa pitada de cardamomo moído *
-      uma pitada de noz-moscada ralada
-      3 ovos
-      1 3/4 xícara de farinha de trigo
-      1 1/2 colher de chá de fermento em pó
-      1/2 xícara de leite **
-      4 pequenas peras maduras


Pré-aqueça o forno a 180° e unte uma forma com 22-23cm (se quiser desenformar, melhor usar uma forma com aro removível). Bata a manteiga e o açúcar até ficar cremoso e fofo. Adicione a baunilha, as raspas de limão, o cardamomo e a noz-moscada, e depois adicione os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Junte a farinha de trigo e o fermento peneirados, intercalando com o leite, e bata até conseguir uma massa lisa e macia.

Despeje o conteúdo na forma. Não precisa nivelar a superfície. Leve ao forno e deixe assar por 20 minutos. Enquanto isso, descasque e corte as peras em 4, retire o cabinho e o miolo, e pique em pedaços. Agora vem o momento "hipertensão": abra o forno, retire a forma e rapidamente espalhe as peras picadas sobre o topo, polvilhando com as 2 colheres restantes de açúcar. Volte ao forno e deixe assar por mais 45 minutos, ou até dourar (faça o teste do palito). Eu fiquei com muito medo do bolo solar, pois 20 minutos assando parecia pouco para o meu forno porcaria, mas deu tudo certo (só não deixe de pré-aquecer o forno). Deixe o bolo esfriar um pouco antes de cortar. Sirva morno ou em temperatura ambiente. Mantenha coberto com um papel alumínio para que não endureça.

* Eu não tenho um pilão (shame on me!), por isso tentei esmagar os cardamomos, mas não ficaram finamente moidos como a receita pedia (nas fotos dá até para ver uns pontinhos escuros). Nem por isso ficou ruim, muito pelo contrário. Achei que ficou surpreendente, uma explosão extra de sabor em alguns pontos do bolo.

** O livro sugere 1/2 xícara de half-and-half, que, conforme consulta a este site, pode ser substituído por creme de leite light. Entretanto, a própria autora do livro diz que, no caso deste bolo, o half-and-half pode ser substituído por buttermilk ou apenas leite, que foi a minha escolha. Ficou muito bom mesmo, mas imagino que com o creme de leite light a textura ficaria ainda melhor...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Salada Verão


Essa saladinha é ótima! Leve, fresca, saborosa e muito rápida de se preparar... Afinal, com o calor que tem feito ninguém quer ficar esquentando a barriga no fogão, certo?

Basta juntar uma porção de folhas verdes à sua escolha (rúcula combina muito com manga!) e acrescentar ricota (usei uma com ervas), manga e kani cortados em cubinhos. Tente cortar cubinhos do mesmo tamanho para ficar mais bonitinho - frescurite! Para decorar, polvilhe com sementes escuras de gergelim. Você pode fazer o seu molho de saladas favorito para acompanhar, ou servir apenas com um fio de azeite e, quem sabe, alguns croûtons...

Aqui no blog tem várias outras receitas de saladas, uma melhor que a outra. Para ver, clique >>> AQUI.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mosaico de Gelatina

Esse doce tem cara de infância! É fácil de fazer e tem um visual lindo... Tenho certeza que a maioria conhece a receita, mas vamos lá: escolha 4 sabores de gelatina à sua escolha, variando as cores. Eu fui de abacaxi, uva, limão e framboesa. Prepare de acordo com as instruções do fabricante, apenas reduzindo um pouco a quantidade de água, para a gelatina ficar mais firme (e mais fácil de cortar). Depois que firmar, corte em cubinhos.

Prepare um creme com um envelope de gelatina incolor, também preparada de acordo com o fabricante e batida no liquidificador com uma lata de creme de leite e uma lata de leite condensado. Coloque os cubinhos de gelatina em um pirex ou uma forma de bolo com furo no meio, despeje o creme e leve à geladeira. Quando o creme endurecer, pode desenformar. Ah! O doce também pode ser feito só com gelatina, leite condensado e creme de leite light, ou ainda dá para trocar o leite condensado e o creme de leite por iogurte - adoçado com açúcar light ou adoçante culinário. Bommmmm!


domingo, 20 de novembro de 2011

Barra de Cereal Caseira do Bill

Quando ainda estava de férias, assisti a um programa do Bill Granger, onde ele ensinava como fazer essas barrinhas, e elas pareciam tão deliciosas que não sosseguei até preparar para mim. As barrinhas são as mesmas do livro Every Day, mas ligeiramente adaptadas (por ele mesmo), para a TV. Na receita do livro não vai manteiga de amendoim, e a quantidade de óleo é maior. Como eu não consegui achar na internet o vídeo do programa, nem me lembrava precisamente das quantidades, usei o tanto que achei conveniente, e deu certinho. Essa receita é ótima para preparar com crianças, pois dá para misturar tudo com as mãos. Eu contei com a ajuda do meu sobrinho, e ele amou fazer e provar! 

E para quem gosta de preparar suas próprias barrinhas, tem outra receita deliciosa >>>> AQUI



Barra de Cereal Caseira do Bill (Real Muesli Bars)

-      3 1/2 xícaras (350gr) de aveia 
-      1/2 xícara (30gr) de coco ralado (usei fitas de coco já tostadas e picadinhas) 
-      1/2 xícara (50gr) de amêndoas em flocos ou lascas
-      1/2 xícara (45gr) de gérmen de trigo       
-      1/4 xícara (30gr) de gergelim
-      1/4 xícara (35gr) de sementes de girassol
-      1/3 xícara (55gr) de damascos secos picados (da próxima vez eu colocaria o dobro)
-      3/4 xícara (185ml) de mel
-      1/4 xícara (55gr) de açúcar mascavo - aperte na xícara na hora de medir
-      2 colheres de sopa de óleo vegetal (usei óleo de girassol)
-      3 colheres de sopa bem cheias de manteiga de amendoim*

Pré-aqueça o forno a 130°. Unte levemente uma fôrma de 35x25 e forre com papel alumínio (não precisa untar demais, é só para o papel não ficar solto). Em uma tigela grande, misture (com as mãos mesmo) a aveia, o coco, as amêndoas, o gérmen de trigo, o gergelim, as sementes de girassol e os damascos picados. Em uma panela, misture o mel, o açúcar, o óleo e a manteiga de amendoim e leve ao fogo médio, mexendo até o açúcar dissolver. Verta o líquido sobre a tigela e misture até agregar bem. Atenção! Nessa hora, use a colher para misturar, pois açúcar derretido fica muito quente! Depois que esfriar um pouco, pode voltar a misturar com as mãos, se quiser. Despeje a mistura sobre a assadeira, comprimindo bem (use um rolo, ou garrafa). Asse por 50 minutos, ou até dourar. Corte quando ainda estiverem mornas, e espere esfriar para embalar. 

* Para fazer manteiga de amendoim natural em casa, basta bater no processador amendoins torrados, sem pele e sem sal, até virar uma pasta, e colocar uma pitadinha de sal, se quiser. Receita daqui

Para começar bem a semana...


domingo, 13 de novembro de 2011

Mini-tortinhas de massa filo

Há meses atrás eu comprei um pacote de massa filo (phyllo), que acabou esquecido no congelador, até outro dia. Mas depois dessas tortinhas, mal posso esperar para comprar outro pacote! Não é bem uma receita, mas um jeito de usar essa massa, que é super versátil.

A massa filo, ao contrário da massa folhada, não tem gordura nenhuma. Para fazer as camadas você pode usar manteiga (deliciosa, mas calórica), azeite (um pouco mais saudável), ou clara de ovos (para quem quer continuar sem gordura nenhuma). Essa última indicação é do fabricante, confesso que nunca testei. Em geral uso o azeite de oliva, que espalho com um pincel culinário, em quantidades mínimas. 


Para fazer é muito fácil. Corte as folhas em 4 retângulos de aproximadamente 32x24cm. Coloque a primeira em uma tábua, pincele azeite (ou o que você escolher), coloque outra folha por cima e repita o processo, até terminar. Recorte depois em 12 quadrados de 8x8cm. Como eu usei forminhas de muffin com capacidade de 1/3 de xícara, esse tamanho ficou bom, mas pode ser maior ou menor, dependendo da sua intenção. Posicione os quadrados de massa nas forminhas, apertando o fundo. No meio do caminho, eu acabei descolando as folhas umas das outras para depois colar novamente, desta vez deixando as quinas "desencontradas". Mas foi só por estética, frescurite minha... Como as minhas forminhas são de silicone, não untei.  

Para rechear aproveitei um refogado de frango desfiado (1/2 peito), 1 cebola , 1/2 abobrinha e tomate seco à gosto, temperado com alecrim e sálvia. Acrescentei 4 fatias de mussarela picadinha, 2 colheres de sopa de requeijão e 1/2 colher de sopa de páprica picante defumada (ficou beeem picante). Misturei tudo, despejei sobre a massa, coloquei uma lasca de queijo grana padano em cada uma e levei para assar em forno pré-aquecido a 180°, por aproximadamente 35 minutos, ou até a massa dourar. 

Ficou muito bom, e foi tão fácil de fazer, que agora estou pensando em usar forminhas menores, de empada, para servir as tortinhas em uma festa ou jantar. Nesse caso faria recheios mais phynnos, como queijo brie e geléia de damasco; gorgonzola, pêras e nozes picadas; funghi com requeijão; carne seca com cebola e abóbora (hummmm); tomatinhos, mussarela de búfala e manjericão... Quem sabe até uma tortinha doce (aí teria de trocar o azeite por manteiga)? A lista é longa, e isso é que eu adoro em cozinha: as variações são infinitas!


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Brownie de chocolate amargo com cerejas para um feliz aniversário



De volta a BH depois de férias deliciosas! Passeamos (eu e o meu Amoreco) pelas Serras Gaúchas, onde conhecemos Bento Gonçalves, Gramado e Canela, e depois fomos para Cabo Frio (em Minas não tem mar, mas mineiro que se preze ADORA uma praia...rs). Foi tudo muito bom, e depois vou tentar escrever um relato sobre os restaurantes e as vinícolas que visitamos no Sul.

Hoje trago uma receita de brownie, preparada especialmente em homenagem ao aniversário do blog Pecado da Gula, um dos melhores da blogosfera, fonte de inspiração e receitas. Ah! As receitas... Já fiz várias, sempre com muito sucesso. Akemi, nunca conversamos, mas gosto muito da sua forma de escrever, do blog alto astral, e das comidinhas que você prepara, por isso espero que goste do docinho de hoje.

A receita do brownie é da Dorie Greenspan, e eu encontrei em seu site oficial. O original levava framboesas frescas, mas na falta eu fui de cerejas secas. Também poderiam ser cerejas glaceadas, ou pecãs, ou damascos... A sua imaginação é o limite! 

Brownie de Chocolate Amargo com Cerejas
(receita daqui)

-      226gr de manteiga sem sal
-      255gr de chocolate amargo picado grosseiramente (usei um com 70% de cacau)
-      1 1/2 de açúcar refinado
-      4 ovos grandes
-      1 colher de chá de extrato de baunilha
-      1/2 colher de chá de sal
-      1 xícara de farinha de trigo
-      cerejas secas à gosto

Pré-aqueça o forno a 160°. Unte levemente uma assadeira de 23x33cm e forre com papel manteiga ou alumínio (não precisa untar demais, é só para o papel firmar). Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria e retire do fogo. Junte o açúcar e vá mexendo com o fouet. Vai engrossar e ficar um pouco granuloso, mas é assim mesmo. Acrescente os ovos, um a um, misturando após cada adição. Junte a baunilha e bata bem.

Finalmente, junte a farinha e o sal, mexendo apenas até incorporar os ingredientes. Acrescente as cerejas picadas e verta a massa na forma, nivelando com uma espátula. A Dorie recomenda levar ao forno por 40 minutos, ou até que ao espetar uma faca no centro ela saia limpa. Eu prefiro os brownies um pouco mais úmidos, e retiro do forno quando, ao espetar um palito (achei que usar uma faca ia estragar o doce) ele sai com alguns pedacinhos de massa ainda grudados, o que levou uns 30-35 minutos no meu forno mequetrefe. Retire do forno e espere esfriar para desenformar e cortar. Rende 32 pedaços.

Obs.: para os brownie lovers, tem outra receita >>> AQUI

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bolo de Fubá Romeu e Julieta



Esse bolo é perfeito para acompanhar um chá da tarde, ou café, bem como para receber aquela visita inesperada, pois é muito fácil de fazer. A receita é da Sueli, que trabalhou por muitos anos na casa dos meus pais. O acréscimo da goiabada foi um improviso meu, em substituição às sementes de erva-doce que faltavam na dispensa, e achei que ficou muito bom. A Sueli manda dizer que quem quiser um bolo mais molhadinho pode acrescentar um copinho de iogurte natural ou uma caixinha de creme de leite. (perguntei se precisava reduzir a quantidade de leite e ela disse que não...). Eu não testei essa variação, pois não tinha em casa nem um,  nem outro ingrediente, e achei que o bolo ficou ótimo assim mesmo! 

Bolo de Fubá (de liquidificador) Romeu e Julieta

-      4 ovos
-      2 xícaras de fubá
-      3 colheres de sopa de farinha de trigo, mais um pouco para polvilhar
-      2 xícaras de açúcar (como coloquei a goiabada, reduzi para 1 1/2 xícara)
-      2 xícaras de leite
-      1 xícara de óleo
-      pitada de sal
-      2 colheres de sopa de fermento em pó
-      1 xícara de queijo ralado (usei o minas)
-      sementes de erva-doce (troquei por 3/4 xícara de goiabada)
-      1 copinho de iogurte natural ou 1 caixinha de creme de leite (opcional, não coloquei)

Pré-aqueça o forno a 180°. Em uma vasilha, coloque o fubá, a farinha de trigo, o açúcar, a pitada de sal, o fermento, e reserve. Corte a goiabada em cubinhos e polvilhe farinha de trigo (eu esqueci dessa parte e os cubinhos afundaram, mas ficou bom do mesmo jeito). Bata no liquidificador todos os ingredientes líquidos. Despeje os líquidos na vasilha com o fubá e misture para incorporar todos os ingredientes.  Acrescente o queijo ralado misture e verta o conteúdo em uma fôrma untada de 20x35. Distribua os pedacinhos de goiabada pela fôrma (se você optar pela versão com sementes de erva-doce, acrescente-as juntamente com o queijo). Asse por aproximadamente 45 minutos (faça o teste do palito, pois isso varia de forno para forno).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gastronomia Responsável



Que tal pensar em como nossos hábitos alimentares podem beneficiar o equilíbrio do planeta?

Essa é a proposta da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, baseada em quatro princípios:

-     Ingredientes Orgânicos: os alimentos orgânicos são produzidos da maneira mais natural possível, sem agredir a natureza e preservando os recursos naturais;

-      Produtos Regionais: alimentos produzidos próximos ao local de compra não precisam ser tranportados por longas distâncias, reduzindo o consumo de combustível e a utilização de embalagens;

-      Espécies que Não Estão em Extinção: evite consumir alimentos vindos de espécies ameaçadas (ou quase) de extinção. Prefira também consumir alimentos da estação. No site há links para listas de espécies da fauna e flora ameaçados, além de um guia para consumo de pescado.

-      Receitas Sem Desperdício: procure utilizar integralmente os alimentos, incluindo talos, cascas, folhas e sementes. Isso evita o desperdício e ajuda a reduzir a quantidade de lixo. No site tem várias receitas...   


São princípios simples, e que podem ser facilmente aplicados no dia-a-dia. Nem precisa fazer tudo de uma vez. Escolha um, começe pelo que é mais fácil para você, e depois vá ampliando, testando novas possibilidades... Eu, por exemplo, tenho priorizado legumes e verduras orgânicos, cultivados por produtores regionais, e nem foi difícil, pois descobri uma barraquinha de orgânicos, licenciada pela prefeitura, perto da minha casa. Conversei com o produtor, e descobri que ele mora há apenas 70km daqui. Levo a minha sacola de feira, e reduzo a necessidade de sacos plásticos. Como compro a granel, não há necessidade daquelas bandejas de isopor. Viu? E o preço não é tão mais caro, pois tento comprar produtos da estação.

Outra coisa fácil: já é super comum encontrar em supermercados ovos orgânicos ou caipiras, e custa quase a mesma coisa. Faz uma diferença enorme - acho que todos sabem as condições horrorosas, indignas e cruéis em que vivem as galinhas em granjas. Por outro lado, ainda preciso melhorar muito, principalmente em relação ao aproveitamento integral dos alimentos. Pretendo colocar isso em prática, utilizando ainda mais os talos e preparando caldo caseiro. Outra dificuldade: a carne orgânica, além de ser difícil de achar , ainda é caríssima. Assim, enquanto não consigo virar vegetariana, reduzi drasticamente o consumo, o que já é um começo... Então? Bora pensar um pouco antes de comprar?

Fonte e mais informações >>> AQUI

Pasta Primavera my way

Quinta-feira entro de férias, e estou naquela correria para esvaziar a dispensa. Como ainda tinha vários legumes orgânicos me encarando de dentro das gavetas, resolvi preparar uma Pasta Primavera. Não olhei nenhuma receita, pois a idéia era usar só o que estivesse à mão. Também não tenho quantidades exatas, isso vai depender do gosto de cada um e de quantas pessoas vão comer. Alguns dos legumes orgânicos que eu comprei são bem menores, e isso dificulta ainda mais. Por exemplo, usei 6 alhos-porós, mas provavelmente eles correspondem a um alho-poró de supermercado...

Pasta Primavera

-      Cenoura, em rodelas de aproximadamente 0,4mm
-      Cebola roxa picadinha
-      Alho-poró em rodelas
-      Abobrinha partida em 4 e depois fatiada
-      Alho
-      Farfalle (ou penne, ou fusilli, ou o que você quiser)
-      Azeita extra-virgem
-      Alecrim e sálvia secos
-      Sal e pimenta-do-reino moída na hora (usei um mix de pimentas com pimenta da jamaica, pimenta rosa, e pimenta-do-reino branca e preta)

Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções do fabricante, mas retire do fogo um minutinho antes do tempo previsto. Escorra, passe pela água fria para cortar o cozimento e reserve. Em uma panela grande, refogue no azeite a cebola, o alho e a cenoura, tampe para abafar e deixe uns 5 minutos. Acrescente a abobrinha, tampe novamente e cozinhe por mais 4-5 minutos, até ficar macio (não deixe cozinhar demais e ficar molengo). Tempere à gosto, com sal, pimenta e as ervas de sua preferência, acrescente o farfalle, mais um fio de azeite, acerte o sal e sirva.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Torta de Liquidificador com Almeirão, Queijo Minas e Castanha de Caju



Comprei na feirinha de orgânicos um belo (e gigantesco) maço de almeirão (segundo o feirante, era do tipo "almeirão pão-de-açúcar"), e fiquei pensando no que fazer, já que eu acho o almeirão um pouco amargo, e por isso só coloco pouca quantidade dessa folha na salada. Inspirei-me em uma torta que eu vi aqui, mas fiz a massa de torta de liquidificador que uso há vários anos, por conter muito menos gordura do que as demais, cuja receita já postei aqui. Ficou gostoso, mas para quem não tolera o amargo do almeirão recomendo trocar por outra folha, como acelga (já fiz e amei), escarola, espinafre, ou até repolho. Outra vantagem dessa receita é que o desperdício é zero com a utilização dos caules.

Ah! Já que a receita leva queijo minas (meia cura é o meu favorito), gostaria de recomendar a todos que vejam o ótimo documentário de Helvécio Ratton, O Mineiro e o Queijo, em cartaz nos cinemas. Excelente! Conta a história do queijo minas e mostra a contradição que existe, já que o queijo  foi declarado bem imaterial pelo Iepha e pelo Iphan, mas que, ironicamente, não pode ser comercializado fora do estado. Digo ironicamente porque diversos outros queijos europeus, feitos da mesma forma (com leite cru), são importados e vendidos por todo o país. Sem contar que, além de mais saboroso que o queijo minas padrão (muitas vezes fabricado fora de minas), o queijo minas artesanal é bem mais barato. Com isso, fica a pergunta no ar: a quem imteressa essa proibição? Outra coisa que não é discutida explicitamente no documentário, mas que fica muito clara para quem vê, é a relação de respeito dos pequenos produtores com os animais (isso sim deveria ser melhor regulamentado pelos nossos digníssimos legisladores). Enfim, fica a dica. Quem quiser ler uma matéria sobre o queijo minas artesanal e o filme é só ir ao Blog do Girão. A Nina Horta, da Folha, também já escreveu sobre o documentário aqui.

Torta de Liquidificador com Almeirão, Queijo Minas e Castanha de Caju

-      1 xícara de leite desnatado (fui de semidesnatado)
-      2 ovos orgânicos ou caipiras
-      12 colheres de sopa de farinha de trigo
-      1 colher de sopa de fermento em pó
-      1 colher de sopa de manteiga
-      1 maço de almeirão pão de açúcar orgânico (ou qualquer outra folha)
-      2 cebolas roxas pequenas
-      2 dentes de alho
-      3/4 de xícara de queijo minas meia cura picado em cubos
-      3/4 de xícara de castanha de caju
-      azeite extravirgem
-      sal e pimenta-do-reino moída na hora
-      gergelim (opcional)

Para preparar a torta, bata no liquidificador o leite, os ovos, a farinha, a manteiga, o fermento e uma pitada de sal. Reserve. Em uma frigideira, refogue a cebola e o alho picados no azeite, até que a cebola fique ligeiramente translúcida. Acrescente os talos do almeirão, também picados, e refogue por uns 4-5 minutos. Acrescente as folhas e refogue ligeiramente, apenas até murchar. Tempere com sal e pimenta a gosto e deixe esfriar. Depois de frio, acrescente os cubos de queijo e as castanhas picadas grosseiramente (pedaços grandes). Em uma fôrma untada, coloque 2/3 da massa, acrescente o recheio e mexa ligeiramente. Acrescente o restante da massa, polvilhe gergelim e leve para assar em forno pré-aquecido a 190°, por aproximadamente 45 minutos, ou até dourar. Espere esfriar uns 10-15 minutos para desenformar (outra opção é assar em um pirex de vidro e dispensar essa etapa).

Receitas em vídeo

Encontrei essas duas receitas no blog Little upside-down cake e achei tudo tão lindo! As imagens ficaram super poéticas com uma iluminação suave, a música compõe o clima meigo, enfim, muito bacana! O bolo em si eu achei meio estranho, de beterraba com chocolate, mas parece que é comum lá fora. Segundo o Kafka na Praia, o sabor da beterraba não fica perceptível, o máximo que se pode afirmar é que o bolo tem algo diferente... Ja a salada me apeteceu mais, parece simples e sofisticada ao mesmo tempo..

Salada de Aspargos:


ribboned asparagus salad from tiger in a jar on Vimeo.


Bolo de Chocolate e Beterrabas:


beet cake from tiger in a jar on Vimeo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Biscoitos de canela para o lanche da tarde


Outro dia recebi a visita de uma amiga do trabalho, que veio me dar uma super ajuda, e resolvi agradecer preparando um lanchinho delicioso. Como o tempo era curto, optei por fazer o bolo de banana com aveia desse post, que é feito no liquidificador, rapidíssimo de preparar. Apenas troquei o açúcar light pelo mascavo e acrescentei 1/2 colher de chá de essência de amêndoas para dar um gostinho diferente. Também preparei uma fornada de biscoitinhos de canela, incrivelmente fáceis e deliciosos. As duas receitas são do blog Quitandoca, especialista nesse tipo de comidinhas (fáceis, rápidas e gostosas).



Biscoitinhos de Canela
(receita daqui)

-      175g de farinha de trigo
-      100g de manteiga em temperatura ambiente
-      60g de açúcar refinado
-      1/2 colher de chá de fermento em pó
-      1 pitadinha de sal
-      1/4 de cálice de conhaque (opcional - eu coloquei, mas o gosto não é perceptível)
-      1/2 colher de sopa de canela em pó
-      1 colher de sopa de chocolate em pó (usei cacau en pó)
-      1/4 colher de chá de extrato de baunilha
-      açúcar refinado e canela em pó para polvilhar


É muito fácil mesmo preparar, basta misturar tudo em uma vasilha, sovando com as mãos até dar liga. Se não der, coloque um tiquinho de água. Eu precisei colocar, mas foi beeeem pouquinho mesmo. A massa é ótima para trabalhar, fica lisa e não gruda nas mãos. Vá fazendo bolinhas (ou outro formato, fica a seu critério) e coloque em uma assadeira, forrada com silpat ou papel manteiga. Eu fiz bolinhas com aproximadamente 3cm e consegui 55 biscoitinhos.


Leve para assar em forno pré-aquecido a 180°, por aproximadamente 15 minutos. Como a maior parte dos biscoitos, eles saem do forno ainda um pouco macios, e  ficam crocantes depois de frios. No site diz que eles ficam levemente dourados, mas eu tive dificuldade de observar isso, uma vez que a massa é mais escura, por levar cacau e canela. Observe bem e siga o seu feeling, uma vez que cada forno é de um jeito. Prepare uma misturinha de açúcar e canela e role os biscoitos, ainda quentes, por esse preparado. Conservar em pote hermeticamente fechado. Os biscoitinhos acabaram em 5 dias aqui em casa, e até o final estavam deliciosos e crocantes. Uma última dica: quando for preparar mais de um prato, como foi o meu caso, deixe para assar o bolo por último, quando o forno já vai estar bem aquecido (isso faz uma diferença enorme, principalmente se o seu forno for uma porcaria, como o meu).


Chato foi arrumar a cozinha depois da sessão de baking...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Panna Cotta de Iogurte com Erva Cidreira



Estava conversando com um colega de trabalho sobre o capim-santo, e sobre os outros nomes pelos quais ele também é conhecido, como capim-limão e erva-cidreira. Até que, nesse ponto da conversa, ele me corrigiu, e disse que erva-cidreira era outra planta. Fomos ao google tirar a prova dos nove, e ele estava coberto de razão. Capim-santo ou capim-limão também pode ser chamado de CAPIM-CIDREIRA, mas ERVA-CIDREIRA é outra planta. Daí eu perguntei se o gosto seria parecido, e no dia seguinte o meu colega, muito gentilmente, trouxe para mim várias folhinhas do pé que ele tinha em casa, para que eu pudesse provar. 

Feliz da vida, voltei para casa, comecei a pensar no que eu iria preparar, me lembrei de um resto de iogurte natural que estava dando sopa na geladeira e resolvi inventar uma versão de um dos meus doces favoritos: panna cotta. No final das contas, acho que de panna cotta só ficou o nome, mas eu gostei muito. O sabor é, ao mesmo tempo, suave e marcante, muito gostoso. É parecido mesmo com o capim santo, mas não igual: acho que o gosto desse último é um pouco mais, digamos, refrescante.

Para quem está podendo, recomendo trocar o leite desnatado por creme de leite fresco, o que vai deixar o doce mais cremoso e mais "pannacottado"...risos. Quem não está podendo nada, ou quer reduzir ainda mais as calorias pode experimentar trocar o iogurte natural comum pelo desnatado, e o açúcar por adoçante culinário ou açúcar light. No final, dá para atender a todos os gostos. ;)

Panna Cotta de Iogurte com Erva Cidreira
(rende 4 porções)

-      2 bons punhados de erva cidreira (minha balança está quebrada, não deu para pesar, mas coloquei umas 35 folhas)
-      400ml de iogurte natural caseiro
-      240ml (uma xícara) de leite desnatado
-      5 colheres de açúcar refinado
-      1 envelope de gelatina sem sabor
-      raspas da casca de 1 limão

Coloque a gelatina em um potinho com 5 colheres de sopa de água para hidratar. Bata no liquidificador o leite com a erva cidreira e depois coe em uma peneira fina. Lefa ao fogo baixo o leite coado com o açúcar, mexendo até dissover. Depois de aquecer um pouco, desligue o fogo e acrescente a gelatina, mexendo com um fouet até dissolver completamente todos os grumos. Acrescente o iogurte e as raspas de limão, misture bem para incorporar, divida em quatro potinhos e leve à geladeira. Decore com as folhinhas de erva cidreira (eu esqueci de separar algumas) ou com mais raspinhas de limão. Sirva gelado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Salada Waldorf

A Salada Waldorf foi criada em 1893, segundo dizem, pelo maître do hotel Waldorf (of course), Sr. Oscar Tschirky (porém, segundo a Wikipédia, existe uma certa polêmica sobre isso). Polêmicas à parte, a salada é deliciosa, os ingredientes combinam à perfeição, e pode perfeitamente substituir a refeição principal, como eu fiz. Aliás, já levei essa salada na marmita, tomando o cuidado apenas de deixar para picar a maçã e acrescentar o molho na hora de servir. Essa receita é a versão do Jamie Oliver, onde ele substitui a maionese (ou o creme de leite) tradicionalmene utilizados no molho por iogurte natural.



Salada Waldorf
4 porções - receita daqui

-      4 punhados grandes de folhas para salada (usei alface comum e alface crespa roxa orgânicas), lavadas e bem enxutas
-      2 punhados grandes de uvas verdes sem sementes ou com as sementes retiradas
-      3 talos médios de salsão (aipo), sem as folhas e partes mais duras
-      2 punhados de nozes (cerca de 100gr), grosseiramente picadas
-      1 maço pequeno de salsa
-      1 maçã vermelha
-      150gr de queijo azul, como gorgonzola ou roquefort
-      1 colher de chá bem cheia de mostarda Dijon (usei a comum mesmo)
-      2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco ou tinto
-      azeite de oliva extravirgem
-      1 colher de sopa bem cheia de iogurte natural (coloquei 2 colheres)
-      sal e pimenta-do-reino moída na hora

Misture as folhas grosseiramente rasgadas e as uvas em uma tigela grande. Com um descascador manual,  retire cuidadosamente as partes mais fibrosas do exterior do salsão (usei uma faquinha mesmo, o meu salsão,  por ser orgânico, era já bem fino e delicado). Corte os talos em fatias finas, em ângulo, e junte às folhas e às uvas. Coloque as nozes em uma panela seca, em fogo médio, e deixe tostar um pouco, sacudindo a cada 25 segundos. Elas devem esquentar, mas não mudar muito de cor.

Separe as folhas dos raminhos de salsa, tire as partes mais duras e grossas dos raminhos (que podem ser utilizadas para fazer caldo caseiro), pique o resto bem miudinho e reserve. Pique também as folhas e junte à tigela. Ponha os cabinhos em um pote de geléia limpo e junte a mostarda e o vinagre. Adicione uma quantidade de azeite equivalente a três vezes o volume obtido. Para o tempero ficar bem fresco e cremoso, junte o iogurte e uma boa pitada de sal e pimenta. Tampe o pote e agite-o vigorosamente. Prove e, se necessário, equilibre o sabor com mais vinagre, azeite, ou iogurte.

Despeje tempero suficiente apenas para cobrir as folhas. Corte a maçã em palitos finos (fui de cubinhos mesmo) e espalhe por cima. Misture tudo com as mãos, espalhando o tempero. Passe a salada para um prato grande e distribua as nozes. Com uma faca, desmanche o queijo e espalhe os pedaços sobre a salada. Borrife um pouco de azeite e pode servir!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Homus be tahine



Tinha um resto de grão-de-bico já cozido dando sopa na geladeira, e nada mais fácil e rápido do que preparar homus. ADORO comida árabe, meu avô era sírio e cresci comendo vários quitutes que a minha avó fazia para ele, tais como Kibe, Tabule, Roz Libnani (arroz com aletria), Mjadara (arroz com lentilha), charutinho de repolho, etc... Hum! Dá água na boca, só de lembrar... Mas não precisa ser descendente de sírios ou árabes para preparar, em tempo recorde, um homus delicioso. Se você tiver mais tempo, pode também fazer esse antipasto de berinjela, que eu já mostrei a receita. Não é árabe mas combina muito bem com o homus e pão sírio. Ah! A receita de homus é do livro A Cozinha Árabe, de Maria Cristina Andersen (parece que está fora de catálogo).

Homus be tahine

-      150gr de grão-de-bico
-      2 colheres de sopa de tahine
-      1 dente de alho
-      gotas de suco de limão (opcional)
-      1/4 de colher de chá de sal (ou à gosto)
-      1 colher de sopa de salsa picada

Deixe o grão-de-bico de molho em água por umas 12 horas, de um dia para o outro (troque a água, se puder). Se você aida tiver paciência, depois de deixar de molho, retire a película que cobre o grão. Se não tiver, não tem problema, vai com a película mesmo que não faz uma super-hiper-mega diferença (eu prefiro sem). Se você tiver ainda menos paciência (ou tempo), compre o grão de bico enlatado, já cozido, ok? Enfim, depois de retirar (ou não) a película, escorra a água e coloque o grão-de-bico para ferver até amaciar. Quanto mais tempo ele ficar de molho, mais rápido o cozimento (que também pode ser feito em panela de pressão).

Bata no processador ou liquidificador o grão-de-bico (o meu estava tão macio que foi com o garfo mesmo) com o tahine, o alho, o suco de limão (coloquei umas 2 colheres de sopa) e o sal. Bata só até desmanchar os ingredientes. Se ficar muito grosso, adicione um pouco da água do cozimento, mas tenha em mente que, ao esfriar, ele vai engrossar mais um pouco. Arrume em um prato ou potinho, alise e leve à geladeira por 1 hora, pelo menos. Na hora de servir, decore com a salsa picada, e sirva acompanhado de um bom azeite de oliva. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Arroz Doce com Calda de Maracujá



Arroz doce não é, nem de longe, o meu doce favorito. Tanto que eu nunca havia feito... Entretanto, essa receita do blog Dedo de Moça parecia tão boa que há meses eu sonhava em prepará-la! O problema é que levava uma lata e meia (!) de leite condensado, e isso acabava me desanimando... Até que eu comprei o livro "A Itália de Jamie", e achei por lá uma receita de arroz doce sem leite condensado e com muito menos açúcar, e resolvi tentar. A receita do Jamie Oliver leva arroz arbório, que é, por si só, bastante cremoso, e compensa a ausência do leite condensado.  Ainda sim eu fiz algumas adaptações, para acrescentar alguns ingredientes da receita do blog (como o gengibre e o leite de coco), que era a que me interessava mais.

Arroz Doce com Calda de Maracujá
(adaptado daqui e daqui)

-      1 xícara de arroz arbório
-      2 colheres de sopa de manteiga
-      5 colheres de sopa de açúcar refinado
-      150ml de vinho branco
-      200ml (1 garrafinha) de leite de coco
-      700ml de leite (aproximadamente)
-      casca de 1/2 limão
-      1 pedaço de 2cm de gengibre fresco, partido em 4
-      1/2 caixinha de creme de leite (opcional, coloquei porque estava sobrando na geladeira)
-      3 maracujás azedos
-      200ml de água
-      1/2 xícara de açúcar refinado



Em uma panela alta com o fundo grosso, derreta a manteiga em fogo baixo, adicione o gengibre e mexa por 1 minuto. Junte o arroz, o açúcar, aumente o fogo para médio, dê uma boa mexida e adicione o vinho. Continue a mexer até que quase todo o vinho evapore. Acrescente o limão, o leite de coco, e continue mexendo sem parar. Abaixe novamente o fogo e despeje o leite aos poucos, à medida que for secando. Cozinhe, mexendo sempre, por aproximadamente 18-20 minutos, ou até amaciar e ficar bem cremoso. Desligue o fogo, acrescente o creme de leite (se quiser) e deixe esfriar.

Enquanto o arroz esfria, prepare a calda: em uma panela coloque a polpa dos maracujás e a água. Leve ao fogo, deixe ferver por 15 minutos, e depois coe, esfregando bem as sementes de maracujá, para retirar aquela película que envolve as sementes. Reserve a polpa e lave as sementes em água corrente, para retirar a película restante. Junte parte das sementes à polpa (a quantidade depende do seu gosto, eu coloquei apenas metade), adicione o açúcar e leve novamente ao fogo baixo, para ferver por 10-15 minutos, ou até engrossar e tomar a consistência de calda. Deixe esfriar.

Sirva em potinhos, intercalando camadas de arroz doce e calda. Decore com o restante das sementes, ou com raspas de limão, se desejar.